TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

“Busca Ativa” é destaque em segundo dia de evento promovido pela Ceja e Esmagis-MT

Na sexta-feira (4 de agosto), a secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Elaine Zorgetti Pereira, fez a abertura do Encontro sobre a Resolução n. 485/2023 do Conselho Nacional de Justiça e Busca Ativa. Na ocasião, a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Christiane da Costa Marques Neves, apresentou os projetos desenvolvidos pela Ceja, assim como o Instagram da Comissão (@cejamt).
 
“Lançamos o Instagram da Ceja em maio deste ano e através deste Instagram conseguimos transmitir para muitas pessoas o trabalho que a gente desenvolve. Várias pessoas têm nos procurado no direct para saber da adoção, para saber como que faz para se inscrever, para saber do programa Padrinhos. Então está sendo uma interação muito valiosa”, assinalou a magistrada.
 
Christiane Neves citou o programa Entrega Legal, abordado durante o primeiro dia do encontro; o programa Padrinhos, que visa suprir necessidades de crianças acolhidas; e o projeto Busca Ativa: uma família para amar. “Eu confio e acredito muito nesse projeto. Eu me empenho de coração porque eu realmente acredito que a gente tem condição de encontrar família para essas crianças e adolescentes.” A magistrada apresentou ainda o projeto da Família Acolhedora, um programa de acolhimento familiar preferencial em relação ao acolhimento institucional.
 
“Tudo que fazemos na Ceja e tudo que divulgamos nesse Instagram é feito com muito respeito, com muito carinho pelas pessoas que estão envolvidas, pelas pessoas que a gente mostra e pelo trabalho que a gente faz. Por isso eu peço que vocês estejam conosco e nos auxiliem nessa divulgação”, observou.
 
O Busca Ativa visa promover o encontro entre pretendentes/famílias e as crianças e adolescentes aptas à adoção que tiveram esgotadas as possibilidades de buscas de famílias compatíveis com seu perfil no SNA – Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. Após o devido cadastro, a pessoa interessada acessa a página e pode conhecer, por meios de imagens e vídeos, as crianças e adolescentes disponíveis para adoção.
 
No evento, Elaine Zorgetti narrou o trabalho na Ceja na busca por pretendentes à adoção no Estado. “Lançamos o sistema de Busca Ativa, que está no site do nosso Tribunal (www.buscaativa.tjmt.jus.br), e lá temos um sistema onde estão todos os disponíveis para adoção, com vídeos, fotos. Qualquer pessoa pode acessar. Hoje temos nove crianças e adolescentes inseridos”, explica.
 
O juiz Jacob Sauer, da Vara da Infância da Comarca de Sinop, relatou um caso interessante de Busca Ativa na cidade: um menino que foi acompanhado pela rede de proteção da cidade por aproximadamente cinco anos. Com TDAH e episódios de agressividade, ele acabou encontrando uma nova família em Minas Gerais, que foi buscá-lo em uma clínica psiquiátrica onde estava internado no interior de São Paulo. “Hoje ele está adotado, o processo foi finalizado. Nos mais de cinco anos da Vara da Infância, ele é o nosso maior milagre.” Na sequência, foi apresentado um emocionante vídeo com a nova família que se formou, na qual a mãe relatou todas as etapas do processo de adoção.
 
Ainda pela manhã, o juiz da Infância e Juventude em Campina Grande (PB), Hugo Gomes Zaher, e a psicóloga especialista em Psicologia Jurídica pelo Conselho Federal de Psicologia, Lavínia Magda Barbosa de Vasconcelos Silva, falaram sobre aspectos teóricos e práticos da Busca Ativa para adoção.
 
 
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#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: fotografia colorida onde aparece a juíza Christiane Neves. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos com pontas loiras, que fala ao microfone. Usa uma camiseta branca.
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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