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Acadêmicos de Direito da faculdade Univag conhecem TJMT por meio do ‘Projeto Nosso Judiciário’

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Entusiasmados com o dia de aula prática, os acadêmicos do curso de Direito da faculdade Univag, de Várzea Grande, visitaram o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do ‘Projeto Nosso Judiciário’. Eles foram recepcionados já com informações sobre a composição do Poder Judiciário, para entender melhor sobre o funcionamento do Palácio da Justiça.
 
Após a acolhida, eles tiveram a oportunidade de acompanhar uma sessão da 2ª Câmara do Direito Público e Coletivo, presidida pelo desembargador Mário Kono. No plenário, eles assistiram à sessão de julgamento, com as sustentações orais e as argumentações do advogado com o magistrado.
 
A acadêmica Eduarda Vieira Garcia, 21 anos, que está no sexto semestre de Direito, enfatizou a importância de participar do projeto, já que ela tem o sonho de ser juíza no futuro e a visita despertou ainda mais esse desejo nela.
 
“É primordial estar inserido dentro dessa realidade jurídica, ainda quanto acadêmica, e não só após a formação. Tivemos a oportunidade de ver como o Poder Judiciário evoluiu e isso é esclarecedor, é animador. E eu, que futuramente pretendo ser juíza, tenho várias referências hoje dentro do TJMT, e ter essa aproximação foi fundamental”, contou a acadêmica.
 
O tour pelo Palácio da Justiça finalizou no Espaço Memória do TJMT, onde eles conheceram a história do Poder Judiciário e toda sua evolução, com peças raras de documentos históricos que fazem parte dos 150 anos de existência do órgão em Mato Grosso.
 
Por fim, o desembargador Jorge Luiz contou sobre a sua história da vida como exemplo para os futuros profissionais de Direito e os presenteou com um glossário jurídico produzido pelo TJMT.
 
“O projeto nos ajuda a cumprir com um importante papel que nós temos de partilhar o nosso conhecimento. Eu acho gratificante poder fazer isso, porque é uma espécie de auxílio que se dá aos que estão começando agora. Eles estão cheios de vida e nós temos que passar o bastão. E o recado que eu tenho para essa nova geração de profissionais é: amar o que se propor a fazer, sem visar o enriquecimento, visando apenas prover a justiça”, aconselhou o magistrado.
 
O professor de Núcleo de Prática Jurídica e coordenador adjunto do curso de Direito da faculdade Univag, José Carlos Formiga Júnior, disse que o convite recebido oportuniza um aprendizado muito diferente do que os alunos estão acostumados.
 
“Eles têm a parte teórica em sala de aula e a parte prática, que é o estágio obrigatório. Mas uma oportunidade de conhecer o Judiciário por dentro, ter o privilégio de ser atendido pelos desembargadores, é memorável para os alunos. Isso traz, obviamente, um aprendizado diferenciado. E nós somos gratos, inclusive, pela oportunidade”, destacou o professor.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: a imagem mostra os alunos em pé visitando o espaço memória, na sede do TJMT. Foto 2: uma estudante posa ao lado do desembargador e exibe um exemplar do glossário jurídico. Foto 3: desembargador está com diversos estudantes, eles estão em pé, perfilados lado a lado e olham para a câmera.
 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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