TECNOLOGIA
Memória sem fronteiras: como a tecnologia garante a eternidade do patrimônio cultural e científico brasileiro
O Governo do Brasil, por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), converte acervos físicos e frágeis em repositórios digitais de acesso global. A organização vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) fornece internet acadêmica de ultravelocidade e armazenamento em nuvem para instituições públicas de excelência. Essa engenharia de dados liberta coleções biológicas, documentos raros e filmes históricos das vitrines climatizadas. O resultado é prático. Qualquer cidadão consegue acessar a memória nacional pela tela do celular.
O caminho da preservação passa por cabos de fibra óptica. O processo acontece com extrema agilidade logística. Equipes técnicas escaneiam os artefatos em alta resolução, aplicam criptografia de segurança no arquivo gerado e o transferem por uma rede blindada contra instabilidades. O item ganha formato digital em poucos segundos. O funcionamento prático desse modelo envolve parcerias transversais da RNP com grandes institutos de pesquisa e órgãos como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Os museus formulam a curadoria de exposição. A RNP entrega o motor tecnológico capaz de distribuir esse conhecimento.
História viva e conectada
No Museu Nacional (instituição acadêmica ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro), a conectividade dedicada expande os limites da paleontologia. A robustez técnica da rede assegura a curadoria digital contínua das coleções e das novas descobertas. A modelagem 3D do fóssil Rastodon procurvidens mostra o impacto prático do sistema. Trata-se de um dicinodonte (animal herbívoro pré-histórico com bico duro e presas na mandíbula superior) que habitou o atual estado do Rio Grande do Sul há 260 milhões de anos.
Os pesquisadores realizaram tomografias da rocha original e elaboraram um mapa virtual exato do crânio. Estudantes da rede pública acessam o repositório online, contornam a peça tridimensional e estudam sua anatomia de perto. O formato virtual zera os riscos de degradação relacionados ao transporte do material fóssil.
A democratização científica alcança a Região Norte com atenção exclusiva à biodiversidade. O Museu Paraense Emílio Goeldi (unidade de pesquisa subordinada ao MCTI) gerencia registros extensos sobre o bioma amazônico. O instituto cataloga o material usando o Tainacan (uma plataforma governamental de código aberto criada para a gestão de coleções digitais). Uma pessoa que procura referências sobre cerâmica marajoara encontra fotografias detalhadas e fichas históricas de maneira instantânea. A internet dedicada da RNP sustenta o peso dos servidores e viabiliza pesquisas constantes sobre a floresta e seus povos originários.
A escala do volume de dados exige outra estrutura em São Paulo. A Cinemateca Brasileira administra o acervo audiovisual do país. O trabalho diário da equipe técnica envolve o tráfego permanente de matrizes de vídeo e películas recém-restauradas no formato 4K. Essa quantidade de gigabytes faria conexões comerciais padrão caírem rapidamente.
A digitalização do longa-metragem “Tocaia no Asfalto” demandou o escoamento contínuo de dezenas de terabytes. A infraestrutura óptica do projeto Cinemas em Rede transporta essas obras virtuais sem gargalos. A iniciativa interliga o banco central da Cinemateca diretamente a auditórios universitários parceiros. O cinema brasileiro atravessa as décadas e chega aos municípios do interior com qualidade de imagem impecável.
TECNOLOGIA
Nota de Pesar
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) manifesta profundo pesar pelo falecimento do economista e ex-deputado estadual pernambucano Waldemar Borges, aos 67 anos, ocorrido neste sábado (4). Expressamos irrestrita solidariedade à ministra Luciana Santos, esposa de Borges, e aos três filhos do casal diante da perda familiar.
Nascido no Recife em 1958, o parlamentar construiu uma trajetória no setor público local ao longo de quase 40 anos. Formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele exerceu funções no legislativo e no executivo. Atuou como vereador na capital por quatro mandatos e como deputado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2011.
Sua experiência profissional incluiu passagens por secretarias de estado e a presidência da Empresa de Processamento de Dados do Recife (Emprel). Servidores e colaboradores do ministério e suas unidades vinculadas unem-se no luto e no respeito à memória do ex-parlamentar. O comunicado oficial divulgado pelos familiares ressalta que sua retidão permanece como “um farol para as próximas gerações”.
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