BAIXARIA PÓS-DEBATE

Vídeos viralizam após debate, apontam ligação de Wellington com Silval Barbosa e Sinésio e esquentam eleições de 2026

Conteúdos que circulam nas redes resgatam episódios e relações políticas do passado e colocam Silval Barbosa e Sinésio novamente no centro da disputa eleitoral em Mato Grosso

O debate eleitoral não terminou quando as câmeras foram desligadas. Nas horas seguintes, vídeos passaram a circular com força nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, elevando ainda mais a temperatura da corrida pelo Governo de Mato Grosso.

O material viralizado busca estabelecer uma ligação política entre o candidato Wellington Fagundes, o ex-governador Silval Barbosa e Sinésio, recorrendo a imagens, reportagens antigas e outros registros para construir a narrativa apresentada aos eleitores.

Com a repercussão das peças, dois personagens que estavam fora do protagonismo da atual disputa acabaram puxados novamente para o centro das eleições de 2026: Silval Barbosa e Sinésio.

Os vídeos exploram fatos e episódios de outros momentos da política mato-grossense e tentam utilizá-los como munição no confronto atual. A estratégia demonstra que a campanha começa a ultrapassar o embate sobre propostas, alianças e projetos para o Estado e entra em uma fase de ataques mais duros.

A figura de Silval Barbosa, especialmente, carrega forte peso no debate político de Mato Grosso por causa dos episódios ocorridos durante e após sua passagem pelo Governo. Ao resgatar seu nome e relacioná-lo à disputa atual, os vídeos procuram transferir essa memória política para o confronto eleitoral de 2026.

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Sinésio também aparece no conteúdo compartilhado, reforçando a tentativa dos responsáveis pelas peças de estabelecer conexões entre personagens do passado e os grupos que hoje disputam o comando do Palácio Paiaguás.

A velocidade com que o material passou a circular mostra ainda a força de uma espécie de “terceiro turno” dos debates: o confronto que acontece depois, longe dos estúdios, por meio de cortes, montagens, memes e vídeos distribuídos diretamente nos celulares dos eleitores.

Com a campanha cada vez mais acirrada, Silval Barbosa e Sinésio, mesmo sem protagonizarem a corrida eleitoral, voltam a ocupar espaço no noticiário político. Desta vez, não por movimentos próprios, mas por terem seus nomes resgatados como munição na batalha eleitoral envolvendo Wellington Fagundes.

E o pós-debate deixa um recado: nas eleições de 2026, o passado também entrou em campanha.

Veja o video 

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POLÍTICA MT

Pivetta abre o baú contra Wellington e traz Silval de volta ao centro da eleição

Em debate, governador surpreende ao resgatar delação do ex-governador, cita chefe de gabinete do adversário e lança pergunta que incendiou o confronto; Wellington reage e lembra que não foi condenado pelos fatos mencionados

O duelo pelo Governo de Mato Grosso ganhou um novo e explosivo  ingrediente. Em confronto direto com Wellington Fagundes (PL), o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) resolveu abrir o baú da política mato-grossense e trouxe para a campanha eleitoral um personagem que há anos protagoniza algumas das páginas mais turbulentas da história recente do Estado: o ex-governador Silval Barbosa.

Durante debate promovido nesta terça-feira (18) pela Rádio Centro América, Pivetta recuperou trechos da colaboração premiada de Silval e utilizou as declarações do ex-governador para atingir diretamente Wellington.

O ponto de maior tensão ocorreu quando Pivetta colocou no centro do embate Cinésio Nunes de Oliveira, atual chefe de gabinete do senador.

Foi então que o governador lançou a pergunta que elevou a temperatura do debate:

“O senhor foi parceiro de Silval e seu chefe de gabinete atual, Cinésio, foi delatado pelo Silval por corrupção. O senhor quer voltar à cena do crime?”

A provocação colocou Wellington diante de episódios ocorridos há mais de uma década e que agora são resgatados em plena disputa pelo Palácio Paiaguás.

O QUE DISSE SILVAL

Na colaboração premiada, Silval relatou que Wellington, então deputado federal, teria defendido a indicação de Cinésio para atuar na estrutura da Secretaria de Infraestrutura e Transportes.

Segundo a versão apresentada pelo ex-governador, a secretaria estaria politicamente vinculada ao então PR, partido ao qual Wellington era ligado naquele período.

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Silval também relatou supostas tratativas relacionadas às obras do MT Integrado, programa que previa investimentos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em infraestrutura.

De acordo com sua delação, determinadas construtoras teriam pago propinas que variavam, em geral, entre 3% e 4% dos valores recebidos do Estado.

As declarações integram a colaboração de Silval e representam a versão apresentada pelo ex-governador às autoridades. A citação de nomes em uma delação, por si só, não representa condenação judicial.

WELLINGTON DEVOLVE

Wellington não deixou a acusação passar sem resposta.

O candidato do PL rebateu Pivetta e argumentou que sua atuação junto aos diferentes governos de Mato Grosso ocorreu como parlamentar e articulador de recursos federais para o Estado.

“Eu conheço o Cinésio, ele não tem nenhum processo em que ele foi julgado e condenado. Quero dizer que não ajudei só o governo Silval, eu ajudei todos os governos”, respondeu.

Wellington também procurou deslocar o debate para sua atuação em Brasília e citou como exemplo a aprovação do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX).

“Ajud ei a trazer R$ 3 bilhões ao Governo do Estado e R$ 1 bilhão para os municípios”, afirmou.

PIVETTA PUXA O DNIT PARA A BRIGA

O governador não parou em Silval.

Na sequência, Pivetta voltou sua artilharia para a influência política de Wellington no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Mato Grosso.

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Pivetta mencionou a passagem de diferentes superintendentes pelo órgão durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer e acusou Wellington de exercer influência sobre indicações.

O governador chegou a utilizar a expressão “negócios” ao questionar essa atuação política, mas, naquele momento do debate, não apresentou um caso específico de corrupção praticado pelo adversário.

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA

Há, porém, um ponto fundamental no histórico utilizado como munição eleitoral por Pivetta.

Embora Cinésio tenha sido citado na colaboração de Silval, a Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) o absolveu das acusações de participação no esquema de propina.

Wellington, por sua vez, apesar de citado nas declarações do ex-governador, não foi condenado pelos episódios levantados durante o debate.

O confronto, portanto, não encerrou a discussão. Pelo contrário.

Ao retirar do arquivo político uma delação que remonta ao governo Silval e colocá-la novamente sob os holofotes, Pivetta deu uma pista de qual poderá ser uma das estratégias mais agressivas desta reta da campanha: obrigar Wellington a responder pelo passado enquanto tenta convencer o eleitor sobre o futuro.

E, depois do primeiro embate, a pergunta que fica é outra: o que mais ainda poderá sair desse baú até o dia da eleição?

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