JATO EXECUTIVO

Legacy 650 ligado a Vorcaro foi usado por Alexandre de Moraes e esposa

Imagens mostram o ministro do STF e Viviane Barci de Moraes desembarcando da aeronave no Rio; escritório afirma que contratou serviços de táxi aéreo e nega irregularidades

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Imagens divulgadas pelo jornal O Globo mostram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jato executivo no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O registro foi feito em agosto de 2025.

A aeronave é um Legacy 650, fabricado pela Embraer e operado pela Prime Aviation, empresa que tinha Daniel Vorcaro como sócio. O modelo tem capacidade para cerca de 13 passageiros, alcance de até 6.780 quilômetros, velocidade máxima de 850 km/h e pode voar a aproximadamente 41 mil pés de altitude. 

O jato também conta com cozinha completa, lavabo privativo e amplo compartimento para bagagens. Segundo levantamento publicado pela CNN Brasil, um voo semelhante entre São Paulo e Rio de Janeiro poderia ter custo estimado em cerca de R$ 350 mil, embora esse valor não indique quanto efetivamente foi pago pelo voo em questão. 

Em nota enviada ao Estadão, o escritório Barci de Moraes confirmou que utiliza serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation. Segundo a banca, não houve irregularidade na utilização das aeronaves.

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O escritório também afirmou que Daniel Vorcaro não esteve presente nos voos realizados com integrantes da banca e que, em determinadas ocasiões, Viviane Barci foi acompanhada pelo marido, Alexandre de Moraes. A nota sustenta ainda que a contratação segue critérios operacionais e que a escolha da aeronave cabe às empresas de aviação contratadas. 

A banca acrescentou que não possui contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation e que não adquiriu cotas da empresa. 

Reportagens publicadas anteriormente também registraram que Moraes havia negado, em manifestação anterior, ter viajado em aeronaves ligadas a Vorcaro. A confirmação posterior do escritório de que serviços da Prime Aviation foram utilizados passou a integrar a cobertura do caso. 

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STF

STF mantém condenação de Eduardo Bolsonaro e encerra nova etapa do caso; entenda o que foi decidido

Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso da defesa e preservou pena de quatro anos e dois meses por coação no curso do processo

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por unanimidade, nesta sexta-feira (18), o recurso apresentado pela defesa do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e manteve sua condenação a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento ocorreu no plenário virtual e terminou com placar de 4 votos a 0.

O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A defesa havia apresentado embargos de declaração, instrumento utilizado para apontar eventual omissão, contradição ou obscuridade em uma decisão judicial. Moraes entendeu que não havia nenhum desses pontos que justificasse alteração do julgamento anterior. 

Eduardo Bolsonaro havia sido condenado em junho a quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo. Segundo o entendimento da Primeira Turma, ele atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades e buscar medidas contra o Brasil e ministros do STF durante o período em que a Corte analisava a ação penal contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

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Entre as medidas citadas no processo estão a articulação por sanções econômicas contra produtos brasileiros, restrições contra integrantes do Supremo e outras iniciativas atribuídas à atuação de Eduardo junto a autoridades norte-americanas. A Procuradoria-Geral da República sustentou que essas ações tinham como objetivo pressionar o Judiciário brasileiro e interferir no andamento do processo envolvendo Jair Bolsonaro. 

No recurso analisado agora, a defesa questionou principalmente a forma como as declarações públicas de Eduardo foram consideradas na condenação e alegou que, embora suas falas tenham sido utilizadas pelos ministros, não houve aplicação da atenuante relacionada à confissão. Moraes rejeitou o argumento e afirmou que o ex-deputado reconheceu determinados fatos, mas não confessou a prática do crime. 

Com a decisão da Primeira Turma, a condenação de quatro anos e dois meses permanece mantida. O julgamento desta etapa, porém, não representa por si só o cumprimento imediato da pena, já que ainda existem os procedimentos processuais relacionados à execução da decisão. 

O caso teve origem na atuação atribuída a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos durante o julgamento da ação penal envolvendo seu pai. Em junho, a Primeira Turma havia condenado o ex-deputado por unanimidade, entendendo que houve tentativa de pressionar o Poder Judiciário por meio de ações e articulações internacionais. 

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