POLÍTICA MT

Justiça aplica nova derrota a Wellington e rejeita por 7 a 0 recurso contra candidatura de Pivetta

Tribunal Regional Eleitoral manteve decisão que rejeitou impugnação apresentada pela coligação do senador contra o registro do governador

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) rejeitou, por unanimidade, nesta segunda-feira, 14, recurso contra o registro da candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição. Por 7 votos a 0, o Pleno manteve a decisão anterior que havia julgado improcedente a impugnação apresentada pela coligação ‘Coração da Gente’, do candidato Wellington Fagundes (PL).

É a segunda decisão desfavorável à tentativa da coligação de Wellington de impedir o registro de Pivetta. Na primeira, o relator Pérsio Oliveira Landim havia rejeitado a impugnação e deferido a candidatura do governador.

O questionamento apresentado pela coligação adversária sustentava a existência de causa de inelegibilidade relacionada a decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) envolvendo contas de Pivetta no período em que foi prefeito de Lucas do Rio Verde. O ato de Fagundes foi tratado nos meios políticos como tentativa de tirar o governador da disputa a reeleição.

Ao analisar originalmente o pedido, o TRE-MT considerou a situação jurídica existente no momento do julgamento. O Ministério Público Eleitoral também havia se manifestado pela improcedência da impugnação e pelo deferimento do registro.

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Na primeira derrota do candidato do PL, o relator registrou ainda que as certidões juntadas ao processo indicavam que Pivetta não figurava no rol de responsáveis com contas julgadas irregulares para fins eleitorais pelo TCU nem no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade do Conselho Nacional de Justiça.

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POLÍTICA MT

Pivetta afirma estar “sempre indignado” com velha política em MT

Governador citou que gestões anteriores causaram “apagão” no Governo do Estado devido à corrupção e incompetência

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O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira (14) afirmou não perder a “capacidade de se indignar” contra membros da velha política em Mato Grosso.

Pivetta fez essa declaração durante diálogo com membros da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em Cuiabá. Eles organizaram o encontro para conhecer as propostas dos candidatos ao governo sobre o setor e apresentar suas sugestões de políticas públicas.

Na ocasião, o governador disse estar “sempre indignado” com políticos que, mesmo constatando as falhas e pendências, não atuam para otimizar as condições estaduais.

“Me considero um político jovem, porque sempre estou indignado. Sou um de vocês do lado de cá. Todo dia, lutamos para domar essa burocracia. É uma luta para defender o orçamento, segurar o caixa e tornar investimento. É uma briga. A velha política, não necessariamente, é feita por políticos da terceira idade. Tem jovens políticos jogando o jogo da velha política como nunca aconteceu neste estado. Fazendo o que é mais abominável”, relatou.

Pivetta relatou que, antes de compor o comando do governo estadual, as finanças públicas estavam irregulares e não permitiam investimentos. Ele acrescentou que, atualmente, Mato Grosso é uma potência e mais melhorias podem ser feitas.

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“Me apresento como um político experiente que não perde a capacidade de se indignar. Sei que o setor público pode ser muito melhor, mas fizemos o que foi possível. Nos surpreendemos com a potência que é Mato Grosso. No ano passado, por exemplo, arrecadamos R$ 26 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Um estado que, até chegarmos, não tinha capacidade de pagar salários. Atrasava fornecedores, não honrava compromissos e não tinha crédito para nada”, lembrou.

Por fim, o governador considerou que Mato Grosso enfrentou um “apagão” logístico devido à corrupção de gestões anteriores. Ele alertou sobre o perigo que a chamada velha política representa à gestão pública.

“Eu assisti e participei ali nesses quase oito anos. Não é por acaso que nós tivemos um apagão de oito anos, um governo corrupto e depois um incompetente. Isso não é por acaso. A coisa mais comum que tem é acontecer isso, porque, infelizmente, a omissão dos bons abre espaço para esses jovens da política que fazem a mais velha política possível”, completou.

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