SAÚDE

Saúde lança edital para selecionar especialistas em ética em pesquisa com seres humanos

O Ministério da Saúde publicou na última quinta-feira (26/03) o edital de seleção pública para atuação na Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). O anúncio da chamada já havia sido realizado pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri, na abertura do evento “Diálogo Brasil–Reino Unido em Saúde”. A medida integra o compromisso do Governo do Brasil com a consolidação do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep).

As inscrições estarão abertas por 30 dias, a partir da publicação do edital. O processo será realizado exclusivamente de forma eletrônica. Ao todo, serão selecionados 15 membros titulares e 15 suplentes. A participação é voluntária e não remunerada.

A seleção é baseada em critérios objetivos e análise documental que consideram formação acadêmica, qualificação técnico-científica, experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). 

O certame também prevê representantes de pesquisa e critérios de representatividade, promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero, buscando assegurar uma composição plural e qualificada, destacou a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia/SCTIE/MS e coordenadora do Inaep, Meiruze Freitas. 

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“O edital foi elaborado para assegurar o equilíbrio e a transparência. Mais do que um grupo de especialistas, queremos formar uma rede de saberes, onde a participação da sociedade seja um dos alicerces da nossa governança. Estamos reunindo diferentes olhares, vozes e realidades para construir um sistema que reflita a verdadeira dimensão da pluralidade brasileira”.

Para concorrer, os candidatos devem enviar currículo Lattes e documentação comprobatória de formação, experiência profissional, atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) e demais comprovações exigidas no edital. A seleção será conduzida por uma comissão formada por membros já integrantes da Inaep, com apoio técnico do Ministério da Saúde.

A diretora Meiruze ressaltou ainda que, “com a nova estrutura, o governo busca não apenas assegurar padrões éticos mais robustos, mas também impulsionar o desenvolvimento científico nacional com responsabilidade e respeito aos direitos humanos”. 

Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas pelo e-mail .

Acesse o formulário de inscrição

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

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Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

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Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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