SAÚDE
Prontuário eletrônico e-SUS APS disponibiliza recursos para pré-natal, puerpério, vacinação e prescrições
A última atualização do prontuário eletrônico do e-SUS APS (versão 5.5.22) está disponível para gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil. Ela qualificou os registros assistenciais, a organização do processo de trabalho das equipes e o aprimoramento do acompanhamento da população. As mudanças incluem o novo módulo de cadastro, recursos para pré-natal e puerpério, aperfeiçoamentos no registro de vacinação e prescrições, além de ferramentas que facilitam a navegação dos profissionais no sistema.
O antigo módulo Cidadão passou a se chamar Cadastro Individual. A mudança reflete a informatização do cadastro individual para a melhora do gerenciamento das informações cadastrais dos usuários da atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS). A funcionalidade agora incorpora a Ficha de Cadastro Individual diretamente no prontuário eletrônico.
O Cadastro Individual, que adota o CPF como identificador prioritário, tem mecanismos para prevenir registros duplicados. A atualização ainda amplia os campos disponíveis para cadastro e incorpora fluxos específicos para situações de recusa de cadastro ou de atualização cadastral.
Para apoiar a adaptação dos profissionais às mudanças, o sistema conta com um tutorial interativo, que pode ser acessado sempre que necessário.
Saúde materna e infantil
Na funcionalidade de acompanhamento do pré-natal, incluída nesta versão, é possível visualizar todas as informações da gestação de forma sistematizada para a coordenação do cuidado nesse período. Além disso, foram incluídas informações como um campo para registro do batimento cardíaco fetal de cada gemelar.
“O acompanhamento estruturado neste ciclo de vida contribui para a constatação precoce de possíveis alterações e identificação de intervenções a serem realizadas baseadas em protocolos clínicos. Também oferece maior segurança para a avaliação e a tomada de decisão pela equipe”, explicou a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luíza Caldas.
Para a funcionalidade relacionada ao puerpério, a atualização reúne consultas, exames, vacinas e demais procedimentos realizados durante o período pós-parto, além de incluir áreas para o encaminhamento, compartilhamento do cuidado e outros atendimentos relacionados à puérpera.
Por fim, especificidades para crianças nascidas prematuras passaram a compor os gráficos de altura, peso, perímetro cefálico e índice de massa corporal (IMC) no acompanhamento do crescimento infantil.
Prescrições
Os profissionais passam a contar com a possibilidade de renovar prescrições de medicamentos de uso contínuo. Já na funcionalidade de suporte à decisão clínica, quando houver sugestão de medicamentos, o sistema informará se o cidadão tem alergia registrada a algum dos fármacos recomendados.
Recursos para o trabalho das equipes
A nova versão também incorpora outras funcionalidades voltadas à rotina das equipes de saúde. Entre elas está um Painel de Chamadas integrado à lista de atendimentos. Foi criado, ainda, um modelo de solicitação de fraldas geriátricas, ampliando as opções de documentos emitidos pelo sistema.
No módulo de Coleta de Dados Simplificada (CDS), o acesso passou a ser permitido, também, para os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), contemplando perfis como cirurgião-dentista, auxiliar e técnico em saúde bucal e coordenador.
Acesse a versão atualizada do prontuário eletrônico e-SUS APS
Thaís Rodrigues
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Aedes aegypti: 49% dos municípios avaliados estão em situação de alerta ou risco
O Ministério da Saúde divulgou o resultado do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto de 2026. Dos 3.732 municípios que informaram dados, 49,2% apresentaram índices que indicam situação de alerta ou de risco para a presença do mosquito, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.
O levantamento identifica os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti e é uma ferramenta estratégica para orientar as ações de vigilância, prevenção e controle nos territórios. Os resultados permitem que gestores locais direcionem as medidas de acordo com a situação encontrada em cada município.
Os dados mostram que a maior parte dos focos está em recipientes presentes no dia a dia da população. Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes que podem acumular água correspondem a 42,3% dos criadouros identificados. Na sequência, aparecem os reservatórios de água, como caixas d’água e tonéis (26,1%), e pneus e resíduos sólidos, incluindo garrafas PET, latas e entulho (23%).
O perfil dos criadouros varia entre as regiões do país. Na Região Norte, predominam pneus e resíduos sólidos. Na Região Nordeste, destacam-se os recipientes utilizados para armazenamento de água. Já nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a maior concentração está em vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes.
Preparação para o período de maior risco
Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, os resultados do LIRAa ajudam estados e municípios a se prepararem para o período de maior risco de proliferação do Aedes aegypti. Os resultados do LIRAa ajudam a identificar áreas em situação de alerta ou risco, reconhecer os principais tipos de criadouros e orientar ações antecipadas de prevenção e controle, de acordo com a realidade de cada território.
A eliminação de criadouros é uma medida fundamental, com atuação integrada da gestão, dos serviços de saúde, das equipes de agentes de combate às endemias e da população.
Ações de prevenção e controle
Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) atuam na prevenção e no controle das arboviroses, com identificação e tratamento de criadouros que não podem ser eliminados, orientação da população e ações de vigilância. A atuação integrada com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) contribui para a articulação entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária nos territórios. Até o fim deste ano, está prevista a formação de mais 300 mil profissionais.
As ovitrampas são dispositivos utilizados para monitorar a presença do Aedes aegypti a partir da coleta de ovos do mosquito e podem ajudar a identificar áreas com maior presença do vetor. A estratégia está presente em aproximadamente 2 mil municípios e fornece informações complementares aos indicadores obtidos pelo LIRAa, contribuindo para orientar as ações de vigilância e controle.
Entre as tecnologias de controle vetorial utilizadas no país estão a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes) em imóveis especiais, como escolas, unidades de saúde e locais de grande circulação, as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) e o método Wolbachia.
Cuidados dentro e fora de casa
A população também tem papel importante na prevenção. A orientação é fazer vistorias regulares em casa e nos espaços ao redor para identificar e eliminar locais que possam acumular água.
É importante verificar vasos e pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas, ralos, caixas d’água e outros recipientes. Sempre que possível, eles devem ser esvaziados, descartados ou mantidos protegidos da chuva.
Caixas d’água, tonéis e cisternas devem permanecer bem fechados. Garrafas e baldes devem ser guardados virados para baixo, enquanto calhas e ralos precisam ser mantidos limpos. Pneus, latas, plásticos e entulhos devem receber destinação adequada.
Esses cuidados devem fazer parte da rotina durante todo o ano e ganham ainda mais importância nos períodos em que as condições ambientais favorecem a reprodução do Aedes aegypti.
Casos de dengue caem 70% em 2026
O Brasil registra queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis no país, contra 1,5 milhão no mesmo período do ano anterior.
Também houve redução nos registros de chikungunya e Zika. Foram contabilizados 67.902 casos de chikungunya, 43% a menos que os 118.885 registrados em 2025. Para Zika, foram 2.141 casos, 35% abaixo dos 3.724 casos registrados no mesmo período do ano anterior.
Os resultados do LIRAa reforçam a importância de manter as medidas de prevenção e controle do Aedes aegypti. Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, a adoção antecipada dessas medidas por estados, municípios e população contribui para reduzir o risco de transmissão das arboviroses no próximo período sazonal.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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