POLÍTICA NACIONAL
Semana Nacional de Educação Cidadã é aprovada na Comissão de Educação
A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (8) o projeto que institui a Semana Nacional de Educação Cidadã. A proposta (PL 4.799/2024), do senador Jayme Campos (União-MT), recebeu relatório favorável da senadora Jussara Lima (PSD-PI) e segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
Pelo texto, a Semana de Educação Cidadã será realizada anualmente na segunda semana de agosto, em alusão ao Dia do Estudante, comemorado em 11 de agosto. O objetivo, segundo Jayme Campos, é estimular o debate, a reflexão e o aprendizado sobre temas fundamentais para o exercício da cidadania, especialmente entre os jovens.
— A escolha da data é profundamente simbólica. Queremos elevar a educação cidadã à sociedade brasileira, com palestras, oficinas, capacitação de professores e visitas guiadas aos Poderes da República. A proposta busca preparar o Brasil para o futuro, formando indivíduos conscientes e ativos — afirmou Jayme Campos durante a votação.
A proposta determina que as atividades sejam orientadas por princípios como o suprapartidarismo, o desenvolvimento da consciência crítica e o incentivo ao letramento político. Entre as ações previstas estão palestras, visitas a órgãos públicos, capacitação de educadores e líderes comunitários, campanhas, concursos, grupos de estudos e clubes de debate.
A relatora da matéria, senadora Jussara, acatou emenda para retirar a obrigatoriedade de inclusão da Semana no calendário anual de instituições de ensino. Ela também destacou a realização de audiência pública com especialistas, promovida para embasar o relatório favorável.
Jayme Campos alertou para o baixo interesse da população na política e defendeu que a educação cidadã comece nas escolas.
— Infelizmente, hoje apenas 47% dos brasileiros se interessam por política. Isso está ligado ao desconhecimento sobre o papel dos Poderes e dos representantes eleitos. Precisamos mudar esse cenário. Educação cidadã é uma jornada permanente de escuta, diálogo e compromisso com o país — declarou, destacando que o Brasil apresenta nota cinco em cultura política, segundo o Índice de Democracia global, o que nesse quesito o coloca ao lado de países com regimes autoritários.
O senador também agradeceu à relatora Jussara Lima pela contribuição ao aprimoramento do texto e aos integrantes da Rede Nacional de Educação Cidadã, que colaboraram na sua elaboração.
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) elogiou a proposta e ressaltou a importância de formar cidadãos com conhecimento político.
— Educar é diferente de ensinar. Educar é formar o cidadão como um todo, inclusive no aspecto político. Só se constrói uma sociedade consciente com educação pública de qualidade e em tempo integral. Um projeto como esse mostra que a verdadeira educação prepara para a vida em sociedade — afirmou.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Hermes Klann defende negociação em vez de PEC que acaba com escala 6×1
Ao discursar em Plenário nesta segunda-feira (31), o senador Hermes Klann (PL-SC) criticou duas matérias em análise na Casa: a PEC 221/2019, que acaba com a escala de trabalho conhecida como 6×1, e a MP 1.357/2026, que deu fim à chamada “taxa das blusinhas”.
Ao tratar da PEC 221/2019, ele disse ser favorável a mais tempo de descanso para o trabalhador, mas argumentou que mudanças na jornada de trabalho devem ser definidas por meio de negociação entre trabalhadores e empregadores — em vez de serem determinadas por lei.
— Sou contra transformar uma discussão legítima em uma solução única. Acredito na liberdade de escolha, no diálogo e na negociação entre as partes. Trabalhadores e empregadores precisam ter voz. Cada setor tem uma realidade, e o que funciona para uma indústria pode não funcionar para um restaurante. Não existe uma jornada igualmente adequada para todas as atividades. Por isso, defendo a negociação coletiva — declarou.
O senador também afirmou que a redução da jornada pode aumentar o custo da hora trabalhada e, assim, elevar os custos de produção, levando à redução dos investimentos e ao aumento de preços em alguns setores. Esse cenário, salientou, pode prejudicar o poder de compra dos trabalhadores.
Sobre a MP 1.357/2026 (medida provisória que “zerou” o Imposto de Importação para compras de até US$ 50), ele observou que a discussão sobre a matéria deve considerar os efeitos sobre comerciantes, indústrias e empregos no país.
— Não quero proteger o empresário brasileiro da concorrência. Quero proteger o empresário brasileiro da concorrência desleal. Não podemos olhar apenas para o preço da blusinha. Precisamos olhar para o emprego que existe atrás da blusinha — destacou.
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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