POLÍTICA NACIONAL

Izalci Lucas pede investigação sobre operações do BRB com o Master

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O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou, em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (4), que Banco de Brasília (BRB) enfrenta um grave problema financeiro e pediu investigação sobre investimentos realizados pela instituição. Segundo ele, operações que somam cerca de R$ 12 bilhões com o Banco Master, que teve a liquidação decretada pelo Banco Central, teriam sido feitas sem as garantias necessárias, o que, na avaliação do parlamentar, compromete a liquidez do banco e pode exigir medidas emergenciais para recompor o capital.

Izalci relatou que esteve recentemente no banco para buscar esclarecimentos junto à direção da instituição e afirmou que os investimentos teriam sido realizados por meio de mecanismos que dispensaram autorização do conselho. Ele também criticou proposta enviada à Câmara Legislativa do Distrito Federal para criação de um fundo imobiliário com a finalidade de captar recursos para capitalizar o banco.

— Vivemos, aqui no Distrito Federal, o maior escândalo da história da capital da República, que é o do BRB. Como um banco faz um investimento de R$ 12,2 bilhões sem checar se tem documento, se tem garantia? — questionou.

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O senador afirmou ainda que o Banco Central teria estabelecido prazo para que o banco recomponha seu capital, estimado por ele em cerca de R$ 8 bilhões. Segundo Izalci, caso não haja solução, a instituição poderia enfrentar medidas como liquidação ou federalização. Ele destacou que o BRB é responsável pelo pagamento de diversos programas sociais do governo distrital, o que, segundo ele, aumenta a preocupação com a situação financeira da instituição.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Pauta da CCJ reúne escala 6×1, segurança e regras de trânsito

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O fim da escala de trabalho 6×1 é o primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2). O colegiado reúne-se às 9h, em semana de esforço concentrado, para deliberar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. A proposta tem parecer favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM).

De acordo com a proposta, a jornada máxima de trabalho semanal cai de 44 para 40 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário.

O relator rejeitou as 12 emendas apresentadas até 26 de agosto e manteve o texto aprovado na Câmara, mas ainda precisará analisar outras 13 emendas apresentadas recentemente.

Segurança Pública

A PEC da Segurança Pública é outra matéria de peso pautada para deliberação da CCJ. O relator da PEC 18/2025, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve o texto da Câmara, rejeitando as primeiras quatro emendas. O projeto recebeu outras 42 sugestões de mudança que aguardam análise.

A proposta insere o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e cria o Sistema de Políticas Penais. A PEC também cria um regime penal mais rigoroso e proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias.

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Para financiar as ações, o texto destina 30% da arrecadação líquida das “bets” e 10% da sobra financeira (superávit) anual do Fundo Social do pré-sal para a segurança pública, com transição gradual entre 2027 e 2029.

Trânsito

Também estão na pauta dois projetos que alteram o Código de Trânsito Brasileiro. O primeiro aumenta as penas para quem causar morte ou lesão grave ao dirigir sob efeito de álcool ou drogas.

O PL 4.668/2020, do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), tem parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e facilita a prisão preventiva nesses casos.

Já o segundo torna obrigatório o teste do bafômetro ou exame clínico para motoristas envolvidos em acidentes ou parados em blitz.

O PL 1.229/2024, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), conta com parecer favorável do senador Laércio Oliveira (PP-SE). Como tramita em caráter terminativo na comissão, se for aprovada na CCJ, poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados sem passar pelo Plenário do Senado.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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