POLÍTICA NACIONAL

Homenageado no Plenário por deputados de diversos partidos, Lira diz que voltará ao chão de fábrica

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foi homenageado por deputados de diversos partidos no final da sessão de ontem do Plenário. Lira vai deixar o cargo em 3 de fevereiro do ano que vem, após quatro anos de mandato. Em resposta aos agradecimentos dos deputados, ele disse que não estava encerrando nenhum ciclo.

“Nós sempre nos renovamos. Podemos voltar para onde eu sempre gostei de atuar, que é no chão da fábrica, como eu sempre chamo, sem nenhum tipo de problema, como qualquer outra situação. Então, vamos vivendo sem planejar e sem criar expectativas. É a maneira do nordestino, viver feliz. É sem criar expectativas, matando um leão por dia. Ruim é quando temos que matar o mesmo leão todo dia, mas até isso fazemos”, afirmou.

Lira disse que não iria fazer discurso de despedida: “Não vou fazer discurso. Havia até uma previsão, mas eu não achei o dia muito apropriado para isso. Vamos ter outras oportunidades. Vamos ter oportunidades ainda, daqui até o dia 3 de fevereiro, de poder conversar um pouco com todos os líderes e partidos, com todos os funcionários, com todos os que nos auxiliaram e que nos auxiliam.”

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Conquistas
O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), candidato à sucessão de Lira pelo bloco MDB-PSD-Republicanos-Podemos, foi um dos que elogiaram a atuação de Lira à frente da Mesa Diretora da Câmara. “Foram muitas conquistas, foram muitas matérias aprovadas, matérias importantes que ajudaram no crescimento econômico da nossa nação, matérias importantes no âmbito social, a reforma tributária, que concluímos nesta semana, ou seja, deixamos um legado realmente de exemplo para a nossa Casa”, afirmou.

O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o seu reconhecimento era o reconhecimento do governo Lula “por esses dois anos de relacionamento absolutamente transparente, de diálogo e de construção de saídas em todos os momentos em que o país precisou do Parlamento, da Câmara dos Deputados”.

A deputada Jack Rocha (PT-ES) agradeceu ao presidente em nome da “bancada negra”. “Sob vossa presidência, nós pudemos trazer temas importantes para esta Casa. Trouxemos temas que são de importância nacional, que, principalmente sob o seu comando, fizeram com que o Brasil pudesse dar um gesto de um pouco mais de união. Ressalto também a sabedoria e o comando de vossa excelência em seu papel institucional”, afirmou.

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A deputada Soraya Santos (PL-RJ) destacou os avanços legislativos relacionados às mulheres. “Vossa excelência sabe o quanto é difícil para nós, mulheres. Dentro das suas possibilidades, nós avançamos muito em várias matérias legislativas. É claro que ainda fica aqui nosso sonho da PEC 134/11, mas eu tenho certeza de que, em relação a esse dever de casa, a pressão vai começar sobre o Deputado Hugo Motta já no início do ano. Agradeço a iniciativa do P20, que foi uma coisa inovadora e que fez diferença”, disse. Essa proposta reserva vagas para cada gênero nas casas legislativas.

Também se manifestaram os deputados Luiz Lima (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Odair Cunha (PT-MG), Luciano Alves (PSD-PR), Márcio Jerry (PCdoB-MA), Doutor Luizinho (PP-RJ), Lula da Fonte (PP-PE), Gervásio Maia (PSB-PB), Romero Rodrigues (Pode-PB), Marussa Boldrin (MDB-GO), Leo Prates (PDT-BA), Reginaldo Lopes (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Maria Do Rosário (PT-RS).

Da Redação/WS

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Zanin cobra Justiça de MT por intimação de produtor acusado de pagar R$ 7,4 milhões por decisões

Bernardo Mazzutti foi denunciado pela PGR no caso que apura suposto esquema de negociação de decisões no STJ; ministro do STF pediu celeridade após falta de confirmação sobre cumprimento da diligência

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a cobrar providências para que seja concluída a notificação do produtor rural Bernardo Mazzutti, denunciado no âmbito da Operação Sisamnes. Até então, ele era o único denunciado no processo que ainda não havia sido formalmente notificado. 

Em decisão de 2 de setembro, Zanin requisitou novamente informações à Direção do Foro da Justiça Federal de Mato Grosso sobre o cumprimento da carta precatória expedida para a notificação e estabeleceu prazo de dez dias. Uma certidão posterior registrou que, até 18 de setembro, as informações solicitadas ainda não haviam chegado ao Supremo. 

Mazzutti foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no contexto das investigações da Operação Sisamnes, que apura suspeitas de vazamento de informações sigilosas e negociação de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O STF informa oficialmente que a investigação alcança suspeitas envolvendo servidores do STJ e possível favorecimento de partes em processos da Corte. 

Segundo a acusação, Mazzutti teria realizado pagamentos de aproximadamente R$ 7,42 milhões ao advogado Roberto Zampieri, assassinado em Cuiabá em dezembro de 2023. Os valores estariam relacionados a interesses em processos envolvendo a Fazenda Eldorado, em Barra do Garças. Mais de 70% do montante teria sido pago em espécie, conforme elementos reunidos pela investigação. 

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Registros contábeis mencionados na apuração apontam aproximadamente R$ 5,4 milhões em pagamentos em dinheiro entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022. As informações integram a acusação apresentada pela PGR e ainda estão sujeitas à análise judicial. 

Investigação ganhou força após morte de Zampieri

As apurações que deram origem ao caso avançaram após o assassinato de Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá. A análise do celular do advogado revelou mensagens e outros elementos que passaram a subsidiar as investigações sobre um possível esquema envolvendo informações internas e decisões judiciais. 

A PGR aponta Andreson de Oliveira Gonçalves como um dos articuladores da suposta estrutura. A denúncia também alcançou pessoas que teriam desempenhado diferentes funções no esquema investigado, incluindo servidores ligados ao STJ e operadores financeiros. 

De acordo com a acusação, a organização teria sido estruturada em núcleos distintos: um responsável pela interlocução com interessados, outro relacionado ao acesso a informações e minutas processuais e um terceiro ligado à movimentação e ocultação dos recursos. 

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A cobrança feita por Zanin neste momento é de natureza processual. A ausência de confirmação da notificação não significa, por si só, que Mazzutti esteja foragido, nem representa condenação pelas acusações apresentadas pela PGR. O objetivo da determinação é permitir o prosseguimento do processo com a formalização da notificação do denunciado. 

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