ELEIÇÕES 2026

Pivetta diz sentir “muita aceitação” e intensifica agenda na Baixada Cuiabana

Candidato à reeleição afirma perceber maior receptividade nas ruas e anuncia concentração de compromissos em Cuiabá e Várzea Grande na reta final da campanha

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O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (24) que percebe aumento na receptividade à sua candidatura durante a reta final da campanha. A declaração foi dada à imprensa durante um ato de “arrancada” realizado na região do CPA, em Cuiabá.

Pivetta disse que tem intensificado o contato direto com os eleitores e que a aproximação com a população tem contribuído, segundo sua avaliação, para ampliar o conhecimento sobre sua trajetória e suas propostas.

“Já estamos fazendo isso [indo para as ruas] há dias e eu tô sentindo firmeza. Na medida em que a população vai conhecendo a gente, vai entendendo a nossa história, vai conhecendo as nossas propostas, sinto que temos muita aceitação. Estou muito confiante na nossa vitória”, afirmou.

O evento reuniu candidatos ao Senado, entre eles Mauro Mendes (União) e Margareth Buzetti (PP), além de candidatos à Câmara Federal, como Virginia Mendes e Fábio Garcia, ambos do União. A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), também participou do ato.

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Na reta final da campanha, Pivetta afirmou que pretende concentrar parte da agenda na Baixada Cuiabana, com compromissos em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, a programação inclui visitas a bairros e acompanhamento de obras e demandas relacionadas à infraestrutura.

“Fora do horário do expediente sempre tem algum encontro, reuniões nos bairros, e eu tô conhecendo mais Cuiabá. Agora vim lá do Imperial, eu vi uma obra que nós estamos fazendo, uma ponte, e todo dia eu vou em um bairro, conhecer como é a vida urbana aqui em Cuiabá, entendendo o sofrimento do nosso povo para poder fazer um governo propositivo e que ajude Cuiabá”, declarou.

Disputa nacional

Questionado sobre a eleição presidencial, Pivetta reafirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e destacou a defesa da responsabilidade fiscal como um dos pontos que considera importantes para o Governo Federal.

O candidato também foi questionado sobre as recentes aparições conjuntas de Flávio Bolsonaro e do senador Wellington Fagundes (PL), seu adversário na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Pivetta afirmou que não considera que a movimentação prejudique sua campanha e disse confiar que os eleitores avaliarão as trajetórias dos candidatos.

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“Eu acho que não atrapalha, estou muito tranquilo. O povo de Mato Grosso conhece o Otaviano Pivetta, conhece o outro também, conhece a sua trajetória. Eu acredito que o julgamento vai ser no dia 4 de outubro”, afirmou.

Pivetta também declarou perceber uma aproximação política entre Wellington Fagundes e Natasha Slhessarenko (PSD). Segundo ele, os dois adversários estariam atuando de maneira coordenada contra sua candidatura. A afirmação, contudo, é uma avaliação do próprio candidato e não uma comprovação independente de acordo entre as campanhas.

A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) também fez declaração semelhante nesta quinta-feira, ao afirmar que identifica uma atuação conjunta entre as campanhas de Fagundes e Natasha. 

Com a proximidade do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, Pivetta disse que pretende manter a presença nos bairros e ampliar os compromissos presenciais na região metropolitana de Cuiabá.

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POLÍTICA MT

Justiça concede medida protetiva a vice-prefeita de Jauru contra servidor

Decisão proíbe contato direto ou por terceiros após relatos de ofensas e avanço em direção à gestora dentro da Prefeitura

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A Justiça de Mato Grosso concedeu medida protetiva de urgência à vice-prefeita de Jauru, Enércia Monteiro (PSB), contra o servidor municipal Brasiliano Garcia de Moura, após relatos de ofensas e de um avanço agressivo contra a gestora dentro da Prefeitura. A decisão foi assinada pelo juiz Tiago Gonçalves dos Santos, durante o Plantão da Comarca de Jauru.

Conforme os autos, Enércia relatou episódios recorrentes de comportamento hostil e de desqualificação de sua atuação como vice-prefeita. Um dos casos teria ocorrido em agosto, durante uma solenidade de entrega de títulos habitacionais, quando ela representava o prefeito. Na ocasião, o servidor teria afirmado que ela não seria “digna de exercer função institucional”, sendo necessária a intervenção de terceiros. 

O episódio mais recente ocorreu na manhã de 18 de setembro, dentro da Prefeitura. Segundo o processo, Brasiliano estaria exaltado durante uma discussão relacionada ao protocolo de um requerimento administrativo e teria chutado a mesa do secretário de Finanças.

Ainda conforme o relato apresentado à Justiça, Enércia pediu que o servidor se acalmasse e teria sido alvo de frases como “Cala a boca, você não tem que falar nada”, “Você não é nada” e “Você não manda em nada”. Na sequência, ao exigir respeito, o servidor teria avançado em sua direção, sendo contido por pessoas que estavam no local. 

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Na análise preliminar, o juiz apontou a existência de elementos que indicariam violência psicológica, injúria e intimidação, além de uma situação que poderia ter evoluído para agressão física. O magistrado também destacou a dimensão de gênero diante dos relatos de desqualificação da atuação funcional da vice-prefeita e da tentativa de silenciá-la. 

Pela decisão, Brasiliano está proibido de manter contato com Enércia diretamente ou por terceiros, inclusive por telefone, mensagens, WhatsApp, e-mail, redes sociais ou recados. Ele também não poderá utilizar outras pessoas para transmitir mensagens, intimidar ou constranger a vice-prefeita.

A medida, porém, não impede que o servidor continue frequentando a Prefeitura para exercer suas funções. Eventuais comunicações indispensáveis ao trabalho deverão ocorrer por meio da chefia imediata, do setor de Recursos Humanos ou de canal institucional formal. A proteção foi estabelecida por prazo indeterminado enquanto persistir a situação de risco. 

A medida protetiva tem caráter preventivo e não representa, por si só, uma condenação do servidor. O caso ainda deverá ser apurado pelas autoridades competentes. 

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