POLÍTICA NACIONAL
Cleitinho critica discurso do ‘nós contra eles’ e diz que problema está nos Três Poderes
Em pronunciamento nesta quarta-feira (9), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) reiterou sua crítica do que ele chama de postura do “nós contra eles” adotada pelo governo. Ele afirmou que nenhum país encontra a prosperidade quando se encontra dividido. E que o problema central, na verdade, está na atuação dos Três Poderes.
— O empreendedor, o empresário, o trabalhador, vocês que são fonte de riqueza, são vocês que produzem. O Estado não produz nada, pelo contrário, te taca imposto e, na maioria das vezes, ainda te rouba esse imposto.
Cleitinho disse que o “problema do país” não está na população, mas no Congresso Nacional e nos Três Poderes, que precisam dar um bom exemplo ao país.
— Mas não dão exemplo nenhum, pelo contrário. E aí querem colocar “nós contra eles”; querem dividir vocês. E vocês não estão entendendo, população brasileira, que o problema está aqui [em Brasília].
O senador mineiro também cobrou atenção da população, tendo em vista a realização de eleições em 2026.
— No ano que vem tem a festa da democracia. E essa festa da democracia custa caro. São R$ 5 bilhões que tem para gastar com política no ano que vem. E, na maioria das vezes, há o desvio desse dinheiro.
Cleitinho declarou ainda que a população brasileira precisa entender que “é a própria classe política quem tem de cortar na própria carne, e não o povo”.
— O povo não aguenta mais cortar da própria carne, pelo contrário. O povo, de tudo o que ele consome, de tudo o que ele produz, 50% vêm para cá. Vocês são sócios, mas acaba que vocês não são patrões, porque deveriam ser patrões. Quem quer ser patrão aqui somos nós. Mas, de verdade, quem são patrões são vocês.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição
Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.
O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.
— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.
Entidades maçônicas
Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.
O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.
— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.
Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.
Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.
O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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