POLÍTICA NACIONAL
Câmara homenageia CNPq pelos seus 75 anos; deputado cobra mais recursos para pesquisa
A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (24), uma sessão em homenagem aos 75 anos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq.
A principal reivindicação dos convidados foi o aumento dos recursos para a pesquisa científica em um momento em que o mundo discute questões de soberania.
O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que solicitou a solenidade, disse que o financiamento regular é uma questão estratégica.
“Sem a formação de recursos humanos; nós não teríamos a Petrobras, nós não teríamos a Embraer, nós não teríamos a Embrapa, nós não teríamos produzido vacinas que salvaram milhões de vidas ao longo da história”, observou.
O presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, lembrou que a instituição nasceu após a Segunda Guerra Mundial, quando os países passaram a valorizar inovações nas áreas da defesa e da saúde.
A representante da Academia Brasileira de Ciências, Mercedes Bustamante, ressaltou a importância do financiamento para atrair jovens pesquisadores.
“Quando cortamos recursos do CNPq, não estamos apenas fechando planilhas de custeio. Estamos indicando para jovens talentos que eles não podem contar com a ciência como uma carreira. E isso é um crime contra o país. Estamos dizendo a um pesquisador que, após anos de estudo, seu conhecimento não é valorizado. E um país que desvaloriza seus cientistas compromete sua soberania”, disse.
Para o presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos, Rógean Soares, é preciso fazer uma campanha para dobrar os recursos para o CNPq em 2027.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Comissão de Educação aprova projeto que prorroga bolsas de pesquisa para pais estudantes
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a pesquisadores e estudantes do ensino superior o direito de prorrogar o prazo de suas bolsas de estudo em caso de nascimento de filho. A proposta inclui explicitamente a paternidade biológica entre as situações que permitem o afastamento temporário mantendo o auxílio financeiro.
Pelo texto, bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses poderão ter seus prazos estendidos por até 180 dias se houver comprovação de afastamento por nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.
O projeto altera a Lei 13.536/17, que já permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo, mencionando a maternidade, o parto e a adoção, mas não o nascimento de filho. A proposta revoga ainda trechos dessa lei que impedem que dois bolsistas usufruam do benefício simultaneamente pelo mesmo evento de adoção ou guarda.
O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Professor Alcides (PSDB-GO), para o Projeto de Lei 4311/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Professor Alcides afirmou que a proposta incentiva a “participação dos pais no cuidado dos filhos desde o nascimento ou adoção”. “Caso ambos os pais sejam bolsistas, o direito assegurado aos dois favorece a conclusão de estudos e pesquisas da mãe, que ficaria menos sobrecarregada nos cuidados com o filho”, destacou ainda.
Mudança no prazo
O projeto inicial de Tabata propunha um afastamento padrão de 60 dias para os pais, que só seria ampliado para 180 dias em situações específicas, como falecimento da mãe ou adoção monoparental pelo pai. O novo texto passou a prever prazo de até 180 dias para todos os casos, alinhando a norma com legislações recentes sobre o tema.
Outra mudança foi a retirada de dispositivos que tratavam da prorrogação de prazos para a conclusão de cursos e atividades acadêmicas. Professor Alcides explicou que essa necessidade já é suprida pela legislação vigente, que garante um prazo mínimo de 180 dias para estudantes de ambos os sexos concluírem seus cursos em virtude de nascimento ou adoção.
Por isso, o novo texto altera especificamente as regras de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento.
Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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