GUERRA ÀS FACÇÕES

Operação interestadual contra Comando Vermelho cumpre mandados em Mato Grosso e outros seis estados; advogado está entre os presos

Ação coordenada pela Polícia Civil do Ceará mira integrantes da facção criminosa, apreende bens de luxo e bloqueia patrimônio de investigados.

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Uma operação interestadual deflagrada pela Polícia Civil do Ceará teve reflexos em Mato Grosso e outros seis estados brasileiros na manhã desta quinta-feira. A ofensiva tem como alvo integrantes do Comando Vermelho (CV) e resultou no cumprimento de dezenas de mandados judiciais, incluindo prisões, buscas e apreensões.

Ao todo, foram cumpridos 198 mandados de busca e apreensão e 77 mandados de prisão nos estados do Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Entre os presos está um advogado, apontado como um dos alvos da investigação. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre qual seria sua participação dentro da estrutura da organização criminosa.

Durante a operação, os policiais apreenderam veículos de luxo, motocicletas, imóveis e aproximadamente R$ 60 mil em dinheiro. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens com o objetivo de enfraquecer a estrutura financeira da facção.

De acordo com a Polícia Civil do Ceará, a estratégia vai além da prisão dos investigados e busca atingir diretamente o patrimônio acumulado pelo grupo criminoso. A avaliação dos investigadores é que o combate às finanças das organizações criminosas representa uma das formas mais eficazes de reduzir sua capacidade operacional.

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No Ceará, a ação ocorreu em pelo menos dez municípios e resultou na captura de dezenas de suspeitos ainda nas primeiras horas da operação. As autoridades explicam que a atuação simultânea em diversos estados foi necessária devido à migração de integrantes da facção para outras regiões do país, numa tentativa de escapar da pressão das forças de segurança.

As investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas. A expectativa das autoridades é que a análise do material apreendido durante as diligências contribua para identificar novos integrantes da organização criminosa, ampliar o rastreamento financeiro da facção e fortalecer futuras ações de combate ao crime organizado em todo o país.

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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