POLÍTICA NACIONAL

Agosto como mês de combate à desigualdade social vai a Plenário

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta terça-feira (1º), projeto que institui agosto como o Mês Nacional de Combate à Desigualdade Social e de Enfrentamento à Pobreza. Durante o período, o Congresso Nacional deverá analisar políticas públicas do governo federal destinadas à redução das desigualdades e ao enfrentamento da pobreza. A proposta segue para análise do Plenário.

O Projeto de Lei (PL) 4.035/2023, da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do relator, senador Paulo Paim (PT-RS). Segundoele, dados do Observatório Brasileiro da Desigualdade apontam redução da desigualdade em áreas como segurança alimentar, educação, saúde e redução do analfabetismo. O senador ressaltou, no entanto, que permanecem desigualdades no mercado de trabalho e relacionadas a questões raciais e de gênero.

— A desigualdade não é um destino. Ela pode ser enfrentada por meio de políticas públicas de justiça social e de compromisso com a democracia — afirmou Paim.

Fiscalização de políticas públicas

O relatório de Paim destaca que a desigualdade permanece como um dos principais desafios estruturais da sociedade brasileira, apesar de avanços recentes na redução da pobreza e na melhoria de indicadores sociais. Para o senador, o problema tem caráter multidimensional e envolve, além da renda, o acesso à educação, à saúde, à moradia, ao trabalho, à segurança e a outros direitos.

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A proposta prevê que, durante o mês de agosto, o Congresso Nacional analise políticas públicas destinadas à redução das desigualdades e ao enfrentamento da pobreza. Segundo o relator, a iniciativa poderá favorecer a avaliação conjunta de ações de transferência de renda, assistência social, educação, saúde, trabalho, habitação, segurança alimentar e desenvolvimento regional.

A CAS realizou, em 25 de agosto, audiência pública sobre o projeto, com a participação de autoridades públicas, especialistas e representantes de entidades e movimentos da sociedade civil. De acordo com Paim, o debate evidenciou o caráter multidimensional das desigualdades brasileiras e a necessidade de mobilização do poder público e da sociedade em torno do tema.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Vai à Câmara projeto que facilita desembargo de área com infração ambiental

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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (2), em votação simbólica, um projeto de lei que cria regras para a regularização ambiental de áreas rurais embargadas em razão de infrações ambientais. O PL 6.531/2025 segue agora para a Câmara dos Deputados.

A proposta altera a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605, de 1998) para disciplinar a regularização de áreas embargadas por descumprimento das regras de proteção da vegetação nativa previstas no Código Florestal (Lei 12.651, de 2012). O texto recebeu parecer favorável do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA).

A proposta obriga a autoridade ambiental a informar o produtor sobre a possibilidade de um termo de compromisso logo no ato da multa ou embargo. Se o produtor pedir para assinar esse acordo e o órgão ambiental não responder em 60 dias, as punições econômicas (como o bloqueio de acesso ao crédito rural) serão automaticamente suspensas. Isso permite que o agricultor volte a buscar financiamento enquanto o processo de regularização continua correndo.

Autor do projeto, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) diz que a medida favorece os pequenos produtores que têm áreas embargadas e ficam impossibilitados de produzir.

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— O órgão [ambiental] terá 60 dias para dar resposta ao produtor; se o órgão não se manifestar, o produtor passa a produzir. Da forma que estamos hoje, é luta desigual com os nossos produtores — afirmou.

Além de saudar a aprovação do projeto, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) cobrou justiça para os produtores de todos os estados da Região Amazônica.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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