POLÍTICA MT
Wilson Santos contesta relatório e atuação da CGE por informações inconsistentes
Durante oitiva realizada na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (26), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) contestou a condução da investigação apresentada pelo secretário Controlador-Geral do Estado (CGE), Paulo Farias Neto, sobre um suposto esquema envolvendo a destinação de emendas parlamentares por 14 deputados estaduais da Assembleia Legislativa. As suspeitas envolvem os repasses feitos à Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf) e ao Instituto de Natureza e Turismo (Pronatur).
O parlamentar avaliou que a denúncia teve como objetivo comprometer a imagem e reputação dos parlamentares, já que o relatório 0052/2024, elaborado pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e protegido por segredo de justiça, foi entregue à imprensa. O Portal UOL teve acesso ao documento e divulgou as informações sobre o caso, em âmbito nacional, no dia 16 de junho deste ano.
“Há muitas informações desencontradas, inconsistentes e inverídicas nesta denúncia. Estou nesta Casa de Leis desde 1991 e nunca vivenciei situação semelhante. Está claro para mim: isso se chama terrorismo de estado, quando a máquina pública é utilizada para fins políticos. É preciso cautela com qualquer cidadão, não apenas com deputados. Nestes últimos dias temos enfrentado injustiças e ataques. A CGE não publicou a denúncia, mas forneceu o combustível. Essa matéria foi construída com base em distorções e espero que seja corrigida com a verdade dos fatos”, declarou Santos.
Durante a reunião, Paulo Farias afirmou que o relatório auditado pela CGE não cita nomes de deputados, valores ou quantidades de kits e barracas adquiridos pelo Pronatur. Segundo ele, o objetivo era compreender a forma de distribuição dos itens em período vedado pela legislação eleitoral. Wilson Santos, no entanto, rebateu, afirmando que o relatório traz imagens coletadas pela CGE de entregas divulgadas nas redes sociais dos parlamentares – fora do período eleitoral.
“A CGE não buscou confirmar com os deputados a veracidade dos fatos e das imagens. Apenas expôs os seus nomes. Não adianta dizer que não estão investigando deputados, isso é ‘balela’. Invadiram nossas redes sociais e incluíram essas informações em um relatório da Polícia Judiciária Civil, que estava sob sigilo judicial e foi vazado para a imprensa”, protestou o deputado.
O secretário da CGE disse ainda que o relatório visava apenas identificar falhas na atuação do Pronatur, uma organização social sem fins lucrativos, e que os deputados possivelmente teriam sido enganados. Ainda assim, defendeu a continuidade da destinação de emendas.
“Cabe à Controladoria fiscalizar a aplicação desses recursos, garantindo legalidade, veracidade e legitimidade. Nosso trabalho oferece segurança aos deputados. Não há nomes de parlamentares, números de emendas ou kits no relatório. A questão é que a empresa investigada estava tentando enganar os deputados e o estado”, garantiu.
Paulo Farias também revelou que a denúncia foi encaminhada à CGE pelo vice-governador Otaviano Pivetta, em setembro de 2024. Wilson Santos criticou o procedimento e afirmou que a acusação deveria ter sido enviada ao Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público Estadual. “A Polícia Civil não tem competência para investigar deputados. Isso é prerrogativa do Ministério Público, como estabelece a Constituição”, ressaltou o parlamentar.
Ao final da reunião, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), anunciou que enviará um ofício ao governador Mauro Mendes (União), solicitando informações sobre o vazamento do relatório da Deccor e a exposição indevida das informações. O documento pede que a investigação seja conduzida pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e demais órgãos competentes, a fim de evitar novos episódios semelhantes.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Após pesquisa que mostra liderança de Pivetra, Wellington parte para o ataque e diz que “lágrimas de crocodilo” de governador não resolvem problema da água em VG
O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) elevou o tom contra o governador e adversário Otaviano Pivetta (Republicanos) após divulgação do do instituto Paraná pesquisas que apontou liderança do republicanos com 39% e colocou a crise no abastecimento de água de Várzea Grande no centro do embate eleitoral.
Em entrevista ao VG Notícias nesta segunda-feira (24), Wellington criticou a promessa de Pivetta de buscar uma solução para o problema enfrentado pelos moradores do município e afirmou que a questão não pode ser resolvida com medidas de curto prazo.
“Um candidato que está há sete anos como vice-governador vir agora dizer que vai resolver o problema da água em poucos dias, não cola. Não adianta ele chorar lágrimas de crocodilo. O problema de Várzea Grande não se resolve assim, porque o problema principal é a distribuição”, disparou Wellington.
A ofensiva ocorre em meio à intensificação da campanha eleitoral e após a divulgação de pesquisas sobre a disputa pelo Palácio Paiaguás. Com a corrida entrando em uma fase decisiva, Wellington passa a adotar um discurso mais direto contra Pivetta, transformando problemas de infraestrutura e a atuação do atual grupo governista em pontos de confronto.
Segundo Wellington, o principal gargalo do abastecimento de Várzea Grande não estaria na produção ou captação de água, mas na precariedade da rede de distribuição, formada por tubulações antigas e comprometidas.
O candidato argumentou que simplesmente elevar a pressão da rede pode ampliar os vazamentos e, por isso, seria necessária uma intervenção estrutural.
“Os canos antigos não aceitam pressão. Quanto mais aumenta a pressão para a água chegar, mais água acaba vazando para a terra. É preciso trocar a rede, fazer investimento maciço e executar uma obra planejada. Isso não se resolve em dois meses e, provavelmente, nem em um ano”, afirmou.
PLANO DE QUATRO ANOS
Wellington defendeu a elaboração de um programa permanente de investimentos em saneamento para Várzea Grande, com participação do Governo do Estado, Prefeitura, Câmara Municipal e demais instituições.
“Várzea Grande precisa de um projeto para quatro anos, com investimento, planejamento e execução. É assim que vamos trabalhar: com diálogo, mutirões e união entre os poderes. O governador pode ajudar muito na construção dessa solução”, declarou.
O candidato também destacou sua participação nas articulações para a retomada de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinados ao município. Conforme relatado por Wellington, foram liberados aproximadamente R$ 87 milhões para obras de esgotamento sanitário.
Ele afirmou que as tratativas para destravar projetos vêm sendo realizadas desde 2025 e citou a participação da prefeita Flávia Moretti nas articulações.
ETE SANTA MARIA
Outro ponto abordado pelo candidato foi a situação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Santa Maria. Wellington afirmou que a prorrogação do convênio para conclusão das obras deverá ser autorizada pelo Ministério das Cidades ainda nesta semana.
A expectativa, segundo ele, é pela concessão de um aditivo de prazo de mais 20 meses, possibilitando a continuidade dos trabalhos e a conclusão da primeira etapa funcional da estação.
“Estamos trabalhando para que essa prorrogação seja autorizada ainda nesta semana. A articulação da prefeita Flávia, com o apoio técnico da Secretaria de Viação e Obras, foi fundamental, assim como nossa participação nas articulações políticas em Brasília junto ao Ministério das Cidades”, afirmou.
Wellington disse ainda que continuará acompanhando o processo até a assinatura do aditivo para evitar a perda dos investimentos já realizados.
“O que importa é garantir que Várzea Grande não perca os investimentos já realizados e que uma obra tão importante para o saneamento seja entregue à população”, declarou.
Ao encerrar as críticas, Wellington voltou a estabelecer uma comparação entre aquilo que classificou como promessa eleitoral e uma solução de longo prazo para o município.
“Não existe solução mágica para um problema dessa dimensão. O que existe é trabalho, planejamento, recurso e articulação. É isso que Várzea Grande precisa e é assim que pretendo governar Mato Grosso”, concluiu.
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