BAIXARIA ELEITORAL
Vídeo feito por IA projeta Wellington no Paiaguás com Silval, Riva, Emanuel e Jayme e viraliza
Batizada de “O pior pesadelo mato-grossense”, produção usa inteligência artificial para criar uma reunião fictícia no Palácio Paiaguás e esquenta a guerra eleitoral nas redes sociais
Um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) começou a viralizar nas redes sociais e grupos de WhatsApp em Mato Grosso, elevando o tom da disputa política em torno das eleições de 2026. Com os dizeres “O pior pesadelo mato-grossense”, a produção cria uma situação inteiramente fictícia dentro do Palácio Paiaguás.
Na narrativa construída pelos autores da montagem, Wellington Fagundes aparece como se tivesse vencido a eleição para governador e estivesse comandando uma reunião de cúpula na sede do Governo de Mato Grosso.
Ao redor da mesa, a produção coloca Silval Barbosa, José Riva, Emanuel Pinheiro e o senador Jayme Campos, formando uma espécie de núcleo político imaginário de um eventual governo Wellington.
A cena nunca aconteceu. Trata-se de uma produção criada por inteligência artificial, utilizada para construir uma provocação eleitoral e associar, no ambiente virtual, diferentes personagens da política mato-grossense.
O próprio nome dado ao vídeo — “O pior pesadelo mato-grossense” — deixa evidente o tom crítico pretendido pelos responsáveis pela montagem. A expressão é uma mensagem dos autores da peça e não uma constatação jornalística.
A produção aposta justamente no peso político dos personagens colocados artificialmente dentro do Palácio Paiaguás. Silval Barbosa, José Riva, Emanuel Pinheiro e Jayme Campos aparecem reunidos com Wellington em uma cena criada digitalmente, numa composição pensada para provocar impacto e alimentar o debate eleitoral.
A presença de Jayme Campos também chama atenção. O senador é colocado pela inteligência artificial na mesma mesa dos demais personagens, reforçando a ideia de uma grande reunião de cúpula imaginada pelos criadores do vídeo.
O desfecho reforça o tom de sátira política da produção. Ao final do vídeo, a cena é interrompida e um homem aparece despertando de um sonho. Aliviado, ele reage: “Nossa, ainda bem que foi um pesadelo”. A sequência fecha a narrativa iniciada com a expressão “O pior pesadelo mato-grossense” e explicita a mensagem crítica pretendida pelos responsáveis pela montagem.
IA ENTRA DE VEZ NA GUERRA ELEITORAL
Além da provocação política, o vídeo mostra uma tendência que deve marcar as eleições de 2026: o uso cada vez mais intenso da inteligência artificial na produção de conteúdo eleitoral.
Com ferramentas capazes de reproduzir rostos, ambientes e movimentos com crescente realismo, tornou-se possível colocar figuras públicas em situações que jamais ocorreram. O recurso abre espaço para sátiras e peças políticas, mas também exige atenção redobrada para que conteúdos artificiais não sejam confundidos com registros verdadeiros.
No caso da produção intitulada “O pior pesadelo mato-grossense”, não se trata de imagens de uma reunião verdadeira no Palácio Paiaguás. O encontro entre Wellington Fagundes, Silval Barbosa, José Riva, Emanuel Pinheiro e Jayme Campos mostrado no vídeo é fictício e produzido por IA.
Mesmo sendo uma montagem, a velocidade com que esse tipo de conteúdo circula mostra que a baixaria eleitoral ganhou uma nova ferramenta tecnológica. Ataques, ironias e provocações que antes ficavam restritos a memes e montagens fotográficas agora podem ganhar movimento, cenário e aparência cinematográfica.
E, à medida que a disputa pelo Palácio Paiaguás avança, a tendência é que a inteligência artificial também se transforme em uma das armas da batalha eleitoral nas redes sociais, tornando ainda mais importante separar aquilo que realmente aconteceu daquilo que foi criado para influenciar, provocar ou simplesmente viralizar.
POLÍTICA MT
133 prefeitos declaram apoio a Otaviano Pivetta e reforçam candidatura à reeleição
Adesão de gestores de diferentes partidos amplia a capilaridade do governador no interior e gera expectativa sobre possível presença de prefeitos ligados ao PL, partido de Wellington Fagundes
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ganha uma expressiva demonstração de força política nesta terça-feira (18), com a declaração de apoio de 133 prefeitos de Mato Grosso à sua candidatura à reeleição. O movimento reforça a presença do governador nos municípios e coloca o municipalismo no centro da estratégia para a disputa pelo Palácio Paiaguás.
O número chama atenção pela dimensão. Mato Grosso possui 142 municípios, e a adesão anunciada representa uma ampla rede de gestores municipais alinhados à candidatura de Pivetta, ultrapassando inclusive as fronteiras dos partidos que integram formalmente sua coligação.
A mobilização ocorre na Casa 10, em Cuiabá, reunindo prefeitos e lideranças políticas de diferentes regiões do Estado. O encontro funciona como uma demonstração da capilaridade que Pivetta pretende levar para a campanha eleitoral.
A declaração de apoio também gera grande expectativa nos bastidores políticos diante da possibilidade de que, entre os 130 prefeitos, estejam gestores ligados ao Partido Liberal (PL), legenda do também candidato ao Governo, senador Wellington Fagundes.
Caso essa presença se confirme, o movimento ganha um ingrediente político adicional. Prefeitos do PL que aderirem publicamente a Pivetta estariam deixando, na prática, o projeto eleitoral encabeçado por Wellington para se bandear para o lado do atual governador, passando a integrar a campanha adversária na disputa pelo Palácio Paiaguás.
A eventual adesão de prefeitos liberais chama ainda mais atenção porque Wellington é o candidato oficial do PL ao Governo. O movimento mostraria que a decisão partidária não necessariamente está sendo acompanhada por toda a base municipal da legenda.
FORÇA NO INTERIOR
A construção de uma ampla base municipalista pode representar uma vantagem importante na campanha. Prefeitos possuem interlocução direta com vereadores, lideranças comunitárias, produtores, empresários e diferentes segmentos da sociedade, especialmente nas cidades do interior.
Com 130 prefeitos declarando apoio, Pivetta procura transformar essa estrutura política em presença eleitoral nos municípios e demonstrar que sua candidatura possui sustentação para além das alianças construídas entre as cúpulas partidárias.
A movimentação ocorre justamente no momento em que a campanha de 2026 entra em uma fase mais intensa. Com as chapas definidas, a disputa deixa gradualmente o campo das articulações partidárias e passa para a busca de apoio efetivo nas cidades.
Para Pivetta, a manifestação dos prefeitos representa uma oportunidade de apresentar musculatura política e uma rede de aliados espalhada por Mato Grosso. Ao mesmo tempo, os nomes que aparecerem entre os 130 apoiadores poderão revelar até que ponto o governador conseguiu avançar sobre bases municipais pertencentes a partidos adversários.
A presença de prefeitos do PL no ato municipalista, caso seja confirmada, poderá ter reflexos importantes na corrida eleitoral e deixar evidente um possível racha na base aliada de Wellington Fagundes. Politicamente, a situação pode representar um obstáculo considerável para a campanha do senador ao Governo do Estado, já que Wellington estaria perdendo apoio dentro de sua própria base e, principalmente, entre prefeitos do seu próprio partido justamente no momento em que a disputa eleitoral ganha força nos municípios.
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