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Wellington critica benefícios a grandes empresas e garante reconstrução da EMPAER

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) colocou a distribuição da riqueza do Estado no centro de seu oitavo programa eleitoral, exibido na noite desta sexta-feira (11). Ao abordar a agricultura, Wellington contrapôs o volume de incentivos fiscais concedidos a grandes grupos empresariais à situação de abandono da EMPAER (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) e defendeu que o crescimento econômico também se transforme em pesquisa, tecnologia e assistência aos pequenos e médios produtores.

O programa destaca que mais de R$ 15 bilhões em incentivos fiscais são destinados a apenas 30 grandes grupos empresariais. Esses incentivos são benefícios concedidos pelo Estado, como redução ou isenção de impostos, para estimular investimentos, produção e geração de empregos. Wellington questionou a concentração desses benefícios e defendeu que as políticas de desenvolvimento alcancem mais setores da economia e da população.

A EMPAER foi apresentada como exemplo dessa diferença de prioridades. Durante visita a uma antiga estrutura de pesquisa, em Cuiabá, Fagundes afirmou que o local chegou a contar com 76 salas e nove laboratórios equipados. “Esse descaso aqui, esse sucateamento, sucateou a ciência, a pesquisa e a agricultura familiar”, declarou.

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Wellington defendeu a continuidade do apoio aos grandes produtores, mas afirmou que pequenos e médios também precisam ter acesso a crédito, tecnologia e assistência técnica. “O pequeno produtor deve ser tratado com prioridade. Chega de deixar ele no sufoco para ajudar só os grandes”, afirmou. Entre as propostas estão a reconstrução da EMPAER, novos laboratórios e maquinários, assistência técnica especializada, crédito, regularização de propriedades e investimentos em pesquisa e inovação.

O fortalecimento da EMPAER também integra o projeto de Wellington para transformar a Baixada Cuiabana em um “Vale da Prosperidade”, com regularização fundiária, fortalecimento da agricultura familiar, incentivo ao turismo e estímulo à economia. O programa também destacou ações do candidato relacionadas à Universidade Federal de Rondonópolis, às escolas técnicas e aos IFMTs, além da destinação de tratores e patrulhas agrícolas.

“Revitalizar a EMPAER é valorizar quem produz. Promover o progresso das famílias e garantir, acima de tudo, comida mais barata e de qualidade na mesa de toda a nossa gente. É renda e mais desenvolvimento para quem vive e trabalha na nossa terra”, concluiu.

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POLÍTICA MT

Maioria prefere candidato que mantenha atual modelo de gestão

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Pesquisa mostra preferência pela continuidade entre diferentes segmentos do eleitorado de Mato Grosso, com destaque para evangélicos, homens e eleitores de determinadas faixas etárias e regiões

A maioria dos eleitores de Mato Grosso afirma preferir eleger um governador que dê continuidade ao atual modelo de gestão estadual. É o que aponta levantamento do instituto AtlasIntel, que também revela diferenças significativas de opinião conforme gênero, idade, escolaridade, renda, religião, região e posicionamento político.

Entre os homens, 59,1% defendem a continuidade, enquanto 36,6% preferem uma gestão diferente. Entre as mulheres, o cenário é mais equilibrado, mas com vantagem para a mudança: 49,6% afirmam querer uma administração diferente, contra 44,6% que optam pela manutenção do atual modelo.

A divisão também aparece de forma acentuada conforme a idade. Entre eleitores de 35 a 44 anos, 63,3% preferem a continuidade. Já entre aqueles de 45 a 59 anos, 58,5% defendem uma gestão diferente, enquanto 31,1% querem a manutenção do modelo atual.

A escolaridade apresenta outro contraste. Entre eleitores com ensino médio, 67,3% preferem a continuidade, contra 26,3% favoráveis à mudança. No grupo com ensino superior, ocorre o inverso: 60,9% preferem uma gestão diferente, enquanto 35,1% defendem a continuidade.

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Regiões

A continuidade aparece como preferência em boa parte das regiões pesquisadas. Em Cáceres, o índice chega a 70,2%, contra 26,9% favoráveis a uma gestão diferente. Em Mato Grosso, o percentual é de 59,4%; na região intermediária de Cuiabá, 56,2%; em Sinop, 49,6%; e em Rondonópolis e Barra do Garças, 47,4%.

Na Capital, porém, o cenário é praticamente dividido. Segundo o levantamento, 49,9% preferem uma gestão diferente, enquanto 46,8% querem continuidade, uma diferença de apenas 3,1 pontos percentuais.

Renda e religião

A preferência pela continuidade também aparece entre as faixas de renda analisadas. Entre eleitores com renda familiar de R$ 3 mil a R$ 5 mil, 56,7% defendem a manutenção do atual modelo, enquanto 40,8% preferem uma mudança.

O recorte religioso apresenta uma das maiores diferenças da pesquisa. Entre os evangélicos, 74,1% querem um candidato que dê continuidade à atual gestão, contra 22,8% que preferem mudança. Entre os católicos, o cenário se inverte: 52,7% defendem uma administração diferente e 42,7% optam pela continuidade.

Posicionamento político

O posicionamento político também influencia fortemente as respostas. Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, 64,2% preferem a continuidade, enquanto 33,9% defendem uma mudança.

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Entre os petistas, ocorre o contrário: 79,6% querem uma gestão diferente, contra 15,7% favoráveis à continuidade. Já entre aqueles que se definem como antipetistas e antibolsonaristas, 58,8% defendem a continuidade e 37,5% preferem mudança.

O levantamento também aponta associação entre o comportamento eleitoral de 2022 e a posição atual. Entre os eleitores que afirmaram ter votado em Jair Bolsonaro no segundo turno presidencial, 64,7% querem continuidade. Entre os eleitores de Lula, 66,5% preferem uma gestão diferente.

Metodologia

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.209 eleitores de Mato Grosso entre os dias 4 e 9 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pela própria AtlasIntel e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MT-02766/2026 e BR-08540/2026.

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