Doutora Natasha
Natasha firma compromisso com professores de colocar a Educação no centro do seu governo
Carta elaborada pelo Sintep-MT reúne compromissos com valorização dos profissionais, gestão democrática e fortalecimento da escola pública
A candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko, da coligação Mato Grosso para todos, assinou na manhã deste domingo (13), no Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), uma carta de compromisso com a Educação. Professora há 36 anos e filha de pai e mãe professores, Natasha afirmou que pretende fazer da Educação uma das prioridades de sua gestão.
“Educação estará no centro das decisões do nosso governo. Eu sou professora, sou filha de professores e sei o quanto uma escola pública forte é capaz de transformar a vida de uma pessoa, de uma família e de toda uma sociedade”, afirmou.
O documento elaborado pelo Sintep reúne compromissos relacionados à valorização dos profissionais da Educação, condições adequadas de trabalho, gestão democrática, investimentos na estrutura da rede pública e garantia de direitos dos servidores.
Natasha destacou que seu projeto para a Educação prevê a construção de novas escolas de acordo com a demanda da população, em contraposição à política de fechamento e redimensionamento de unidades. A candidata defende que qualquer reorganização da rede deve considerar a realidade das comunidades escolares e ser construída com diálogo.
“Não podemos tratar uma escola apenas como um prédio ou um número em uma planilha. Ela faz parte da comunidade. Precisamos ouvir professores, profissionais, estudantes e famílias e garantir que o Estado esteja presente onde a população precisa”, disse.

Outro compromisso assumido é a valorização dos profissionais da Educação. Natasha defende diálogo permanente com a categoria, melhores condições de trabalho e uma solução negociada para as Revisões Gerais Anuais (RGAs) não pagas aos servidores.
A gestão democrática integra as propostas defendidas pela candidata. Para Natasha, profissionais da Educação e comunidades escolares precisam participar das decisões que interferem diretamente no funcionamento das unidades e na política educacional do Estado.
O projeto prevê ainda ampliar a conectividade das escolas, com infraestrutura que permita a professores e estudantes acesso efetivo aos recursos digitais. A expansão da educação em tempo integral está entre as propostas, associada a atividades de formação, cultura, esporte, ciência e desenvolvimento dos estudantes.
Na primeira infância, Natasha defende creche para todas as crianças, com atuação do Governo do Estado em parceria com os municípios para ampliar a oferta de vagas e enfrentar um problema que afeta diretamente milhares de famílias.
Para a candidata, um estado com a capacidade econômica de Mato Grosso precisa transformar riqueza em melhores serviços públicos e oportunidades.
“A Educação precisa ser tratada como investimento. Mato Grosso tem condições de oferecer escolas estruturadas, profissionais valorizados e oportunidades para nossas crianças e jovens. O que precisamos é fazer disso uma prioridade de governo”, afirmou.
Ao assinar a carta do Sintep, Natasha reforçou que sua relação com a Educação antecede a vida política e está ligada à própria história familiar e profissional.
“Eu cresci em uma casa de professores e escolhi ser professora. Conheço a responsabilidade de quem entra em uma sala de aula para ensinar e formar pessoas. Esse compromisso não nasce agora, durante uma eleição. Faz parte da minha história e fará parte da maneira como pretendo governar Mato Grosso”, concluiu.
As propostas da Dra. Natasha para Mato Grosso estão disponíveis no site oficial da candidata.
POLÍTICA MT
Maioria prefere candidato que mantenha atual modelo de gestão
Pesquisa mostra preferência pela continuidade entre diferentes segmentos do eleitorado de Mato Grosso, com destaque para evangélicos, homens e eleitores de determinadas faixas etárias e regiões
A maioria dos eleitores de Mato Grosso afirma preferir eleger um governador que dê continuidade ao atual modelo de gestão estadual. É o que aponta levantamento do instituto AtlasIntel, que também revela diferenças significativas de opinião conforme gênero, idade, escolaridade, renda, religião, região e posicionamento político.
Entre os homens, 59,1% defendem a continuidade, enquanto 36,6% preferem uma gestão diferente. Entre as mulheres, o cenário é mais equilibrado, mas com vantagem para a mudança: 49,6% afirmam querer uma administração diferente, contra 44,6% que optam pela manutenção do atual modelo.
A divisão também aparece de forma acentuada conforme a idade. Entre eleitores de 35 a 44 anos, 63,3% preferem a continuidade. Já entre aqueles de 45 a 59 anos, 58,5% defendem uma gestão diferente, enquanto 31,1% querem a manutenção do modelo atual.
A escolaridade apresenta outro contraste. Entre eleitores com ensino médio, 67,3% preferem a continuidade, contra 26,3% favoráveis à mudança. No grupo com ensino superior, ocorre o inverso: 60,9% preferem uma gestão diferente, enquanto 35,1% defendem a continuidade.
Regiões
A continuidade aparece como preferência em boa parte das regiões pesquisadas. Em Cáceres, o índice chega a 70,2%, contra 26,9% favoráveis a uma gestão diferente. Em Mato Grosso, o percentual é de 59,4%; na região intermediária de Cuiabá, 56,2%; em Sinop, 49,6%; e em Rondonópolis e Barra do Garças, 47,4%.
Na Capital, porém, o cenário é praticamente dividido. Segundo o levantamento, 49,9% preferem uma gestão diferente, enquanto 46,8% querem continuidade, uma diferença de apenas 3,1 pontos percentuais.
Renda e religião
A preferência pela continuidade também aparece entre as faixas de renda analisadas. Entre eleitores com renda familiar de R$ 3 mil a R$ 5 mil, 56,7% defendem a manutenção do atual modelo, enquanto 40,8% preferem uma mudança.
O recorte religioso apresenta uma das maiores diferenças da pesquisa. Entre os evangélicos, 74,1% querem um candidato que dê continuidade à atual gestão, contra 22,8% que preferem mudança. Entre os católicos, o cenário se inverte: 52,7% defendem uma administração diferente e 42,7% optam pela continuidade.
Posicionamento político
O posicionamento político também influencia fortemente as respostas. Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, 64,2% preferem a continuidade, enquanto 33,9% defendem uma mudança.
Entre os petistas, ocorre o contrário: 79,6% querem uma gestão diferente, contra 15,7% favoráveis à continuidade. Já entre aqueles que se definem como antipetistas e antibolsonaristas, 58,8% defendem a continuidade e 37,5% preferem mudança.
O levantamento também aponta associação entre o comportamento eleitoral de 2022 e a posição atual. Entre os eleitores que afirmaram ter votado em Jair Bolsonaro no segundo turno presidencial, 64,7% querem continuidade. Entre os eleitores de Lula, 66,5% preferem uma gestão diferente.
Metodologia
A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.209 eleitores de Mato Grosso entre os dias 4 e 9 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela própria AtlasIntel e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MT-02766/2026 e BR-08540/2026.
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