RACHA NA BASE GOVERNISTA

Raiva de Botelho não seria só de Dal Bosco; teria nome e endereço: Fábio Garcia e Casa Civil

O racha envolvendo o deputado estadual Eduardo Botelho (União) dentro da base governista ganhou contornos mais amplos e, nos bastidores, já não é tratado apenas como um embate restrito ao líder do governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco (União).

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a insatisfação do parlamentar teria alvo definido: a Casa Civil. Interlocutores apontam que a orientação para retirar Botelho da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) partiu diretamente da estrutura comandada pelo secretário-chefe Fábio Garcia (União) movimento que teria sido interpretado como quebra de acordo político previamente firmado.

A decisão foi vista como o estopim de uma crise que já vinha sendo alimentada por desgastes acumulados, inclusive mágoas não superadas das eleições municipais de 2024. Nos bastidores, aliados relatam que Botelho estaria “muito irritado” com o que considera descumprimento de compromisso.

Nos corredores do Legislativo, a avaliação é de que o episódio escancara fissuras no núcleo duro do governo e pode desencadear novos movimentos de pressão, inclusive com riscos de novas CPIs. A leitura predominante é de que o desgaste deixou de ser pontual e ganhou dimensão estratégica dentro da base.

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Diante do cenário, o governo do Estado teria articulado uma reunião na sede do União Brasil na tentativa de conter o avanço do racha e evitar que a crise interna produza reflexos mais amplos no Parlamento.

Nos bastidores, a percepção é de que o episódio deixou de ser apenas uma disputa por espaço em comissão e passou a representar um teste de força dentro da própria base governista.

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POLÍTICA MT

STF aceita participação de entidades em ações contra a Lei do Transporte Zero em MT

A audiência que tratou sobre a vigência, nestes três últimos anos, da Lei Estadual nº 12.197/2023 – conhecida como “Transporte Zero”, ocorrida na sexta-feira (22), pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, trouxe importantes informações aos representantes das 22 colônias de pescadores, autoridades políticas, especialistas, empresários e lideranças de diversas regiões mato-grossenses. Uma delas foi o anúncio feito pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD) sobre o aceite do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, em relação às Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs n°. 7471, n°.7514 e n°.7590) que questionam a legislação vigente.

“O ministro André Mendonça finalmente aceitou receber o amicus curiae (amigos do tribunal), ou seja, aceitou as entidades que querem entrar no processo que está ocorrendo na Suprema Corte, se abre ou se não abre a pesca em Mato Grosso. E antes ele não aceitava receber os documentos à palavra dessas entidades que são ligadas à questão da natureza e da pesca. No início do mês de maio, ele resolveu aceitar”, informou o parlamentar.

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ADIs – Dentre as instituições que entraram com o pedido de medida cautelar por meio das ADIs, estão o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o Partido Social Democrático (PSD) e a Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), todas em face dos dispositivos modificados ou inseridos à Lei nº 9.096 de 2009, pelas leis estaduais nº 12.197 de 2023 e nº 12.434 de 2024 do estado de Mato Grosso.

“São mais de dez instituições sérias que entregaram a sua documentação sobre esse caso das leis vigentes no estado. Essa é uma notícia nova. Então, pode a qualquer momento o ministro André expedir o seu voto. E aí, nós vamos pedir aos demais ministros que pautem essa matéria logo, como fez com a Ferrogrão, liberando os estudos para esse importante modal ferroviário. Há quase três anos aguardamos um parecer para essa matéria e, agora, o magistrado aceitou o amicus curiae para pesca. Isso é muito bom, muito vantajoso, porque nós temos certeza de que uma análise serena, responsável, legal, equilibrada vai devolver o direito ao pescador artesanal profissional”, explicou Wilson Santos.

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As entidades que requisitaram o ingresso no feito como amicus curiae, envolvem a Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), Defensoria Pública da União (DPU), Associação Juízes para a Democracia, Associação do Segmento da Pesca do Estado de Mato Grosso (ASP/MT), Fórum Nacional de Sociedade Civil na Gestão de Bacias Hidrográficas (FONASC/CBH), Instituto de Pesquisa e Educação Ambiental – Instituto GAIA, Instituto Centro de Vida (ICV) e o Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad).

Fonte: ALMT – MT

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