ELEIÇÕES 2026

Veto de Medeiros enterra articulação com MDB e PL descarta Janaina Riva na chapa ao Senado

Presidente estadual do PL confirma que resistência de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas e afasta, ao menos neste momento, qualquer composição com o MDB para a disputa ao Senado.

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O PL de Mato Grosso colocou um ponto final nas especulações sobre uma possível composição com o MDB para a disputa ao Senado nas eleições de 2026. Durante a convenção estadual da legenda, realizada nesta quarta-feira (22), o presidente estadual do partido, Ananias Filho, confirmou que a possibilidade de aliança foi descartada em razão da posição firme do deputado federal José Medeiros (PL), já homologado como candidato ao Senado ao lado do pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL).

Segundo Ananias, a resistência de Medeiros em dividir o palanque com a deputada estadual Janaina Riva (MDB) será respeitada pela direção partidária. O dirigente afirmou que o parlamentar possui restrições políticas ao MDB e que, como candidato da legenda, sua posição precisa ser considerada nas negociações.

A declaração praticamente encerra as conversas que vinham sendo travadas nos bastidores desde o início da pré-campanha. A possibilidade de uma aproximação entre PL e MDB era debatida em razão da relação familiar entre Janaina Riva e Wellington Fagundes, mas o entendimento interno do partido caminhou em outra direção.

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Outro ponto anunciado por Ananias foi que o PL ainda não definiu se apoiará oficialmente um segundo candidato ao Senado. Segundo ele, a prioridade da legenda será concentrar esforços na eleição de seus próprios candidatos, não estando descartada, inclusive, a estratégia de não orientar um segundo voto ao eleitorado caso isso seja considerado eleitoralmente mais vantajoso.

A posição oficial também consolida um impasse que se arrasta há meses dentro do partido. Desde março, José Medeiros vinha manifestando publicamente sua oposição a qualquer entendimento com o MDB, argumentando que uma composição com Janaina Riva seria incompatível com o perfil conservador defendido pelo PL. Em declarações anteriores, o deputado chegou a afirmar que uma eventual aliança atenderia mais a uma questão familiar do que a um projeto político da legenda.

Nos bastidores, o veto de Medeiros gerou divergências dentro do partido. Enquanto alguns dirigentes avaliavam que a força eleitoral de Janaina poderia ampliar o palanque de Wellington Fagundes, a ala mais alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendia a manutenção de uma chapa exclusivamente identificada com os princípios do PL.

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O próprio Wellington Fagundes evitou aprofundar o debate nos últimos meses, afirmando reiteradamente que qualquer definição dependeria da direção nacional do partido. Ainda assim, dirigentes reconheciam que o desempenho eleitoral de Janaina alterava significativamente o cenário da disputa pelas duas vagas ao Senado.

Com a declaração feita durante a convenção estadual, o PL sinaliza que a posição de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas. Dessa forma, ao menos neste momento, o MDB fica fora das negociações para integrar a chapa majoritária liderada por Wellington Fagundes, reforçando a estratégia da legenda de construir uma composição alinhada exclusivamente ao seu campo político.

Com informações da Gazeta Digital.

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POLÍTICA MT

Irajá avança no PSD, ameaça derrotar Emanuelzinho nas urnas e aumenta pressão sobre clã Pinheiro

Projeções eleitorais colocam Irajá Lacerda em vantagem na disputa interna pela Câmara Federal e indicam cenário difícil para Emanuel Pinheiro Filho, que tenta conquistar o terceiro mandato consecutivo

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O avanço da campanha de Irajá Lacerda dentro do PSD começa a desenhar um cenário preocupante para o deputado federal Emanuel Pinheiro Filho, o Emanuelzinho, que busca nas eleições de outubro conquistar o terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.

A pouco mais de três semanas da votação, projeções eleitorais apontam Irajá como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, situação que pode deixar Emanuelzinho fora da única vaga direta projetada para a legenda.

A avaliação publicada nesta sexta-feira (11) pelo jornalista Romilson Dourado, do RDNews, leva em consideração o cenário atual da disputa, pesquisas, estrutura eleitoral, grupos de apoiadores, desempenho interno das candidaturas e volume de campanha. Segundo a análise, Irajá Lacerda desponta como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, cenário que ameaça diretamente a tentativa de Emanuelzinho de conquistar o terceiro mandato.

A projeção indica que Irajá pode ultrapassar a casa dos 80 mil votos. Em 2022, o advogado recebeu 54.607 votos, mas não conseguiu se eleger em razão do desempenho da legenda.

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Agora, além de sua principal base eleitoral na região de Cáceres, Irajá aparece com expansão política para outras regiões de Mato Grosso, incluindo Baixada Cuiabana, Médio-Norte e Araguaia, aumentando sua competitividade dentro da própria chapa.

Para Emanuelzinho, o problema está justamente na matemática da eleição proporcional. A projeção aponta um quociente eleitoral próximo de 231 mil votos, enquanto o PSD poderia alcançar aproximadamente 265 mil. Nesse desenho, a legenda teria condições de conquistar uma vaga direta.

Com apenas uma cadeira direta em jogo, a disputa interna passa a ser decisiva: Emanuelzinho precisa não apenas obter uma votação expressiva, mas superar os próprios companheiros de partido.

O deputado tenta renovar o mandato depois de oito anos consecutivos na Câmara Federal. Na reta final, seu desempenho parlamentar e as entregas realizadas durante esse período também entram no debate político e passam a ser explorados por adversários na tentativa de convencer o eleitorado pela renovação.

Nos bastidores, o risco de Emanuelzinho perder espaço para Irajá aumenta a pressão sobre o grupo político da família Pinheiro, que tem no mandato federal uma de suas principais posições na política estadual.

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O quadro, porém, ainda é uma projeção e não representa antecipação do resultado das urnas. Com pouco mais de três semanas de campanha, movimentações políticas, estrutura partidária e desempenho individual dos candidatos ainda podem alterar a composição da chapa.

Se Irajá confirmar nas urnas o desempenho projetado e terminar como o mais votado do PSD, Emanuelzinho poderá ver interrompida sua trajetória na Câmara Federal. A batalha mais perigosa para o deputado, portanto, pode não estar nos partidos adversários, mas dentro da própria chapa.

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