POLÍTICA MT

Assembleia Social promove, em Chapada dos Guimarães, 2ª edição do Sarau Luciene Carvalho

Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

Após o sucesso da primeira edição, neste mês de novembro, Chapada dos Guimarães receberá o 2º Sarau Luciene Carvalho, no próximo sábado (26), a partir das 18h30, em evento que vai reunir poesia, teatro, música e performance, homenageando a primeira mulher preta e periférica a entrar na Academia Mato-grossense de Letras. A programação ocorre no Centro Cultural Casa di Rose

O Sarau Luciene Carvalho tem uma apresentação principal que mescla as poesias da artista homenageada com músicas interpretadas por Rita Cássia e Matheus Farias. Nesta edição, haverá também participação especial do grupo Sorrisos, Alegrias e Quintais, composto por Juliane Grisólia, Augusto Krebs e Thiago Costa. Em seguida, o microfone fica aberto para quem quiser apresentar sua arte. Comidas e bebidas serão vendidas.

O evento é organizado pela Assembleia Social (Coordenadoria de Integração, Cidadania e Cultura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso) e visa ampliar o acesso da plateia às expressões artísticas do Estado, bem como incentivar a produção cultural mato-grossense. Propor um sarau que carrega o nome de Luciene Carvalho é valorizar uma artista regional com intensa produção na Literatura, Dramaturgia, entre outras expressões.

“A primeira edição foi um sucesso, deliciosa, no quintal da própria Luciene, todos nós nos sentimos abraçados. E todo o evento foi pura poesia, pelas declamações, pelo repertório musical, pelas intervenções e por nosso público atento. Foi de arrepiar. Esta nova edição vai beber de toda a energia da Chapada e estamos esperando a todos”, convida a coordenadora da Assembleia Social, Daniella Paula Oliveira.

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Luciene também está ansiosa para a segunda edição. “Espero que o sarau seja de criar memórias neste tempo mais liberto, neste tempo em que a arte tem valor. A gente viveu tempos assombrosos, a gente atravessou pandemia, então, as celebrações do que seja respiro, do que seja beleza, do que seja arte importam muito para mim”, comenta a poeta.

Sarau é atividade milenar que agrega reunião, troca de experiências e muita arte. Alguns estudiosos apontam que a origem da palavra venha do francês soirée (reunião noturna), do latim serotinus (pela tarde) ou do galego serao (anoitecer).

O Centro Cultural Casa di Rose fica localizado na Rua do Penhasco, 105, Centro, em Chapada dos Guimarães. Mais informações, pelos telefones (65) 3313-6994 ou 65 9 9635-3486 (Raul Lázaro).

A homenageada – Luciene Carvalho é poeta nascida em Corumbá (MS), mas veio para Cuiabá em 1974. A escritora tem 14 livros publicados, a maioria de poesias. Foi eleita e empossada na Academia Mato-grossense de Letras em 2015, cerimônia com grande participação de jovens negros das artes de rua.

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A multiartista é também diretora de Teatro, formada pela MT Escola de Teatro (Unemat, campus Cuiabá), é personagem de uma cinebiografia da cineasta Juliana Curvo (Luciene, MT, 2020, 73 minutos), gravou um CD de poesia declamada dialogando com o rap, tem algumas publicações, experimentou parcerias de artes visuais, inspirou espetáculos de dança e de teatro, é tema de pesquisas acadêmicas, entre outros registros artísticos ou acadêmicos.

Serviço:

2º Sarau Luciene Carvalho

– Performance com poesias de Luciene Carvalho e música com Rita Cássia e Matheus Farias

– Apresentação do grupo Sorrisos, Alegrias e Quintais (Juliane Grisólia, Augusto Krebs e Thiago Costa)

– Após shows, palco aberto

Data: 26 de novembro, a partir das 18h30

Local: Centro Cultural Casa di Rose (Rua do Penhasco, 105, Centro, em Chapada dos Guimarães

Entrada gratuita

Mais informações: (65) 3313-6994 (Assembleia Social) ou 65 9 9635-3486 (Raul Lázaro)

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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