Eleições 2026
Veja o que pode e o que não pode na última semana antes da votação
Comícios, propaganda na internet e distribuição de material têm prazos específicos; no dia da eleição, manifestação política deve ser individual e silenciosa
A seis dias do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, candidatos, partidos e eleitores entram na reta final da campanha. Em Mato Grosso, a votação ocorrerá das 7h às 16h, no horário local, e a Justiça Eleitoral reforça as regras que devem ser observadas nos últimos dias antes da ida às urnas.
A legislação eleitoral estabelece datas específicas para o encerramento das diferentes modalidades de propaganda e também determina o que pode e o que não pode ser feito no dia da votação.
Últimos dias de propaganda
De acordo com o calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1º de outubro é o último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão referente ao primeiro turno. A data também marca o encerramento do prazo para realização de comícios, observadas as regras de horário previstas na legislação.
A propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet também possui prazo específico: 1º de outubro é o último dia para essa modalidade no primeiro turno. Já a distribuição de material gráfico eleitoral pode ocorrer até 3 de outubro, véspera da votação.
No dia anterior à eleição, portanto, candidatos e partidos precisam observar as restrições previstas pela legislação para evitar irregularidades.
O que o eleitor pode fazer
No dia da votação, o eleitor pode demonstrar sua preferência política de maneira individual e silenciosa. Isso inclui o uso de camiseta, broche, adesivo ou outro elemento permitido que identifique a preferência por candidato ou partido.
O que não é permitido é a manifestação coletiva de apoio, a abordagem de outros eleitores para tentar influenciar o voto, a distribuição de material de campanha ou qualquer outra forma de propaganda eleitoral durante a votação. A chamada boca de urna configura crime eleitoral.
Também não são permitidas aglomerações com roupas ou materiais padronizados, carreatas, comícios e outras ações coletivas de campanha no dia da eleição.
Celular não pode entrar na cabine
Uma das principais orientações para o eleitor é relacionada ao uso de aparelhos eletrônicos.
O celular pode ser levado até o local de votação e utilizado, por exemplo, para apresentar o e-Título, quando aceito como documento de identificação. Entretanto, o aparelho não pode entrar na cabine de votação.
Antes de votar, o eleitor deverá desligar o celular e deixá-lo no local indicado pelos mesários. A mesma regra vale para câmeras, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar ou transmitir imagens. Também é proibido fotografar ou filmar a urna ou o próprio voto.
Colinha eleitoral é permitida
Para evitar depender da memória na hora de votar, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor prepare uma colinha eleitoral em papel com os números das candidaturas escolhidas.
Em 2026, serão seis escolhas na urna. A ordem de votação será:
- Deputado federal – quatro dígitos;
- Deputado estadual ou distrital – cinco dígitos;
- Senador – primeira vaga – três dígitos;
- Senador – segunda vaga – três dígitos;
- Governador – dois dígitos;
- Presidente da República – dois dígitos.
A anotação pode ser preparada antes de sair de casa e levada à cabine para consulta durante a votação. O TRE-MT também disponibiliza modelo de colinha eleitoral.
Documento com foto
Para votar, é necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto. Entre os documentos aceitos estão a carteira de identidade, identidade social, passaporte, carteira de trabalho física, certificado de reservista e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O e-Título também pode ser utilizado como documento de identificação quando o aplicativo apresentar a fotografia do eleitor, conforme as regras da Justiça Eleitoral. O título eleitoral impresso, por sua vez, não é obrigatório para votar.
Atenção às regras
Com a proximidade do primeiro turno, a orientação da Justiça Eleitoral é que candidatos, partidos e eleitores estejam atentos aos prazos e às restrições estabelecidas para cada período.
Em Mato Grosso, a votação acontece em 4 de outubro, das 7h às 16h, horário local. A recomendação do TRE-MT é que o eleitor confira antecipadamente seu local e seção de votação e prepare a documentação e a colinha antes de sair de casa.
POLÍTICA MT
Policial aposentado é preso após ex-mulher ser morta a tiros dentro de hotel em Cáceres
Noeli Simsen, de 50 anos, foi atingida por quatro disparos; segundo a investigação, casal estava separado havia cerca de cinco meses
Uma mulher identificada como Noeli Simsen, de 50 anos, foi morta a tiros dentro de um quarto de hotel no bairro Cidade Nova, em Cáceres, a cerca de 220 quilômetros de Cuiabá, nesta segunda-feira (28). O principal suspeito é o ex-companheiro dela, o investigador aposentado da Polícia Civil Ricardo de Souza Pessoa, de 62 anos, que foi preso em flagrante após se apresentar espontaneamente à polícia. Segundo o delegado responsável pelo caso, Higo Rafael, o casal estava separado havia aproximadamente cinco meses e o suspeito não aceitava o fim do relacionamento.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender uma ocorrência envolvendo disparos de arma de fogo. Ao chegar ao quarto, a equipe encontrou Noeli ferida na região central do tórax e já sem sinais vitais. A morte foi constatada ainda no local. Segundo as informações divulgadas pela polícia, a vítima foi atingida por quatro disparos. A Polícia Militar isolou a área para a realização dos trabalhos de perícia.
Funcionários e testemunhas relataram aos policiais que Ricardo esteve no hotel e teria acessado a janela do quarto onde Noeli estava. Pouco depois, foram ouvidos disparos. Após deixar o local, o suspeito se apresentou espontaneamente na Delegacia Regional de Cáceres, onde entregou a arma que teria sido utilizada no crime. Ele recebeu voz de prisão e permanece à disposição da Justiça.
Antes do crime, uma mensagem encontrada no celular de Noeli também chamou a atenção das autoridades. Conforme as informações divulgadas, o conteúdo, atribuído ao ex-companheiro, alertava a vítima para que tivesse cuidado ao ligar o carro, pois poderia haver uma bomba no veículo. A informação levou a Polícia Militar a isolar a área onde o automóvel estava estacionado e acionar o Esquadrão Antibombas para verificar a possibilidade de existência de um artefato explosivo.
Durante as buscas realizadas na residência de Ricardo, os policiais encontraram quatro armas de fogo e munições. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime, incluindo a dinâmica dos disparos, a mensagem enviada à vítima e a possível motivação. O caso é tratado como feminicídio.
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