ELEIÇÕES 2026
Candidata a vice de Pivetta começa a ocupar seu lugar na majoritária
A campanha de Otaviano Pivetta à reeleição ao Governo de Mato Grosso começa a revelar, além da força municipal construída pelo governador ao longo dos últimos anos, uma nova personagem na equação majoritária: Gisela Simona. Candidata a vice pelo União Progressista, ela começa a percorrer o Estado não mais como a ex-deputada federal que construiu sua trajetória na defesa do consumidor e dos direitos das mulheres, mas agora como parte de uma chapa majoritária que pretende apresentar continuidade administrativa sem abrir mão de novas agendas sociais.
Esse movimento ficou evidente neste sábado (22), em Sorriso, um dos principais símbolos da força econômica do agronegócio mato-grossense e reconhecido como um dos maiores polos produtores de soja do mundo. No município participou do lançamento da candidatura de Mauro Savi à Assembleia Legislativa. Ato que reuniu cerca de 1.800 pessoas e concentrou empresários, produtores rurais, lideranças políticas e representantes do movimento municipalista.
Entre os presentes estavam o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, a primeira-dama Mara Fernandes, a vice-presidente do Lide Mato Grosso, Ruth Semiramys, esposa de Mauro Savi, além dos candidatos a deputado federal Neri Geller e Acácio Ambrosini, que também é vice-prefeito do município.
Mais do que o tamanho do público, contudo, a agenda expôs uma característica importante da atual disputa pelo Palácio Paiaguás: a capacidade de Pivetta de reunir em torno de sua candidatura uma rede de prefeitos, lideranças regionais e setores produtivos que enxergam na continuidade administrativa um ativo político.
Gisela, que passou 33 meses na Câmara dos Deputados antes de retornar à disputa eleitoral, começa agora a ocupar espaço nessa arquitetura.
Ao falar sobre Pivetta, ela não o apresentou apenas como o candidato à reeleição, mas como alguém cuja trajetória guarda semelhanças com a de muitos dos empreendedores que ajudaram a transformar Mato Grosso em uma potência agrícola.
“Pivetta é um gestor de mão cheia. Seja na vida pessoal, profissional e política. Hoje, após recuperar as finanças públicas e a capacidade de investimento do Estado, ao lado do ex-governador Mauro Mendes, ele propõe um novo desafio: fazer a prosperidade produzida por Mato Grosso chegar de forma mais direta à vida das pessoas”, afirmou.
A frase ajuda a delimitar o espaço que Gisela começa a ocupar na chapa. Pois se Pivetta representa a experiência administrativa, a gestão e a capacidade de investimento, ela pretende acrescentar à equação uma agenda construída a partir da proteção social, dos direitos e da escuta daqueles que nem sempre conseguem fazer chegar suas demandas às estruturas de poder. É uma diferença de origem e de trajetória que pode se transformar em complementaridade política.
Durante mais de duas décadas no Procon de Mato Grosso, Gisela conheceu o Estado pela porta de entrada de quem precisava reclamar, reivindicar, denunciar ou simplesmente encontrar alguém disposto a ouvir. Em Brasília, ampliou essa experiência para o campo legislativo. Foi relatora do Pacote Antifeminicídio, participou de iniciativas voltadas à proteção das mulheres, combateu fraudes financeiras e práticas abusivas no mercado de consumo e levou para o Congresso temas relacionados às novas formas de vulnerabilidade produzidas pela economia digital.
E na condição de candidata a vice-governadora, passa a enfrentar outro desafio: transformar essa experiência acumulada em uma agenda capaz de dialogar com um Estado que reúne, simultaneamente, uma das economias mais dinâmicas do país e profundas diferenças sociais e regionais.
Campanha na Rua
Ainda durante o fim de semana, Gisela participou, ao lado do ex-governador Mauro Mendes, candidato ao Senado, e de Virginia Mendes, que busca uma vaga na Câmara Federal, de reuniões conduzidas pelo prefeito Adilson Gonçalves de Macedo com empresários, produtores rurais e lideranças políticas.
Mas a agenda não ficou restrita ao debate econômico. Gisela conheceu de perto o programa Rede de Frente, iniciativa de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres que articula órgãos públicos, forças de segurança e sociedade civil no acolhimento às vítimas, na prevenção da violência e na realização de ações educativas.
A agenda talvez seja uma das mais simbólicas dessa nova fase política de Gisela.Pois a mulher que chega à campanha majoritária é a mesma que, na Câmara Federal, transformou a defesa das mulheres em uma das marcas de sua atuação. Como relatora do Pacote Antifeminicídio, participou diretamente da construção de uma legislação que elevou para até 40 anos a pena para o crime de feminicídio.
Mas agora o desafio é maior. Na vice-governadoria, caso a chapa seja eleita, estará diante da tarefa de ajudar a transformar leis, protocolos e discursos em políticas públicas capazes de chegar antes da tragédia. Assim, ela não chega à majoritária para abandonar as pautas que construíram sua identidade política, mas para tentar colocá-las em outra escala.
O Araguaia e a disputa por representação
A passagem pela região também levou Gisela ao lançamento da candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa, em Barra do Garças, onde encontrou novamente uma reivindicação antiga: transformar o peso econômico e social do Araguaia em maior capacidade de representação política e interlocução com o Governo do Estado.
A questão é particularmente relevante em uma região que possui forte potencial produtivo, mas que historicamente reivindica maior presença do poder público em áreas como saúde, infraestrutura, logística e serviços.
POLÍTICA MT
Capivara Play faz sátira com Janaina Riva “Djogando” com eleitores de Lula e Bolsonaro – veja o video
No quadro “Djogo dos Tronos”, animação produzida com Inteligência Artificial usa humor para colocar a candidata ao Senado entre os dois polos da política nacional
O Capivara Play, por meio do quadro “Djogo dos Tronos”, entrou no clima da disputa eleitoral em Mato Grosso com uma sátira envolvendo a candidata ao Senado Janaina Riva (MDB). O vídeo, produzido em formato de animação por meio de Inteligência Artificial (IA), apresenta uma personagem inspirada na parlamentar em uma espécie de jogo político para conquistar eleitores identificados tanto com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto com Jair Bolsonaro (PL).
A animação explora justamente a polarização entre esquerda e direita e coloca Janaina diante do desafio de dialogar com públicos politicamente antagônicos.
Um dos momentos mais emblemáticos do vídeo ocorre quando a personagem de Janaina encontra uma eleitora identificada com a esquerda. Na cena humorística, a emedebista aparece fazendo o tradicional “L” com os dedos, gesto associado politicamente a Lula e aos seus apoiadores.
Na sequência, a sátira muda de lado. Diante de um personagem apresentado como eleitor de Bolsonaro, Janaina aparece fazendo o gesto de “arminha” com os dedos, símbolo que ficou associado ao ex-presidente e a seus apoiadores ao longo dos últimos anos.
As duas cenas são utilizadas pelo “Djogo dos Tronos” para construir a principal provocação do vídeo: Janaina aparece adotando gestos associados a Lula diante de uma eleitora de esquerda e, depois, reproduzindo um símbolo ligado a Bolsonaro diante de um eleitor de direita.
A animação transforma essa mudança de gestos em uma brincadeira sobre a busca por votos nos dois extremos do espectro político, sugerindo, dentro do contexto exclusivamente humorístico da produção, uma tentativa de conversar com eleitorados de perfis ideológicos distintos.
Em outro momento, a personagem aparece caracterizada como uma princesa e busca saber como agir para “vencer o jogo”. Diferentes personagens apresentam questionamentos relacionados ao posicionamento político da candidata.
A provocação ganha ainda mais força quando a personagem recebe como conselho: “Diga o que as pessoas querem ouvir que você as terá em suas mãos.”
A frase funciona como um dos pontos centrais da sátira e reforça a narrativa construída pela animação sobre estratégias eleitorais voltadas à conquista de diferentes segmentos do eleitorado.
O conteúdo do quadro “Djogo dos Tronos” utiliza Inteligência Artificial, linguagem humorística e caricatural e não reproduz necessariamente declarações ou situações reais envolvendo a candidata. As cenas do “L” e da “arminha”, portanto, fazem parte da representação criada pela produção para desenvolver a sátira política.
Com a polarização nacional como pano de fundo, o vídeo transforma a disputa pelo voto em um verdadeiro jogo político. De um lado, Janaina aparece fazendo o “L”; do outro, a “arminha”. No meio, está justamente a provocação proposta pelo Capivara Play: até onde um candidato pode ir para tentar conquistar eleitores de campos políticos adversários?
Com humor, ironia e Inteligência Artificial, o “Djogo dos Tronos” coloca Janaina Riva no centro da polarização e satiriza a tentativa de dialogar, ao mesmo tempo, com eleitores de Lula e Bolsonaro.
Veja o video
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