POLÍTICA MT
Cattani cobra solução para travessia no bairro Alto da Glória, em Sinop
O deputado estadual Gilberto Cattani apresentou uma série de requerimentos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) cobrando esclarecimentos e providências sobre dificuldades enfrentadas por moradores do Bairro Alto da Glória, em Sinop, após alterações realizadas durante as obras de duplicação da BR-163. Os pedidos foram encaminhados à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), à concessionária Nova Rota do Oeste, à prefeitura de Sinop, ao governo do estado, à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O parlamentar destacou que a duplicação da BR-163 é uma obra importante para o desenvolvimento de Mato Grosso e para a segurança dos motoristas que utilizam a rodovia. No entanto, segundo relatos da comunidade, a execução do projeto acabou gerando dificuldades de acesso para os moradores do Bairro Alto da Glória, que hoje enfrentam problemas para se deslocar entre os dois lados da própria comunidade.
Durante a sessão plenária da última quarta-feira (3), Cattani afirmou que a situação tem gerado preocupação porque o bairro possui uma população expressiva e acabou ficando dividido pela rodovia.
“Esse bairro tem uma população que muitas cidades do Mato Grosso não têm. Ao fazer a BR-163, não ficou nenhuma passagem de um lado para o outro. Toda a infraestrutura, pelo que foi passado pelos moradores daquela região, pertence a um lado só do bairro. Se nós não deixarmos uma travessia, essa população vai ficar isolada,”, afirmou o parlamentar.
Segundo os relatos encaminhados ao gabinete do deputado, o principal problema está relacionado à travessia entre os dois lados do bairro. Embora a duplicação da rodovia represente um avanço para a infraestrutura da região, moradores afirmam que a falta de um acesso adequado acabou dividindo a comunidade e dificultando o deslocamento diário para escolas, creches, unidades de saúde, comércios e demais serviços.
Os moradores afirmam que existe uma passarela para pedestres, mas que ela não resolve a situação de quem precisa utilizar veículos para se deslocar. Segundo os relatos, em alguns casos é necessário percorrer vários quilômetros até conseguir retornar e acessar o outro lado do bairro, o que tem gerado transtornos para trabalhadores, estudantes, comerciantes, entregadores e famílias da região.
Empresários locais também relataram prejuízos causados pela mudança. Proprietários de comércios e serviços de delivery afirmam que precisam percorrer trajetos muito maiores para realizar entregas dentro da própria comunidade, aumentando custos e dificultando o atendimento aos clientes.
Diante das reclamações, Cattani apresentou os requerimentos solicitando informações sobre os estudos técnicos que embasaram as alterações realizadas na região, os impactos avaliados pelos órgãos responsáveis e quais soluções estão sendo discutidas para garantir uma travessia segura para os moradores. Entre os questionamentos estão a possibilidade de implantação de rotatórias, viadutos, passagens ou outras medidas que permitam restabelecer a integração da comunidade.
O parlamentar busca identificar quais órgãos participaram da aprovação dos projetos, se houve estudos de impacto social e de mobilidade e quais providências poderão ser adotadas para garantir a segurança e a qualidade de vida dos moradores do Bairro Alto da Glória.
Cattani ressaltou que o objetivo dos requerimentos não é questionar a importância da duplicação da BR-163, mas buscar soluções para um problema enfrentado pela comunidade. Segundo ele, obras de infraestrutura são fundamentais para o desenvolvimento do estado, mas precisam caminhar junto com medidas que garantam mobilidade, segurança e acesso adequado para a população que vive às margens da rodovia.
Os Requerimentos, protocolados na ALMT e enviados aos órgãos competentes são: nº 380/2026, 381/2026, 383/2026, 385/2026 e 386/2026.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Vídeo detonando Reinaldo Moraes, vice de Wellington Fagundes, viraliza na rede
Peça que circula nas redes sociais resgata reportagens antigas sobre dívidas e processos envolvendo empresas ligadas ao empresário e sobe o tom da disputa eleitoral em Mato Grosso
Um vídeo de forte teor crítico contra o empresário Reinaldo Gomes de Moraes, conhecido como “Rei do Porco” e anunciado como candidato a vice-governador na chapa de Wellington Fagundes (PL), ganhou circulação nas redes sociais e grupos de WhatsApp, colocando mais combustível na disputa eleitoral em Mato Grosso.
A peça utiliza imagens de Reinaldo, trechos relacionados à composição da chapa e reproduções de reportagens publicadas anteriormente pela imprensa mato-grossense para atacar a escolha do empresário como companheiro de chapa de Wellington.
Logo no início, o vídeo recupera uma declaração atribuída a Wellington, segundo a qual ele pretende, caso eleito, deixar Mato Grosso sob responsabilidade do vice em determinados períodos para “viajar o mundo”. A partir daí, a produção direciona os ataques para Reinaldo Moraes.
Entre os conteúdos exibidos estão reportagens sobre dívidas milionárias, cobranças judiciais e decisões envolvendo empresas ligadas ao empresário.
Uma das matérias reproduzidas no vídeo traz o título “Gigante do agro com dívidas milionárias é alvo de demandas judiciais com pedido de falência”. Outra reportagem mostrada afirma que a Justiça determinou a penhora de rebanho pertencente a uma empresa ligada a Reinaldo para garantir o pagamento de dívida milionária.
A produção também exibe uma publicação mais antiga relacionada à negativação do nome do empresário em razão de uma dívida que, conforme a reportagem apresentada no próprio vídeo, ultrapassava R$ 1,2 milhão.
É importante destacar que o vídeo utiliza reportagens e episódios judiciais para construir uma narrativa política contra o candidato a vice. A existência de cobranças, ações ou decisões judiciais envolvendo empresas não significa, por si só, condenação criminal ou comprovação das conclusões políticas sugeridas pela peça.
No encerramento, o vídeo aumenta ainda mais o tom provocativo ao lançar a frase: “Mato Grosso pode virar um chiqueiro?”, numa referência direta ao apelido de Reinaldo, conhecido no meio empresarial como “Rei do Porco”.
A publicação evidencia que a campanha eleitoral começa a entrar numa fase de ataques mais pesados nas redes sociais. Com a definição das chapas, adversários passam a explorar não apenas o histórico dos candidatos ao governo, mas também a trajetória empresarial e política dos nomes escolhidos para vice.
A entrada de Reinaldo Moraes na chapa de Wellington, portanto, já produz reflexos no ambiente digital e transforma o empresário em novo alvo da guerra de narrativas da eleição estadual.
O espaço permanece aberto para manifestação de Reinaldo Moraes e da campanha de Wellington Fagundes sobre o conteúdo e as acusações apresentadas no vídeo.
Veja o video
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