PESQUISA QUAEST

Pivetta cresce seis pontos e chega a 29% na disputa pelo Governo de MT

Levantamento mostra avanço do governador no primeiro turno, enquanto senador mantém 27%; pesquisa também mediu segundo turno, rejeição e avaliação da gestão estadual

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A nova pesquisa Quaest sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso mostra Otaviano Pivetta (Republicanos) com 29% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Wellington Fagundes (PL) registra 27%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

Na comparação com o levantamento realizado em agosto, Pivetta passou de 23% para 29%, uma alta de seis pontos percentuais. Wellington permaneceu com os mesmos 27%. Doutora Natasha (PSD) aparece na terceira posição, com 11%, ante 8% na pesquisa anterior. 

Sargento Laudicério (Agir) e Maurício Coelho (Mobiliza) aparecem com 2% cada, enquanto Rafaell Milas (Missão) tem 1%. Os que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato somam 22%, e 6% estão indecisos.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Pivetta registra 16%, ante 9% em agosto. Wellington passou de 6% para 9%, enquanto Natasha subiu de 1% para 4%. Os indecisos representam 65% nessa modalidade. 

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O levantamento também indica que 64% dos entrevistados afirmam que a escolha atual é definitiva, enquanto 35% dizem que ainda podem mudar o voto até a eleição.

Nas simulações de segundo turno, Wellington aparece com 41% diante de 36% de Pivetta. Considerando a margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados nesse cenário. Contra Natasha, Wellington registra 48%, enquanto a candidata do PSD soma 27%. Em uma disputa entre Pivetta e Natasha, os percentuais são de 46% e 29%, respectivamente. 

A pesquisa também perguntou qual é o principal problema de Mato Grosso. A saúde foi a área mais citada, com 36%, seguida por violência, com 13%, e infraestrutura, com 10%. Corrupção e economia aparecem com 6% cada, enquanto educação foi mencionada por 5%. Outros problemas somam 12%, 2% disseram não identificar problemas e 10% não souberam ou não responderam. 

No levantamento sobre conhecimento e disposição de voto, 33% dos entrevistados disseram conhecer Wellington Fagundes e não votar nele. No caso de Pivetta, esse índice é de 20%. Entre os entrevistados, 42% disseram conhecer e votar em Pivetta, contra 37% de Wellington e 17% de Natasha. 

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A Quaest também mediu a percepção sobre o governo estadual. A gestão é aprovada por 51% dos entrevistados e desaprovada por 10%, enquanto 39% não souberam ou não responderam. Na avaliação da administração, 42% classificaram o governo de forma positiva, 27% como regular e 5% como negativa. Outros 26% não responderam. 

Outro questionamento abordou a sucessão do ex-governador Mauro Mendes. Segundo o levantamento, 61% responderam que Mendes “merece eleger um sucessor”, enquanto 22% disseram que não e 17% não souberam ou não responderam. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 55%, 26% e 19%, respectivamente. 

A Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-08098/2026 e BR-09594/2026. 

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POLÍTICA MT

Ex-secretário da Saúde de Cuiabá assume fiscalização de contrato de R$ 23,1 milhões em VG

Gilmar de Souza Cardoso, que já figurou em investigações sobre contratos e procedimentos da Saúde da Capital, foi designado para acompanhar serviços de infraestrutura de redes

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O ex-secretário-adjunto de Gestão da Saúde de Cuiabá, Gilmar de Souza Cardoso, foi escolhido para atuar como fiscal titular de um contrato de R$ 23,1 milhões da Prefeitura de Várzea Grande. O acordo foi firmado pela gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) com a empresa A F C Engenharia e Construções Ltda.

Assinado em 3 de setembro, o contrato contempla serviços de implantação, instalação, lançamento e manutenção de redes lógica e óptica, além do fornecimento de materiais para atender à estrutura da administração municipal. A designação de Gilmar para acompanhar a execução dos serviços foi feita pela Secretaria Municipal de Administração.

A escolha chama atenção pelo histórico do ex-secretário em investigações relacionadas à Saúde de Cuiabá. Uma delas foi a Operação Athena, deflagrada pela Polícia Civil em setembro de 2024 para apurar suspeitas de irregularidades na Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) entre 2021 e 2024.

Conforme apontado na investigação, Gilmar e outra servidora teriam acompanhado serviços executados pela empresa Lume Divinum Comércio e Serviços de Informática. Os investigadores sustentaram ainda que ambos teriam atestado notas fiscais sem possuir, segundo os autos, atribuição para realizar esse procedimento na ECSP.

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O ex-secretário também figurou entre os investigados na Operação Smartdog, deflagrada em 2023. A apuração envolvia suspeitas relacionadas a um contrato de aproximadamente R$ 5,1 milhões da Secretaria Municipal de Saúde para serviços de chipagem de cães e gatos. Na ocasião, Gilmar exercia o cargo de secretário-adjunto de Gestão.

Outra investigação envolvendo seu nome foi conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso, e tratava de suspeitas relacionadas à vacinação contra a Covid-19.

Segundo o Ministério Público, Gilmar, que também havia ocupado a função de coordenador técnico de Tecnologia e Informática da Saúde, e outras pessoas teriam utilizado sistemas da pasta para inserir informações e possibilitar o acesso à vacinação antes do período previsto para determinados grupos.

Em 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou as medidas cautelares que haviam sido impostas contra Gilmar no âmbito dessa investigação.

Com a nova designação em Várzea Grande, Gilmar passa a ter a responsabilidade de acompanhar a execução do contrato de R$ 23,1 milhões e fiscalizar o cumprimento das obrigações estabelecidas entre o município e a empresa contratada.

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