POLÍTICA MT

Assembleia entrega 273 honrarias em sessão solene

Servidores públicos, empresários, policiais militares, políticos e lideranças religiosas foram homenageados pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em sessão solene realizada na noite desta terça-feira (30). As comendas, títulos e moções entregues foram requeridas pelo deputado estadual Faissal (PV) como forma de reconhecimento pelas contribuições ao estado e à população mato-grossense.

Para o deputado Faissal, a Assembleia presta uma singela homenagem a quem tanto se dedicou ao estado.  “São pessoas que ajudaram a engrandecer Mato Grosso. Se hoje nosso estado é essa potência, deve muito ao trabalho dessas pessoas. Estou muito feliz que esses cidadãos vieram até aqui para que pudéssemos entregar essa homenagem. Eu fico mais honrado do que os convidados de hoje”, destacou.

Entre as honrarias entregues estão 22 títulos de cidadão mato-grossenses. Segundo o deputado Faissal, é um reconhecimento, uma espécie de identificação a quem veio de outros estados.

O juiz de Direito Edson Reis, natural de Cascavel (PR), agora também é cidadão mato-grossense. Atualmente ele atua na capital, mas já passou por diferentes municípios do interior e destacou a dedicação de seus pais para que pudesse chegar a ser juiz. “Hoje aqui me lembro de quando chegamos a Cuiabá, em 1979. Dedico este título ao meu pai que era servente de pedreiro e, aos 26 anos, ao lado da minha mãe costureira vieram para cá na esperança de dias melhores. Fomos muito acolhidos pelo povo daqui e me sinto muito honrado em receber este título”, afirmou o juiz Edson Reis.

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O tenente-coronel Wesmensandro, da Polícia Militar, recebeu a Comenda Marechal Cândido Rondon por seus trabalhos prestados como comandante da Ronda de Ação Intensiva e Ostensiva (Raio) em Cuiabá. A frente de mais de 50 policiais, o tenente-coronel organiza o patrulhamento por motocicletas, garantindo mais agilidade no atendimento ao cidadão e a locais de difícil acesso.

“Gostaria de agradecer pela honraria que não é só a mim, mas a todos que compõem o efetivo do ‘Raio’ e tem prestado trabalho diferenciado no policiamento de moto-patrulha dentro do estado”, afirmou o tenente-coronel.

Lideranças religiosas também tiveram sua atuação reconhecida. A pastora Loíde Souza, da Assembleia de Deus, recebeu uma Moção de Aplausos da Assembleia Legislativa. “Me sinto muito honrada com esta moção. Trabalhamos diariamente no acolhimento junto às famílias, com as mulheres, realizamos visitas, fazemos cursos, reuniões junto à comunidade”.

Ao todo, foram entregues sete Comendas Marechal Cândido Mariano Rondon, cinco Comendas Dante de Oliveira, duas Medalhas Lenine Póvoas, uma Comenda Senador Jonas Pinheiro, 22 Títulos de Cidadão Mato-Grossense e 236 Moções de Aplausos.

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Fonte: ALMT – MT

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Wellington não esconde mágoa de prefeito após deixar PL e apoiar Pivetta – veja o video 

Senador chama Edilson Piaia de “incoerente”, lembra que prefeito esteve em seu gabinete há apenas 15 dias fazendo elogios e cobra fidelidade após gestor deixar partido para apoiar a reeleição do governador

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), não escondeu o descontentamento com a decisão do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, de deixar o Partido Liberal e anunciar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Durante coletiva nesta quinta-feira (13), Wellington classificou a postura do prefeito como “incoerente” e fez questão de lembrar que, apenas 15 dias antes, Piaia havia estado em seu gabinete e, segundo ele, demonstrado uma posição política completamente diferente.

“Eu acho que é incoerência. Ele esteve no meu gabinete 15 dias atrás. Ele esteve 15 dias atrás no meu gabinete dizendo que eu era o melhor do mundo. Está gravado, está aí na internet, é só vocês olharem. Provavelmente está tendo alguma incoerência”, disparou Wellington.

A manifestação ocorreu durante a coletiva que oficializou o empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”, como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador.

Wellington também recordou as circunstâncias que levaram Piaia ao PL para disputar a Prefeitura de Campo Novo do Parecis. Segundo o senador, houve resistência interna à filiação do então candidato, mas a direção partidária acabou abrindo as portas para que ele concorresse pela legenda.

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“Foi pra eleger, o Ananias teve que abrir o partido lá pra ele. Foi uma certa resistência de recebê-lo. Mas não cabia a mim. Foi uma decisão do partido. Tá bom, abriu o partido pra ele. Ele sabe disso. Então, as incoerências é o tempo que vai cobrando de cada um”, declarou.

O senador ainda demonstrou acreditar que Piaia possa rever a decisão. Para Wellington, há incompatibilidade política entre ter sido eleito pelo PL, com apoio da estrutura partidária e do fundo eleitoral, e agora trabalhar pela candidatura de um adversário da legenda ao Governo do Estado.

“Eu penso que tem tempo pra ele rever ainda. Mas se ficar, eu acho só, não concordo com ele, ele ser eleito pelo partido, ser eleito com o fundo eleitoral do partido, ser eleito com a nossa grife que é o presidente Bolsonaro”, afirmou.

A saída de Piaia também foi comentada pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho. Segundo ele, o pedido de desfiliação foi apresentado de maneira respeitosa e aceito imediatamente pela direção partidária.

“A carta dele é muito respeitosa e agradece ao PL, a toda sua presença e todo o apoio que o PL deu em todos os momentos dele. E nós, sinceramente, aceitamos de imediato”, afirmou.

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Apesar do tom respeitoso em relação à formalização da saída, Ananias deixou claro que o PL pretende cobrar alinhamento daqueles que permanecerem na sigla. O dirigente afirmou que quem não estiver disposto a seguir o projeto eleitoral do partido deve buscar outro caminho.

Questionado sobre a possibilidade de outros prefeitos seguirem o movimento de Piaia, Ananias descartou uma debandada e afirmou que o projeto eleitoral do PL permanece consolidado.

A troca de declarações evidencia o desconforto provocado dentro do PL pela decisão de Piaia. Mais do que uma simples mudança partidária, Wellington tratou o episódio como uma questão de coerência política, sobretudo pelo curto intervalo entre a visita do prefeito ao seu gabinete e a decisão de abandonar a legenda para apoiar Pivetta.

Com a campanha eleitoral avançando, a movimentação também expõe a disputa entre Wellington e Pivetta pelo apoio das principais lideranças municipais. No caso de Campo Novo do Parecis, o governador ganhou a adesão de um prefeito eleito pelo partido de seu principal adversário, enquanto Wellington deixou claro que não pretende tratar a mudança como um episódio político sem consequências.

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