CONFRONTO ELEITORAL

Pivetta cobra explicações de Wellington sobre crescimento do patrimônio

Governador afirma que adversário está há décadas na política e questiona evolução dos bens declarados à Justiça Eleitoral

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O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), cobrou explicações do senador Wellington Fagundes (PL), seu adversário na disputa pelo Governo de Mato Grosso, sobre o crescimento do patrimônio declarado pelo parlamentar ao longo de sua trajetória política.

A declaração foi dada durante entrevista à TV Centro América, na quarta-feira (16). Sem citar Wellington nominalmente em parte de sua fala, Pivetta afirmou que candidatos que estão há décadas na vida pública precisam explicar a evolução de seus bens.

Segundo os dados apresentados pela campanha de Pivetta, Wellington Fagundes ingressou na política em 2006 e declarou, naquele ano, patrimônio de aproximadamente R$ 681 mil. Na declaração apresentada para as eleições de 2026, o valor informado à Justiça Eleitoral é de R$ 13,13 milhões. 

“Não preciso de nada que o poder público pode dar. Não preciso de nada, não uso nada, diferente desses candidatos que acusam, que vivem da política. Na política, fizeram tudo que têm na vida por mais de 36 anos no Congresso Nacional. Esses precisam explicar, eu não”, afirmou Pivetta.

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O governador também apresentou sua própria trajetória empresarial como explicação para o patrimônio que declarou. Para as eleições de 2026, Pivetta informou à Justiça Eleitoral bens avaliados em R$ 575,68 milhões, distribuídos principalmente entre fundos de investimento e participações empresariais. 

“Desde muito cedo, tive minha vida arrumada. Tudo o que eu fiz é produto do trabalho, da dedicação e do empreendedorismo”, declarou o candidato, ao afirmar que construiu seu patrimônio na iniciativa privada antes de ocupar cargos públicos.

Durante a entrevista, Pivetta também reforçou seu posicionamento político e afirmou representar a direita na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Ele citou os três mandatos que exerceu como prefeito de Lucas do Rio Verde e classificou seu modelo de administração como uma “gestão de resultados”.

“Quero dizer que, em Mato Grosso, a direita é 10. Dizer que nossa história em Lucas do Rio Verde, nossa história de vida pública é de resultados”, afirmou.

Os dados patrimoniais dos candidatos são informações declaradas à Justiça Eleitoral e podem ser consultados por meio do DivulgaCandContas, plataforma oficial que reúne também dados sobre candidaturas, propostas e movimentações financeiras de campanha. 

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POLÍTICA MT

Buzetti cobra espaço para discutir STF e critica ausência de perguntas durante debate

Candidata ao Senado afirmou ter sido a única mulher no encontro após ausência de Janaína Riva e defendeu mudanças no regimento do Senado

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A candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP) cobrou, durante o debate da TV Vila Real realizado nesta quinta-feira (17), espaço para apresentar suas posições sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a ausência de Janaína Riva (MDB) e Mauro Mendes (União), Buzetti foi a única mulher entre os participantes presentes no encontro.

Durante sua participação, Buzetti afirmou que nenhum dos adversários havia direcionado perguntas a ela sobre a situação do STF e questionou o motivo. A candidata também defendeu alterações no regimento interno do Senado para estabelecer regras sobre a tramitação de pedidos de impeachment de ministros da Corte.

“Eu gostaria de saber por que essa discriminação, ninguém vai perguntar para mim do STF?”, afirmou Buzetti durante o debate. 

Na discussão, a candidata também defendeu que o presidente do Senado tenha prazo para decidir sobre pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo. Segundo ela, a atual regra concentra no presidente da Casa a decisão sobre colocar ou não os pedidos em análise.

O ex-governador Pedro Taques (PSB), que também participa da disputa ao Senado, concordou com a necessidade de mudanças no regimento e defendeu a criação de um prazo de 30 dias para que a presidência do Senado encaminhe os pedidos para votação. 

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Taques afirmou ainda que, caso o prazo não seja cumprido, o pedido deveria ser obrigatoriamente submetido à votação. A posição faz parte de uma proposta de alteração das regras de tramitação de pedidos de impeachment que o candidato vem defendendo durante a campanha.

Buzetti também criticou a atuação do STF e afirmou considerar preocupantes os acontecimentos envolvendo a Corte. Em sua fala, disse que, na avaliação dela, ministros estariam criando mecanismos de proteção ao ministro Alexandre de Moraes.

O debate contou com José Medeiros (PL), Margareth Buzetti (PP), Pedro Taques (PSB), Carlos Fávaro (PSD) e Antônio Galvan (Avante). Janaína Riva e Mauro Mendes não compareceram ao encontro. 

O encontro foi dividido em blocos, com perguntas entre os candidatos e espaço para réplica e tréplica. A ausência de dois dos convidados alterou a dinâmica prevista inicialmente para o último bloco. 

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