POLÍTICA MT
Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Procuradoria da ALMT
Acolher, orientar e encaminhar são alguns dos principais papéis da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Com atendimento especializado e sigiloso, a unidade acolhe mulheres em situação de violência ou violação de direitos e também orienta servidores e demais pessoas que presenciem ou tenham conhecimento de casos.
A Procuradoria atende situações de violência física, psicológica, sexual, moral, patrimonial ou digital, além de casos de assédio, discriminação e violência política de gênero. A equipe também acolhe relatos de ameaça, perseguição, controle, humilhação e outras condutas que possam representar violação de direitos.
Quem pode procurar — O atendimento especializado é destinado às mulheres, mas servidores e outros interessados também podem buscar a Procuradoria quando quiserem ajudar ou encaminhar uma colega, familiar, amiga ou outra mulher que esteja passando por uma situação de violência.
A PEM orienta a que não é necessário saber previamente qual tipo de violência está ocorrendo ou qual órgão deve ser acionado. A equipe realiza a escuta inicial, identifica as necessidades e orienta sobre os caminhos disponíveis.
A mulher pode procurar a Procuradoria mesmo que ainda não tenha decidido registrar uma denúncia. “A Procuradoria Especial da Mulher representa a capacidade de atuação do Poder Legislativo no enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso. É uma resposta concreta do Parlamento diante de uma realidade que ainda entristece e preocupa o nosso estado”, afirma a coordenadora da PEM, Thayara Novaes.
Os serviços incluem acolhimento e escuta qualificada, orientação jurídica, psicológica e social, encaminhamento e acompanhamento de casos, informações sobre direitos e articulação com os órgãos da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
Foto: Luciano Campbell/ALMT
A Procuradoria também promove palestras, capacitações, campanhas e ações educativas e de prevenção. Outra frente de atuação é o apoio às Câmaras Municipais na criação, implantação e fortalecimento das Procuradorias da Mulher, ampliando a presença dessa estrutura nos municípios.
“Além de oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento nas áreas jurídica, psicológica e social, a PEM atua na prevenção, na articulação com a rede de proteção e junto às Câmaras Municipais, ampliando a capilaridade de um serviço que muitas vezes não chega aos pequenos municípios”, destaca Thayara.
Como funciona — Após o relato da pessoa que buscou o serviço, a equipe avalia a situação e os possíveis riscos, presta as orientações necessárias e, quando cabível, encaminha a mulher aos serviços responsáveis, como Polícia, Delegacia Especializada, Defensoria Pública, Ministério Público, saúde e assistência social. O procedimento, de acordo com a PEM, segue um fluxo de acolhimento, identificação da necessidade e do risco, orientação, encaminhamento e, quando necessário, acompanhamento.
A Procuradoria ressalta que sua atuação não substitui a dos órgãos responsáveis por serviços especializados. A PEM não realiza investigação policial, não registra boletim de ocorrência, não concede medidas protetivas nem presta atendimento médico de urgência. Quando a demanda não é de sua competência, a equipe orienta sobre o serviço adequado.
Em situações de risco imediato, agressão em andamento ou ameaça à vida, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Posteriormente, a PEM pode atuar no acolhimento, orientação e articulação com a Rede de Proteção.
A Procuradoria Especial da Mulher funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Sala 17, no térreo da ALMT. O contato também pode ser feito pelo telefone (65) 3313-6802, pelo WhatsApp Zap-Delas, no (65) 98134-1655, ou pelo e-mail [email protected].
O atendimento é realizado de forma reservada e sigilosa, preservando a privacidade das mulheres e as informações compartilhadas. Não é necessário agendamento para o acolhimento inicial.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Com Gisela Simona, Pivetta coloca combate à violência contra a mulher no centro da campanha e promete 50% delas em cargos de liderança
Com 2 mil mulheres chapa apresenta propostas para ampliar rede de proteção, fortalecer atendimento às vítimas e aumentar participação feminina nos espaços de decisão do Governo de Mato Grosso
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), colocou o enfrentamento à violência contra a mulher e a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão entre os compromissos de sua campanha, durante o encontro 10Elas, realizado nesta segunda-feira (31), no Cenarium Rural, em Cuiabá.
Ao lado da candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), Pivetta participou do evento que reuniu centenas de mulheres e lideranças políticas. O encontro marcou o encerramento do Agosto Lilás, período dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Entre as propostas apresentadas pela chapa estão a ampliação da rede de proteção, o fortalecimento do atendimento especializado às vítimas, a capacitação de servidores e a adoção de protocolos para reduzir as diferenças existentes entre os municípios no acolhimento às mulheres.
A proposta é tratar o enfrentamento à violência como uma política pública permanente e integrada, envolvendo áreas como segurança, saúde, educação e assistência social.
Um dos principais compromissos apresentados por Pivetta durante o encontro está relacionado à própria composição da administração estadual.
O governador estabeleceu como meta alcançar 50% de mulheres nos cargos de chefia e liderança do Governo de Mato Grosso em um eventual novo mandato. A medida, segundo a proposta apresentada no encontro, busca ampliar a participação feminina nos espaços onde são tomadas as principais decisões da administração pública.
A presença de Gisela Simona como candidata a vice também ganhou destaque no evento e reforçou a participação feminina na chapa encabeçada pelo governador.
Caso Pivetta e Gisela sejam eleitos, ela poderá se tornar a segunda mulher da história de Mato Grosso a ocupar a vice-governadoria. A primeira foi Iraci França, que exerceu o cargo entre 2003 e 2007.
O 10Elas também serviu como espaço para discutir mecanismos capazes de fazer com que as políticas de proteção cheguem aos diferentes municípios de Mato Grosso, especialmente por meio da padronização e qualificação do atendimento prestado às vítimas.
Ao levar o tema para o centro da campanha eleitoral, Pivetta e Gisela sinalizam que a proteção às mulheres e a ampliação da presença feminina no comando do Estado estarão entre as bandeiras defendidas pela chapa na disputa de 2026.
O compromisso anunciado, porém, terá como principal desafio transformar as propostas apresentadas durante a campanha em ações permanentes, com estrutura, orçamento, profissionais capacitados e atendimento efetivo também nos municípios mais distantes dos grandes centros.
Com o encerramento do Agosto Lilás, a mensagem apresentada pela chapa é de que o enfrentamento à violência contra a mulher não deve se limitar a um mês de mobilização, mas permanecer como política pública durante todo o ano.

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