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Max Russi destaca liderança da Assembleia Legislativa em fórum de desenvolvimento sustentável

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) assumiu protagonismo na abertura do Fórum de Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico, realizado em parceria com o Lide Mato Grosso, nesta quarta-feira (27), em Cuiabá. O evento, realizando no Espaço Reali Buffet Leila, segue até quinta-feira (28) e reúne ex-presidentes, ex-ministros, governadores, deputados, empresários e especialistas para discutir estratégias que conciliem crescimento econômico e preservação ambiental.

O presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), ressaltou que Mato Grosso ocupa posição estratégica na produção de alimentos para o Brasil e o mundo, mas que é fundamental avançar em modelos sustentáveis. Segundo ele, o fórum reforça o papel da Assembleia como espaço de diálogo e colaboração entre setores público e privado. “Este é um momento para buscar soluções inovadoras que gerem resultados concretos para a população e garantam um futuro sustentável para Mato Grosso”, afirmou.

Entre as personalidades presentes, nomes de destaque nacional como o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o ex-governador de São Paulo João Dória deram amplitude às discussões. Temer ressaltou a importância da interlocução entre os poderes e da diplomacia política que, segundo ele, extrapola fronteiras estaduais. “Desejo saudar este momento em que a União se estabelece e realiza uma reunião em Cuiabá, um estado com o qual mantemos uma relação de proximidade extraordinária”, declarou.

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A presença da Assembleia Legislativa no fórum também foi destacada por parlamentares. O deputado Dr. João (MDB) avaliou que o debate é oportuno e essencial para ampliar a compreensão sobre os desafios ambientais em Mato Grosso. “A troca de experiências entre setor empresarial e classe política é enriquecedora e contribui para a formulação de políticas públicas eficazes”, disse. Já o deputado Júlio Campos (União) ressaltou a importância de sediar em Cuiabá um evento que, tradicionalmente, ocorre em grandes capitais internacionais. “A realização deste fórum aqui é motivo de satisfação. Temos a presença de personalidades de alto nível que debatem conosco projetos para o Centro-Oeste, para Mato Grosso e para o Brasil”, afirmou.

Foto: Luciano Campbell/ALMT

O deputado Wilson Santos (PSD) destacou o potencial do estado na transição para um modelo de desenvolvimento mais sofisticado, baseado na agroindústria. Para ele, Mato Grosso vive um momento extraordinário, deixando de ser visto como periferia e passando a atrair o interesse global de investidores. A deputada Sheila (PSDB), por sua vez, chamou atenção para a relevância de ouvir especialistas de renome internacional na construção de políticas públicas. “Conciliar desenvolvimento com sustentabilidade é um desafio complexo. O debate com personalidades experientes ajuda Mato Grosso a se preparar para o futuro. Nosso estado já preserva 62% de seu território, e esse dado deve ser convertido em políticas eficazes diante das mudanças climáticas”, observou.

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Na abertura do fórum, foram realizados três painéis:

“O compromisso ambiental de governos e do setor privado com a descarbonização”.

“Construindo um agro sustentável: inovação, governança e valor compartilhado”.

“Liderança política: o papel do Brasil na construção de um futuro sustentável”.

Para esta quinta-feira (28), estão previstos os debates “A diplomacia do clima: soberania, cooperação e responsabilidade” e “Desenvolvimento econômico e sustentabilidade: um equilíbrio necessário”.

Com a realização do fórum, a Assembleia Legislativa reafirma seu papel de liderança como espaço de diálogo e construção de políticas públicas capazes de projetar Mato Grosso no cenário nacional e internacional como referência em produção, inovação e preservação ambiental.

Fonte: ALMT – MT

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Empresas ligadas à família de Wellington receberam R$ 3 milhões em benefícios, aponta levantamento

Dados atribuídos à Sefaz-MT indicam incentivos a três empresas entre 2019 e 2025; senador havia declarado que seus negócios nunca receberam benefício fiscal

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Empresas relacionadas ao senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) e a familiares receberam aproximadamente R$ 3,04 milhões em benefícios tributários entre 2019 e 2025, segundo levantamento publicado nesta quarta-feira (16) pelo jornal A Gazeta, elaborado a partir de informações da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).

A informação ganhou repercussão após uma declaração de Wellington durante entrevista à TV Centro América, na terça-feira (15). Ao falar sobre sua trajetória empresarial e criticar a política de incentivos fiscais, o senador afirmou que mantém empresas há mais de 50 anos e que nunca havia recebido benefício dessa natureza.

De acordo com o levantamento divulgado, três empresas aparecem entre as beneficiárias. A Zootec teria recebido R$ 1,081 milhão em incentivos fiscais; a Raça Agro Norte, R$ 1,037 milhão; e a SGM, R$ 919,9 mil. Juntos, os valores chegam a cerca de R$ 3,038 milhões no período analisado.

Relação com familiares

A Raça Agro Norte é administrada por João Antônio Fagundes Neto, filho do senador. Registros públicos citados nas reportagens também relacionam João Antônio à Zootec. Documentos referentes ao Grupo Raça Agro incluem Zootec, Raça Agro Norte e SGM entre as empresas vinculadas ao grupo empresarial administrado pelo filho de Wellington.

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Os dados divulgados, portanto, dizem respeito a empresas relacionadas ao senador e a familiares, e não significam que os R$ 3 milhões tenham sido pagos diretamente a Wellington Fagundes.

Wellington defende mudança nos critérios

Apesar das críticas ao atual modelo, Wellington não propõe acabar com a política de incentivos fiscais. O candidato defende mudanças nos critérios de concessão e sustenta que empresas beneficiadas devem apresentar contrapartidas ao Estado, incluindo geração de empregos, industrialização, investimentos e retorno socioeconômico e ambiental.

O senador também tem defendido que pequenos e médios empreendedores tenham maior acesso aos incentivos e às linhas de crédito estaduais.

Debate sobre incentivos

A discussão sobre benefícios fiscais ganhou espaço durante a campanha eleitoral em Mato Grosso. A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) tem defendido a manutenção da política e afirma que, para cada R$ 1 de renúncia fiscal concedido pelos programas estaduais, foram registrados R$ 4,66 em investimentos diretos no Estado.

A entidade também cita o estudo Custo Mato Grosso, segundo o qual produzir no Estado gera custos adicionais em comparação às regiões Sul e Sudeste devido a fatores como infraestrutura rodoviária, ferroviária e energética, distância dos grandes centros consumidores e questões relacionadas à mão de obra.

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