DENUNCIA DA OI
Mauro Mendes nega irregularidades em acordo com a Oi e diz que acusação é “farsa jurídica” – veja entrevista
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), reagiu nesta quarta-feira (11) às denúncias envolvendo o acordo firmado entre o Estado e a empresa Oi S.A., que resultou no pagamento de R$ 308 milhões no âmbito de um processo relacionado ao ICMS. Ele classificou as acusações como “mentirosas”, “levianas” e fruto de “má-fé processual”.
As declarações foram dadas poucas horas antes de procuradores do Estado prestarem esclarecimentos na Assembleia Legislativa, após a oposição passar a tratar o caso como “escândalo da Oi”.
Segundo Mendes, o acordo foi celebrado dentro da legalidade e homologado pela Justiça responsável pela recuperação judicial da empresa. À época, a dívida girava em torno de R$ 600 milhões e, conforme o governador, o pagamento final de R$ 308 milhões representou economia significativa aos cofres públicos.
“O Estado agiu legalmente e pagou legalmente uma dívida que era de R$ 600 milhões. Fizemos um acordo e pagamos R$ 308 milhões. Isso gerou economia ao erário”, afirmou.
Acusações partiram de Pedro Taques
As denúncias foram formalizadas pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que ingressou com ação popular pedindo a nulidade do contrato e o bloqueio de bens dos envolvidos.
Ele também apresentou representações a órgãos de controle.
Taques questiona o destino dos recursos após o pagamento e sustenta que parte do valor teria sido direcionada a fundos de investimento ligados a familiares e pessoas próximas ao chefe do Executivo estadual. Uma das suspeitas levantadas envolve a destinação de cerca de R$ 150 milhões a um fundo cujo principal cotista seria o pai do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.
Governo nega vínculo com fundos
Mauro Mendes negou qualquer ligação com os fundos citados nas denúncias e afirmou que o Estado não tem responsabilidade sobre a destinação privada dos recursos após o cumprimento do acordo judicial.
“Esses fundos não têm nada a ver comigo, com a minha família ou com o Fábio Garcia. Depois que o dinheiro vira privado, não cabe ao Estado explicar o que é feito na esfera privada”, declarou.
O governador informou ainda que ingressou com interpelação judicial para que Pedro Taques apresente provas das acusações.
Assembleia convoca procuradores
A Assembleia Legislativa aprovou a convocação de representantes da Procuradoria-Geral do Estado para detalhar o trâmite jurídico do acordo. A expectativa é que sejam apresentados documentos técnicos e fundamentos legais que embasaram a negociação, especialmente quanto à legalidade do procedimento e à inexistência de prescrição.
O requerimento parlamentar aponta divergências em manifestações da PGE em processos envolvendo a mesma empresa. Em um caso, houve acordo que resultou na devolução de aproximadamente R$ 308 milhões em ICMS; em outro, teria havido manifestação contrária à autocomposição sob alegação de ausência de permissivo legal.
Veja entrevista
POLÍTICA MT
Fábio Garcia reage a acusações e diz que decisão do STF não aponta qualquer ato seu no caso Oi – assistam
Candidato a vice na chapa de Otaviano Pivetta afirma que não foi alvo de busca e apreensão, nega participação em fundos citados nas investigações e promete apresentar documentos para rebater as acusações.
O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos), divulgou um vídeo nesta quinta-feira (6) para rebater as acusações que passaram a circular após os desdobramentos da investigação envolvendo o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.
Na manifestação, Garcia afirmou que houve uma tentativa de associar seu nome ao caso sem que exista qualquer ato administrativo que demonstre sua participação. Segundo ele, a própria decisão do ministro Flávio Dino não aponta qualquer conduta atribuída ao parlamentar.
“Forçaram a barra para me envolver. Tanto é que a decisão do ministro Flávio Dino foi incapaz de apontar um único ato meu neste caso da Oi“, declarou.
O deputado também negou ter sido alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação. Segundo ele, a informação divulgada por adversários políticos não corresponde aos fatos.
Garcia afirmou ainda possuir documentos que, segundo sua versão, demonstram que ele nunca foi acionista ou cotista dos fundos de investimento mencionados nas acusações. Além disso, rebateu informações envolvendo seus pais, dizendo que também não possuem participação nas empresas citadas.
De acordo com o parlamentar, a documentação será apresentada gradualmente para contestar cada uma das acusações divulgadas. Ele sustentou que pretende comprovar sua versão dos fatos com documentos e afirmou acreditar que as investigações esclarecerão o caso.
Ao encerrar o pronunciamento, Fábio Garcia disse confiar que a verdade prevalecerá e reiterou que continuará respondendo às acusações por meio da apresentação de provas e esclarecimentos públicos.
Veja o video
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