40 ANOS DE ESPERA

Mauro Mendes inaugura o melhor hospital público do País – Veja o video

Após mais de três décadas de obras paralisadas, Hospital Central de Cuiabá é entregue com padrão Albert Einstein, 287 leitos, tecnologia de ponta e investimento de R$ 280 milhões, marcando uma nova era para a saúde pública de Mato Grosso

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Após 40 anos de espera, o governador Mauro Mendes (União) inaugurou nesta sexta-feira (19) o novo Hospital Central de Cuiabá, classificando a unidade como “o melhor hospital público do Brasil”. A entrega do complexo hospitalar representa um marco histórico para a saúde pública de Mato Grosso, encerrando um dos mais longos períodos de obras paralisadas da história do Estado.

Com 287 leitos, sendo 96 de UTI, estrutura moderna e gestão do Hospital Albert Einstein, o Hospital Central nasce como referência nacional no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com capacidade para impressionar até usuários da rede privada.

Durante a inauguração, Mauro Mendes destacou que a decisão tomada em 2019 foi ousada, mas necessária. Segundo ele, o Estado optou por abandonar o projeto antigo e iniciar uma nova concepção hospitalar, aproveitando o terreno amplo e a localização estratégica para construir uma unidade muito maior e mais eficiente.

“Nós decidimos iniciar um investimento que começaria por um novo projeto. O terreno era grande, a localização excepcional, e isso criou condições para reiniciar essa obra em uma dimensão muito maior”, afirmou o governador.

Estrutura ampliada e padrão de excelência
Atualmente, o Hospital Central conta com 32 mil metros quadrados de área construída, mais de três vezes o tamanho previsto no projeto original, que previa cerca de 9 mil metros quadrados. Mauro Mendes ressaltou a qualidade da obra e classificou o empreendimento como um divisor de águas para a saúde pública do Estado.

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“Estamos entregando um hospital que, seguramente, é um dos melhores do Brasil. Pela estrutura e pela gestão, ele se coloca em um patamar comparável aos grandes centros de referência da saúde privada”, destacou.

O governador também explicou que a ativação do hospital será feita de forma gradual, devido à complexidade da operação. A expectativa é que mais de 1.500 profissionais atuem na unidade quando estiver em pleno funcionamento.

“Não é algo da noite para o dia. É um processo faseado, ajustando engrenagens, para que um bom serviço seja prestado. Mas tenho certeza de que, no primeiro semestre de 2026, já estaremos operando com 100% da capacidade”, afirmou.

Referência para o SUS

Mauro Mendes enfatizou que o Hospital Central estabelece uma nova referência de qualidade no SUS, reforçando que qualquer cidadão poderá ser atendido apenas com o cartão do sistema público.
“Um amigo brincou comigo perguntando como fazia para usar o hospital. Eu disse: é só ter a carteirinha do SUS, porque aqui não vai precisar de plano de saúde”, contou.
O governador também agradeceu aos profissionais de saúde, técnicos, empresas e servidores públicos envolvidos no projeto ao longo de quase cinco anos, além das equipes de diversas secretarias estaduais que contribuíram para a viabilização da obra.

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Em tom emocionado, Mendes destacou o apoio da família ao longo de quase sete anos de gestão e afirmou que o Hospital Central simboliza uma mudança de padrão nas obras públicas de Mato Grosso.
“Tenho absoluta convicção de que esse esforço coletivo está sendo recompensado. Isso aqui vai entrar para a história como uma referência de saúde e de qualidade”, declarou.

Ao concluir, o governador reforçou o orgulho pelo resultado alcançado:
“Tenho muito orgulho do nosso Mato Grosso e desse espetacular hospital, porque eu sei que aqui muitas vidas serão salvas e muitas dores serão aliviadas”, completou.

Fonte Mídianews

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POLÍTICA MT

Irajá avança no PSD, ameaça derrotar Emanuelzinho nas urnas e aumenta pressão sobre clã Pinheiro

Projeções eleitorais colocam Irajá Lacerda em vantagem na disputa interna pela Câmara Federal e indicam cenário difícil para Emanuel Pinheiro Filho, que tenta conquistar o terceiro mandato consecutivo

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O avanço da campanha de Irajá Lacerda dentro do PSD começa a desenhar um cenário preocupante para o deputado federal Emanuel Pinheiro Filho, o Emanuelzinho, que busca nas eleições de outubro conquistar o terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.

A pouco mais de três semanas da votação, projeções eleitorais apontam Irajá como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, situação que pode deixar Emanuelzinho fora da única vaga direta projetada para a legenda.

A avaliação publicada nesta sexta-feira (11) pelo jornalista Romilson Dourado, do RDNews, leva em consideração o cenário atual da disputa, pesquisas, estrutura eleitoral, grupos de apoiadores, desempenho interno das candidaturas e volume de campanha. Segundo a análise, Irajá Lacerda desponta como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, cenário que ameaça diretamente a tentativa de Emanuelzinho de conquistar o terceiro mandato.

A projeção indica que Irajá pode ultrapassar a casa dos 80 mil votos. Em 2022, o advogado recebeu 54.607 votos, mas não conseguiu se eleger em razão do desempenho da legenda.

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Agora, além de sua principal base eleitoral na região de Cáceres, Irajá aparece com expansão política para outras regiões de Mato Grosso, incluindo Baixada Cuiabana, Médio-Norte e Araguaia, aumentando sua competitividade dentro da própria chapa.

Para Emanuelzinho, o problema está justamente na matemática da eleição proporcional. A projeção aponta um quociente eleitoral próximo de 231 mil votos, enquanto o PSD poderia alcançar aproximadamente 265 mil. Nesse desenho, a legenda teria condições de conquistar uma vaga direta.

Com apenas uma cadeira direta em jogo, a disputa interna passa a ser decisiva: Emanuelzinho precisa não apenas obter uma votação expressiva, mas superar os próprios companheiros de partido.

O deputado tenta renovar o mandato depois de oito anos consecutivos na Câmara Federal. Na reta final, seu desempenho parlamentar e as entregas realizadas durante esse período também entram no debate político e passam a ser explorados por adversários na tentativa de convencer o eleitorado pela renovação.

Nos bastidores, o risco de Emanuelzinho perder espaço para Irajá aumenta a pressão sobre o grupo político da família Pinheiro, que tem no mandato federal uma de suas principais posições na política estadual.

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O quadro, porém, ainda é uma projeção e não representa antecipação do resultado das urnas. Com pouco mais de três semanas de campanha, movimentações políticas, estrutura partidária e desempenho individual dos candidatos ainda podem alterar a composição da chapa.

Se Irajá confirmar nas urnas o desempenho projetado e terminar como o mais votado do PSD, Emanuelzinho poderá ver interrompida sua trajetória na Câmara Federal. A batalha mais perigosa para o deputado, portanto, pode não estar nos partidos adversários, mas dentro da própria chapa.

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