REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

Júlio Campos faz apelo para evitar despejo de 700 famílias em Várzea Grande após decisão judicial

Deputado defende diálogo entre Estado, Judiciário e moradores do bairro São Gonçalo para evitar retirada de famílias que vivem na região desde 1999

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O deputado estadual Júlio Campos fez um apelo público em defesa de cerca de 700 famílias do bairro São Gonçalo, em Várzea Grande, que correm risco de despejo após decisão da Justiça negar o pedido de usucapião da área ocupada há mais de duas décadas.

Durante pronunciamento em plenário, o parlamentar pediu “bom senso” ao Poder Judiciário e ao Governo do Estado para evitar a retirada forçada dos moradores, que vivem no local desde 1999.

“Esses cidadãos estão na região desde 1999. A Justiça e o Estado precisam ter bom senso e não despejar essas 700 famílias sem antes buscar um acordo”, afirmou o deputado.

A decisão judicial de primeira instância determinou prazo de 60 dias para a desocupação da área, sob possibilidade de uso de força policial em caso de descumprimento da ordem.

Segundo informações do processo, a ação foi movida por Silvio Pires da Silva, que afirma ser proprietário do imóvel. A área teria sido adquirida por meio de leilão judicial relacionado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O terreno possui cerca de 28 hectares e abriga centenas de famílias há aproximadamente 26 anos.

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Os moradores alegam que ocupam o local de forma contínua e pacífica desde 1999 e defendem o direito à posse por meio de usucapião. Apesar disso, a Justiça reconheceu a propriedade formal do autor da ação.

Em nova manifestação, Júlio Campos reforçou que a área corresponde à antiga Cerâmica Dom Bosco e alertou para os impactos sociais de uma possível reintegração de posse.

“O povo vive nessa área há décadas. Quero reforçar esse apelo ao Poder Judiciário de Mato Grosso em prol da compreensão e da não desocupação que vai afetar de forma muito negativa a vida dessas famílias”, declarou.

O deputado também destacou que ainda existe possibilidade de construção de acordo entre proprietários, moradores e poder público para solucionar o impasse fundiário sem prejudicar as famílias residentes na região do São Gonçalo.

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POLÍTICA MT

Irajá avança no PSD, ameaça derrotar Emanuelzinho nas urnas e aumenta pressão sobre clã Pinheiro

Projeções eleitorais colocam Irajá Lacerda em vantagem na disputa interna pela Câmara Federal e indicam cenário difícil para Emanuel Pinheiro Filho, que tenta conquistar o terceiro mandato consecutivo

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O avanço da campanha de Irajá Lacerda dentro do PSD começa a desenhar um cenário preocupante para o deputado federal Emanuel Pinheiro Filho, o Emanuelzinho, que busca nas eleições de outubro conquistar o terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.

A pouco mais de três semanas da votação, projeções eleitorais apontam Irajá como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, situação que pode deixar Emanuelzinho fora da única vaga direta projetada para a legenda.

A avaliação publicada nesta sexta-feira (11) pelo jornalista Romilson Dourado, do RDNews, leva em consideração o cenário atual da disputa, pesquisas, estrutura eleitoral, grupos de apoiadores, desempenho interno das candidaturas e volume de campanha. Segundo a análise, Irajá Lacerda desponta como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, cenário que ameaça diretamente a tentativa de Emanuelzinho de conquistar o terceiro mandato.

A projeção indica que Irajá pode ultrapassar a casa dos 80 mil votos. Em 2022, o advogado recebeu 54.607 votos, mas não conseguiu se eleger em razão do desempenho da legenda.

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Agora, além de sua principal base eleitoral na região de Cáceres, Irajá aparece com expansão política para outras regiões de Mato Grosso, incluindo Baixada Cuiabana, Médio-Norte e Araguaia, aumentando sua competitividade dentro da própria chapa.

Para Emanuelzinho, o problema está justamente na matemática da eleição proporcional. A projeção aponta um quociente eleitoral próximo de 231 mil votos, enquanto o PSD poderia alcançar aproximadamente 265 mil. Nesse desenho, a legenda teria condições de conquistar uma vaga direta.

Com apenas uma cadeira direta em jogo, a disputa interna passa a ser decisiva: Emanuelzinho precisa não apenas obter uma votação expressiva, mas superar os próprios companheiros de partido.

O deputado tenta renovar o mandato depois de oito anos consecutivos na Câmara Federal. Na reta final, seu desempenho parlamentar e as entregas realizadas durante esse período também entram no debate político e passam a ser explorados por adversários na tentativa de convencer o eleitorado pela renovação.

Nos bastidores, o risco de Emanuelzinho perder espaço para Irajá aumenta a pressão sobre o grupo político da família Pinheiro, que tem no mandato federal uma de suas principais posições na política estadual.

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O quadro, porém, ainda é uma projeção e não representa antecipação do resultado das urnas. Com pouco mais de três semanas de campanha, movimentações políticas, estrutura partidária e desempenho individual dos candidatos ainda podem alterar a composição da chapa.

Se Irajá confirmar nas urnas o desempenho projetado e terminar como o mais votado do PSD, Emanuelzinho poderá ver interrompida sua trajetória na Câmara Federal. A batalha mais perigosa para o deputado, portanto, pode não estar nos partidos adversários, mas dentro da própria chapa.

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