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Novo Hemocentro de Várzea Grande é entregue à população

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A inauguração do novo Hemocentro “Davi Almeida Franco”, em Várzea Grande, ganhou um tom ainda mais especial nesta terça-feira (25). Além de representar um avanço histórico para a saúde pública, o evento foi marcado por uma homenagem profundamente emocionante ao pequeno Davi, de nove anos, que perdeu a vida após ser atingido por uma linha de cerol enquanto andava de bicicleta no bairro Cristo Rei.

O novo Hemocentro, localizado na antiga sede do DAE (Departamento de Água e Esgoto), no bairro Cristo Rei, conta com estrutura moderna, capacidade para até 50 coletas por dia e equipe especializada. A unidade foi inaugurada com a presença da prefeita Flávia Moretti, do vice-prefeito Tião da Zaeli, de vereadores, do vereador Alessandro Moreira, que articulou a emenda junto ao deputado Dr. João, e de representantes do Hemocentro de Mato Grosso.

A unidade, totalmente reformada e equipada graças a uma emenda de meio milhão de reais destinada pelo deputado estadual Dr. João (MDB), agora carrega o nome de Davi como forma de manter viva sua memória e transformar a dor da perda em gesto de amor e esperança.

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Durante a solenidade, Dr. João fez uma fala comovente à mãe de Davi, Ângela Maria, relembrando que também enfrentou a dor irreparável de perder um filho: o jovem Dr. Rafael Vidigal de Matos.

“Eu perdi um filho também. Hoje ele mora no céu, junto com o seu pequeno Davi. Uma tragédia tornou-se uma situação extremamente linda, que é dar o nome do pequeno Davi a este Hemocentro. Ele vai deixar saudades eternas, assim como o meu filho deixa até hoje. Essa lembrança dele vai ser muito mais significativa. Toda vez que alguém passar aqui, vai lembrar do Davi. Toda vez que uma vida for salva através do sangue doado aqui, ele estará vivendo junto a esta pessoa”, declarou o deputado.

Emocionada, Ângela Maria agradeceu pela homenagem e ressaltou a luz que o filho carregava. “Eu recebo com muito carinho e felicidade essa homenagem. O Davi era uma criança que onde chegava era impossível não se encantar por ele. Ele era uma criança anônima e agora todo mundo conhece ele. Ele não merecia ter passado pelo que passou. Eu queria voltar no tempo, mas são os planos de Deus. Saber que, mesmo não estando mais aqui, ele vai continuar fazendo o bem é algo que acalenta o coração”, afirmou.

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Para Dr. João, a homenagem ao pequeno Davi faz parte de um compromisso que vai além da política.

“Dar o nome de Davi a este espaço é eternizar a história de uma criança que marcou vidas. Que esta unidade salve muitas pessoas e que cada gota de sangue doada aqui leve consigo o exemplo do amor que esse menino deixou”, afirmou.

Atendimento – O Hemocentro “Davi Almeida Franco” começa a atender a população de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, ampliando a capacidade de coleta e abastecimento de sangue em toda a região metropolitana.

Fonte: ALMT – MT

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Em debate quente, Wellington e Natasha miram Pivetta, que reage: “jogo combinado”

Governador também critica trajetória política de senador e enfrenta adversários em discussões sobre saúde, habitação, incentivos fiscais e obras

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Os três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso participaram, na noite desta terça-feira (29), de um debate promovido pela TV Centro América. Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) apresentaram propostas e trocaram críticas em discussões que envolveram saúde, segurança, funcionalismo público, infraestrutura, habitação e incentivos fiscais.

Logo no primeiro bloco, a saúde esteve entre os principais assuntos. Pivetta questionou Natasha sobre as prioridades para o setor. A candidata afirmou que pretende reduzir as filas por consultas, exames e procedimentos e defendeu uma mesa permanente de negociação com os servidores públicos. Também apresentou propostas relacionadas às creches, ao combate à violência contra a mulher e à ampliação do efetivo policial.

Na resposta, Pivetta destacou investimentos realizados durante a atual gestão e citou a abertura da Santa Casa, do Hospital Central e do Hospital Regional de Alta Floresta. O governador também afirmou que o tempo médio de espera na rede estadual teria diminuído. Natasha contestou os números apresentados e afirmou que ainda existe uma grande demanda reprimida por atendimentos. 

O confronto entre Pivetta e Wellington ganhou força quando o governador questionou a trajetória política do senador. Pivetta afirmou que o adversário participa frequentemente de eleições e declarou que, para ele, “eleição é a safra”. Wellington respondeu dizendo que considera a atividade política uma forma de serviço público e destacou seus 36 anos de atuação.

No segundo bloco, Wellington questionou Natasha sobre medidas para combater a criminalidade. A candidata defendeu concursos para ampliar o efetivo policial, investimentos em inteligência e reforço das estruturas de proteção às mulheres, incluindo a Patrulha Maria da Penha e delegacias especializadas.

A habitação também provocou confronto. Pivetta afirmou que o governo já viabilizou cerca de 40 mil moradias e que busca autorização para contratar R$ 1,5 bilhão em financiamentos para novas construções. Wellington criticou a destinação de recursos e voltou a questionar a política de incentivos fiscais do Estado. 

O tema levou Pivetta a cobrar Wellington sobre uma declaração anterior de que renunciaria à candidatura caso fosse comprovado que empresas de sua família receberam incentivos fiscais. O senador negou ter recebido o benefício e desafiou o governador a abrir seus sigilos bancário e fiscal. As acusações e respostas foram apresentadas pelos próprios candidatos durante o debate. 

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Outro momento de tensão ocorreu quando Natasha questionou Pivetta sobre uma acusação de violência doméstica envolvendo uma ex-esposa, episódio que ganhou repercussão após reportagem exibida pelo Fantástico em 2021. O governador afirmou que foi inocentado e aproveitou o espaço para destacar ações de sua gestão voltadas à proteção das mulheres, entre elas a criação do Gabinete da Mulher, Patrulhas Maria da Penha e estruturas especializadas de atendimento.

Na sequência, os candidatos discutiram infraestrutura. Wellington questionou Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. Ele lembrou que o projeto, originalmente concebido como VLT, foi retomado como BRT e ainda não havia sido concluído.

Natasha criticou o andamento das obras e defendeu um sistema de transporte público mais moderno e sustentável. Pivetta, por sua vez, afirmou que o primeiro trecho do BRT está em fase de conclusão, com as estações em construção. 

O debate também registrou troca de críticas sobre alianças políticas. Natasha rebateu a classificação de “velha política” e lembrou que Pivetta e Wellington foram aliados na eleição anterior. Ela também citou a relação política entre integrantes dos grupos dos dois candidatos.

No terceiro bloco, turismo e funcionalismo público entraram na discussão. Wellington defendeu a criação de programas de incentivo ao setor turístico, com qualificação profissional, crédito para pousadas e hotéis e estímulo à navegação dos rios. O senador também citou a possibilidade de ampliar a integração de Mato Grosso com países sul-americanos por meio de uma ligação de Vila Bela da Santíssima Trindade com o Oceano Pacífico. 

Na discussão sobre os servidores públicos, Natasha e Wellington afirmaram que pretendem pagar a Revisão Geral Anual (RGA) que não foi concedida no período da pandemia. Natasha citou o percentual de 18,38% e afirmou que pretende estabelecer um cronograma para quitar o valor. Wellington também defendeu a valorização do funcionalismo e criticou a situação dos servidores. 

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No quarto e último bloco, os incentivos fiscais voltaram ao centro do debate. Natasha questionou Pivetta sobre renúncias fiscais e mencionou o valor de aproximadamente R$ 500 milhões que, segundo ela, teria deixado de entrar nos cofres públicos após o início da gestão. Pivetta defendeu a política de incentivos e afirmou que os benefícios seguem critérios legais e passam pela atuação da equipe econômica do Estado. 

Em seguida, Pivetta questionou Wellington sobre a promessa de pagar a RGA aos servidores e classificou a proposta do senador como “mentirosa”. Wellington respondeu citando a necessidade de valorização do funcionalismo e afirmou que o último Plano de Cargos e Carreiras foi elaborado durante a gestão do ex-governador Dante de Oliveira.

Na parte final, Wellington voltou a questionar Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. O senador lembrou que o projeto foi retomado em 2020 como BRT e afirmou que a obra ainda não havia sido concluída, apesar de uma previsão anterior de entrega. Natasha concordou com as críticas e defendeu a necessidade de modernização do transporte público.

O encerramento também foi marcado por críticas políticas. Pivetta afirmou que os adversários haviam se unido para atacá-lo e classificou a atuação dos dois como um “jogo combinado”. Wellington destacou sua trajetória política e defendeu uma administração baseada no diálogo e em um “governo humano”. Natasha, por sua vez, encerrou sua participação criticando problemas na saúde, feminicídios e outras questões que considera prioritárias para Mato Grosso.

O debate ocorreu na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e reuniu os três candidatos em quatro blocos de perguntas e respostas. 

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