COMPROMISSO COM CRISTÃOS

Janaína assina carta com igrejas e promete levar compromissos ao Senado; veja os principais pontos

Candidata ao Senado participou de convenção da Igreja do Evangelho Quadrangular em Cuiabá e formalizou propostas relacionadas à família, liberdade religiosa e atuação social

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A candidata ao Senado por Mato Grosso, Janaína Riva (MDB), assinou neste sábado (19) uma Carta de Princípios e Compromissos Invioláveis com a Igreja de Cristo, a família, a sociedade mato-grossense e a liberdade religiosa. O documento foi apresentado durante a 38ª Convenção Estadual da Igreja do Evangelho Quadrangular, realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

Segundo Janaína, a carta representa um compromisso para os oito anos de eventual mandato no Senado. O documento foi registrado e reconhecido em cartório. Durante o evento, a candidata afirmou que decidiu formalizar os compromissos com igrejas evangélicas do Estado para além do período eleitoral. 

Entre os princípios descritos na carta estão a defesa da vida desde a concepção, da família e da infância, além da liberdade de culto, da imunidade dos templos e do direito à livre manifestação da fé. O documento também inclui compromissos relacionados ao combate à violência contra as mulheres, à proteção de crianças e ao fortalecimento de instituições cristãs que desenvolvem atividades sociais e filantrópicas. 

Outro ponto apresentado por Janaína é a criação de condições para que recursos públicos possam chegar a comunidades terapêuticas e instituições cristãs que atuam no acolhimento de famílias, na recuperação de pessoas com dependência química e na assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade. A candidata defendeu a redução da burocracia nas parcerias entre o poder público e essas instituições.

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Durante a convenção, Janaína também afirmou que pretende manter uma atuação no Congresso Nacional voltada à defesa da Constituição Federal e de pautas do segmento cristão. Ela declarou ainda que pretende apresentar a carta a outras lideranças de diferentes vertentes evangélicas de Mato Grosso. 

A assinatura ocorreu diante do pastor Antonio Ferreira, presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular em Mato Grosso, durante a programação que reuniu lideranças e integrantes da denominação. A agenda também contou com a participação de outros nomes políticos, incluindo o candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes, conforme programação divulgada para este sábado. 

A carta reúne, portanto, compromissos declarados pela candidata para uma eventual atuação no Senado, com foco em liberdade religiosa, pautas familiares, proteção de crianças e mulheres e apoio a ações sociais desenvolvidas por instituições cristãs. 

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POLÍTICA MT

Natasha aposta em crescimento na reta final e acredita que pode chegar ao 2º turno

Candidata do PSD aposta no crescimento na reta final, intensifica o corpo a corpo com eleitores e defende uma alternativa à polarização entre Pivetta e Wellington

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A candidata ao Governo de Mato Grosso pelo PSD, Natasha Slhessarenko, afirmou estar confiante com o desempenho de sua campanha na reta final da eleição e disse acreditar que pode crescer nos últimos dias e alcançar o segundo turno. Em entrevista ao RDNews e ao RdTV Cast, Natasha afirmou que um tracking diário contratado por sua campanha aponta crescimento consistente e que também tem percebido maior movimentação nas ruas, com intensificação do contato direto com os eleitores.

Segundo a candidata, a campanha ganhou volume nos últimos dias e a polarização entre Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição, e Wellington Fagundes (PL) pode deixar de ser o único fator considerado pelos eleitores na escolha para o Governo de Mato Grosso. “Eu estou fazendo muita rua, muito corpo a corpo, que é o que eu gosto de fazer: olhar no olho do cidadão, da cidadã, abraçar e poder olhar pra ele e falar assim: como é que eu posso te ajudar? Qual é a sua dor?”, afirmou durante a visita ao site RDNews.

Natasha reconhece que aparece atrás dos dois principais nomes nas pesquisas mencionadas na entrevista, mas avalia que ainda existe espaço para uma reação na reta final. Para ela, a mobilização nas ruas e o contato direto com a população podem contribuir para ampliar sua presença na disputa. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

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A candidata também questionou a centralidade da polarização entre direita e esquerda no processo eleitoral. Na avaliação apresentada por ela, o eleitor deveria considerar principalmente os problemas concretos enfrentados pela população. Natasha citou questões relacionadas à saúde pública e à violência contra as mulheres para defender que o debate eleitoral não fique restrito à orientação ideológica dos candidatos.

“Quem que inventou essa coisa que Mato Grosso é conservador? Por que isso? Porque a gente já viu que o que interessa são os problemas das pessoas. Você prefere discutir direita e esquerda ou que nós vivemos num Estado que mais se espera na fila do SUS? Você prefere discutir direita e esquerda ou vivermos num Estado que mais mata mulheres e resolver o problema disso?”, questionou.

A candidata também mencionou as eleições municipais de 2024 para defender que o eleitor não deve escolher seus representantes apenas pela orientação ideológica. Segundo Natasha, é necessário observar os resultados das administrações e avaliar se as escolhas feitas anteriormente produziram satisfação para a população.

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“Há dois anos atrás se fez uma eleição e a pauta era que tinha que votar candidatos da direita. Como é que estão essas prefeituras? As pessoas estão satisfeitas com as prefeituras porque votaram na ideologia?”, provocou.

Natasha afirmou ainda que decidiu entrar na disputa pelo Governo do Estado com a intenção de se apresentar como uma alternativa aos grupos que, segundo ela, tradicionalmente comandam a política estadual. “A gente precisa votar em pessoas e projetos. E eu me coloco aí por estar cansada de ter sempre os mesmos, votado nos mesmos”, declarou.

Durante a entrevista, a candidata também falou sobre sua motivação para permanecer na corrida eleitoral e criticou o que classificou como uma “deformação” da política. Para Natasha, o político eleito deve exercer o mandato como servidor da população.

“O político é um servidor público que foi eleito com a confiança do voto só pra servir a população”, afirmou. Ela reconheceu que o desgaste da campanha também a atingiu, mas disse que não pretende desistir da disputa. “Hoje esse cansaço também tomou conta de mim, mas eu não desisti. É por isso que eu estou aqui”, concluiu.

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