POLÍTICA MT
Estado reduz arrecadação após decreto que dificulta acesso a armas
Os impactos econômicos deverão ser utilizados como argumento em busca de amenizar os efeitos do Decreto 1.615/2023, emitido pelo governo federal para restringir o acesso a armas de fogo. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) apresentados em reunião da Frente Parlamentar da Segurança Pessoal, realizada na tarde desta segunda-feira (06), a arrecadação tributária do setor armamentista caiu 72% entre 2022 e 2023.
De acordo com o presidente da Frente, deputado estadual Gilberto Cattani (PL), a Sefaz apontou que ano passado o setor movimentou R$ 370 milhões no estado, volume que caiu para R$ 70 milhões até o momento este ano. Outro ponto apresentado pelo parlamentar é com relação à geração de empregos e renda, uma vez que as restrições ao setor fizeram com que 500 postos de trabalho fossem fechados.
Entre as mudanças realizadas pelo Decreto 11.615/2023, que regulamenta a Lei nº 10.826/2003 e estabelece regras e procedimentos relativos à aquisição, ao registro, à posse, ao porte, ao cadastro e à comercialização nacional de armas de fogo, munições e acessórios, estão o limite de horário de funcionamento dos clubes de tiros, a exigência de autorização judicial para o acesso de menores aos clubes e a distância mínima de um quilômetro entre os clubes e escolas.
Além disso, no último dia 1º de novembro, o Decreto 11.764/2023 aumentou as alíquotas do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) de revólveres, pistolas, espingardas, carabinas, spray de pimenta de 29,5 % para 55% e os cartuchos terão uma alíquota de 25%, antes era de 13%.
“Nós vamos lutar com todas as forças para que o setor não seja eliminado. Temos condições de criar leis municipais que viabilizem a instalação dos clubes de tiros, uma vez que é atribuição do município disciplinar o plano diretor. Outro ponto é sugerir a redução da alíquota do ICMS para amenizar o aumento do IPI”, afirmou Cattani.
O deputado federal de Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL), fez uma apresentação durante a reunião sobre os trabalhos da bancada armamentista para reverter os decretos federais e garantir o acesso a armas.
O advogado e professor da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Danilo Atala, destacou o cerceamento do direito à legítima defesa e justificou que o aumento do número de armas registradas e legalizadas é inversamente proporcional ao número de homicídios. “Estes decretos dificultam o acesso justamente por parte de pessoas com menor poder aquisitivo. Os ricos podem comprar suas armas, contratar segurança privada, morar em condomínios. Enquanto o cidadão comum tem seu direito à defesa pessoal restringido pelo aumento do custo e da burocracia”.
O promotor de Justiça de Mato Grosso do Sul, Luciano Lara, também fez uma apresentação em defesa da legalização do armamento e afirmou que durante todo seu exercício profissional nunca viu um homicídio ser cometido por uma arma registrada e legalizada.
Ao final, o deputado Cattani convidou o promotor para que viesse pessoalmente fazer uma apresentação na Frente Parlamentar e disse que uma data deverá ser agendada em breve.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Governo incorpora Santa Casa à rede estadual e reforça expansão hospitalar em Mato Grosso ” mais um hospital na rede estadual destaca Mauro “
Mauro Mendes destaca que aquisição garante continuidade dos serviços e amplia estrutura pública de atendimento; Pivetta afirma que unidade passa a integrar patrimônio do povo mato-grossense
A compra da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá pelo Governo de Mato Grosso representa um dos principais movimentos de fortalecimento da rede pública estadual de saúde nos últimos anos. A avaliação foi feita pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, durante visita à unidade ao lado do governador Otaviano Pivetta.
Segundo Mauro, a aquisição do prédio garante que a população mato-grossense passe a contar oficialmente com mais um hospital estadual, ampliando a capacidade de atendimento e assegurando a continuidade dos serviços prestados pela tradicional instituição.
“Tomamos juntos essa decisão. Agora o Estado fez o cheque, pagou e comprou a Santa Casa para Mato Grosso. A população passa a ter mais um hospital estadual na rede”, afirmou.
Otaviano Pivetta ressaltou que a incorporação da unidade representa a preservação de um patrimônio histórico da saúde mato-grossense. Para o governador, a Santa Casa passa a integrar definitivamente a estrutura pública estadual, fortalecendo o atendimento de alta complexidade.
“Definitivamente a Santa Casa é patrimônio do povo de Mato Grosso. Ela passa a fazer parte da rede estadual de hospitais e continuará prestando serviços essenciais à população”, declarou.
Durante a visita, Mauro Mendes relembrou o cenário encontrado em 2019, quando a Santa Casa enfrentava grave crise financeira e chegou a interromper suas atividades por cerca de 60 dias. Na ocasião, o Governo do Estado assumiu a gestão da unidade, promoveu reformas e garantiu a retomada dos atendimentos.
O ex-governador destacou ainda que o prédio estava prestes a ser leiloado para pagamento de dívidas trabalhistas, o que levou o Estado a participar do processo de aquisição para assegurar a continuidade dos serviços hospitalares.
Referência em áreas como cardiologia, oncologia e pediatria, a Santa Casa é uma das instituições mais tradicionais do Estado, acumulando mais de dois séculos de serviços prestados à população.
A compra da unidade se soma a uma série de investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso na área da saúde, incluindo a entrega do Hospital Central, em Cuiabá, e a implantação de novas unidades hospitalares regionais.
Segundo Mauro Mendes, a expectativa é ampliar ainda mais a rede nos próximos meses com a inauguração de novos hospitais, entre eles as unidades de Tangará da Serra, Confresa, Juína e a conclusão do Hospital Universitário Júlio Müller.
Para o governo estadual, a aquisição da Santa Casa simboliza não apenas a preservação de um patrimônio histórico, mas também o fortalecimento da capacidade de atendimento da saúde pública mato-grossense, consolidando uma nova etapa de expansão da rede hospitalar estadual.
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