DISPUTA NA CÂMARA

Ilde Taques diz ter 15 votos e articulação pela Presidência entra na reta final

Vereador do Podemos afirma que busca ampliar apoio para 17 nomes antes da eleição da Mesa Diretora, marcada para 6 de outubro

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A disputa pela Presidência da Câmara Municipal de Cuiabá entrou na reta final com o vereador Ilde Taques (Podemos) afirmando ter 15 votos para comandar o Legislativo no próximo biênio. Segundo o parlamentar, a articulação ainda pode chegar a 17 apoios antes da eleição da nova Mesa Diretora, marcada para 6 de outubro.

Ilde afirmou que a adesão da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que deixou o grupo ligado a Dilemário Alencar (União Brasil), fortaleceu sua candidatura. O vereador, no entanto, evitou revelar quais seriam os próximos nomes que pretende conquistar, alegando que as negociações ainda estão em andamento.

“Agora chegou ao nosso grupo a Baixinha. Chegamos a um apoio de 15 vereadores e estamos buscando chegar a 17, nessa semana ainda. Eu não posso chamar os nomes. Estão em construção. Até para não atrapalhar a articulação”, declarou.

Na relação apresentada por Ilde estão Adevair Cabral, Baixinha Giraldelli, Chico 2000, Jeferson Siqueira, Dídimo Vovô, Maysa Leão, Eduardo Magalhães, Daniel Monteiro, Alex Rodrigues, Katiuscia Mantelli, Dra. Mara, Sargento Joelson, Michelly Alencar, Maria Avallone e o próprio Ilde.

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O vereador também apresentou uma composição para a Mesa Diretora. Pela proposta, Ilde ficaria na Presidência; Eduardo Magalhães ocuparia a vice-presidência; Adevair Cabral seria o primeiro-secretário; Michelly Alencar, a segunda-secretária; e Maria Avallone ficaria como segunda-vice-presidente, sendo a única mulher indicada para a composição anunciada.

Do outro lado, o grupo ligado à atual presidente da Câmara, Paula Calil (PL), também tenta manter espaço na disputa. Após mudanças no entendimento judicial sobre o quórum necessário para alterar o Regimento Interno, Paula passou a ter novamente a possibilidade de articular uma candidatura à reeleição. Nesta segunda-feira (28), ela confirmou que pretende colocar em votação nesta terça-feira (29) o projeto que permite a recondução, com necessidade de 14 votos.

Paralelamente, aliados de Paula passaram a trabalhar com Dilemário Alencar como alternativa para a Presidência. O vereador mantém a candidatura e afirma que a composição anunciada por Ilde ainda pode sofrer alterações até o dia da votação. “Pode acontecer de tudo”, declarou Dilemário ao comentar a possibilidade de mudanças nos apoios.

A Câmara de Cuiabá é formada por 27 vereadores. A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para 6 de outubro, e as articulações devem continuar nos próximos dias, com os grupos buscando consolidar ou ampliar seus apoios antes da votação.

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COM INFORMAÇÕES DO FOLHA MAX

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POLÍTICA MT

Após suspensão de despejo, famílias reconhecem atuação de Max em Cuiabá

Deputado voltou aos condomínios e defendeu novas alternativas para avançar na regularização dos imóveis

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Os moradores dos residenciais Villas das Minas e Lavras do Sutil I e II agradeceram as articulações do deputado estadual Max Russi (Pode), candidato à reeleição, para impedir o despejo de centenas de famílias que vivem nos condomínios, na região do Porto, em Cuiabá. Durante reunião de campanha realizada na noite de domingo (27), o parlamentar reafirmou o compromisso de continuar acompanhando o caso e buscar alternativas para que o impasse envolvendo os imóveis seja definitivamente solucionado.

“Eu como presidente da Assembleia tenho que usar a minha influência para ajudar as pessoas. Foi isso que eu fiz aqui, como fiz em tantos outros lugares. Nós ganhamos uma luta, mas não a guerra. Precisamos pensar em novas estratégias para avançar. Têm condições da gente buscar recursos do governo do Estado, eu já falei com o governador Otaviano Pivetta. Se precisar mudar a legislação do Estado, eu ajudo com a mudança para que isso seja possível”, afirmou o deputado.

A atuação de Max no caso começou em abril deste ano, quando o parlamentar foi pessoalmente aos condomínios após os moradores receberem a notícia de que poderiam ser retirados dos imóveis. O conflito tem origem na falência da Trese Construtora e Incorporadora Ltda. e se agravou depois que a empresa Trunk Gestão Empresarial arrematou os empreendimentos em leilão judicial.

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Na época, decisão da 1ª Vara Cível de Cuiabá reconheceu o direito da empresa à posse dos imóveis e autorizou o cumprimento dos mandados, inclusive com uso de força policial e arrombamento em caso de resistência. A medida provocou apreensão entre famílias que afirmam ter adquirido os apartamentos de boa-fé e vivem nos residenciais há décadas.

Diante da situação, Max acionou a Corregedoria-Geral da Justiça e pediu formalmente a suspensão das desocupações. A solicitação foi acolhida e, em abril, o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, recomendou a suspensão do despejo e o encaminhamento do caso para análise da Comissão Regional de Soluções Fundiárias. Posteriormente, a Justiça também autorizou a continuidade do processo de regularização fundiária dos imóveis.

Meses depois, os moradores aproveitaram o retorno do deputado aos residenciais para agradecer a atuação naquele momento de incerteza.

“Estou muito feliz e satisfeita com o trabalho do deputado Max Russi, se não fosse ele a gente estaria fora da nosssa moradia. Ele teve muita vontade de nos fortalecer, a gente estava desesperado, sem saber o que fazer”, relatou Elen Regina de Almeida Lopes, que mora há 23 anos no condomínio Lavras do Sutil I.

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“Eu já estava muito desacreditada. Muita pressão, falavam que iam despejar e eu paguei, comprei na planta, paguei, foi uma luta. O Max foi um anjo enviado por Deus. Nós sairemos vitoriosos se Deus quiser”, completou Arlinda Almeida Silva que adquiriu um dos apartamentos há 30 anos.

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