POLÍTICA MT
Frente Parlamentar discute novo modelo para compra de material escolar
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na quinta-feira (27), por meio da Frente Parlamentar em Defesa do Comércio de Bens e Serviços, reunião para discutir a mudança dos kits de materiais escolares pelo modelo do Cartão Voucher, apresentada pelos empresários mato-grossenses. A nova medida deve ser implementada em 2026.
A secretária adjunta de Gestão Regional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Mozara Spencer Guerreiro, afirmou que em 2026 o governo do estado pode substituir os kits escolares (atual modelo de fornecimento de material escolar) por voucher (cartão material escolar). Ela afirmou que a Seduc não é contra a proposta apresentada pelos empresários de papelaria de Mato Grosso.
“A Seduc não é contra o voucher. Inclusive, em alguns estados brasileiros, esse modelo já existe. A secretaria já esteve no Distrito Federal para ver como funciona o método de cartão. Aqui tem algumas lacunas que precisam ser resolvidas. Porque em Mato Grosso há muita diversidade, tem escolas indígenas, quilombolas e rural. Precisamos saber como vai funcionar a logística, como vai funcionar o cartão voucher e todas as despesas”, explicou Spencer.
Questionada se com o voucher os valores dos kits escolares terão acréscimos, Mozara Spencer afirmou que foi feito um estudo preliminar e constatou um valor maior à aquisição dos kits. “Nesse primeiro ano, que a Seduc começou a estudar a possibilidade de implantar o voucher houve um acréscimo de valor. Por isso, a Seduc tem que refazer um estudo para saber quanto vai custar ao Estado”, explicou a secretária adjunta.
Para o ano letivo de 2025, a secretária adjunta afirmou que os kits materiais escolares serão entregues em março para 325 mil alunos, das 628 escolas estaduais espalhadas por todo os 142 municípios de Mato Grosso. O valor contratado pelo governo foi da ordem de R$ 12.196.855,70 milhões. Os kits escolares em Mato Grosso vêm sendo distribuídos aos estudantes das escolas estaduais desde 2022. Nesses quatro anos, o governo já investiu R$ 64.776.546 milhões.
O deputado Diego Guimarães (Republicano), autor do Requerimento que criou a Frente Parlamentar, afirmou que é favorável a política pública para a distribuição dos kits escolares que vem sendo realizado pelo governo. Mas se mostrou favorável a mudança do atual modelo para o voucher. “A vantagem com o cartão é a celeridade na aquisição do material escolar pelos estudantes, e ainda fomentar o comércio local”, disse Guimarães.
A compra do kit de forma individualizada com o cartão, segundo o parlamentar, pelos pais vai possibilitar mais a aproximação do pai e da mãe com os filhos. “Esse momento é tão importante na vida do filho. Outro detalhe positivo é para a educação financeira que pode ser construída com a criança e também com a família dessa criança com relação à aquisição desse kit escolar, por meio do voucher”, disse Guimarães.
O parlamentar afirmou que outras políticas públicas semelhantes já acontecem em outros estados brasileiros, entre eles São Paulo, Rio Grande do Sul e Brasília. “Os técnicos da Seduc estão visitando estados e conhecendo esse modelo e, com isso, buscar meios que possam melhorar a forma de entrega do material escolar em Mato Grosso. Mas é preciso melhorar os que já estão implantados em outros estados”, explicou.
Guimarães disse que no início da segunda quinzena de março, a Frente Parlamentar e os segmentos ligados ao comércio de materiais escolares voltam a se reunir para buscar alternativas legislativas que possam ajudar a melhorar a proposta à implementação de política pública voltadas aos materiais escolares.
O diretor do Sindicato dos Representantes Comerciais do Estado de Mato Grosso (Sirecom/MT), Jean Carlos Moreira de Souza, afirmou que a mudança do modelo atual utilizado pelo estado (entrega de kits escolares) para voucher em cartão é positiva porque vai atender a todos os segmentos escolares instalados em todas as regiões mato-grossenses.
“Ninguém é contra a distribuição do kit escolar. Mas há como melhorar, nesse caso com o voucher, cartão material escolar. Isso caso atinge a todos os segmentos. O faturamento maior deles é na volta às aulas. Para 2026 está aberta, vamos vir com o cartão material escolar, quem vai ganhar é o Estado e o segmento de papelaria”, explicou Jean Carlos.
Em 2025, no Distrito Federal, o programa distribui um cartão magnético para as famílias beneficiadas que serão utilizadas em papelarias credenciadas. Os valores depositados no cartão para os alunos da educação infantil, ensino fundamental e educação especial é de R$ 320. Já para os alunos de ensino médio R$ 240.
A Frente Parlamentar foi instalada em agosto de 2023. O foco é unir esforços para fortalecer o segmento, essencial para a geração de emprego e renda, e promover um ambiente de negócios mais competitivo e dinâmico em Mato Grosso. A iniciativa partiu do deputado Diego Guimarães (Republicanos).
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Wellington tem 29%, Jayme soma 20,7%, Pivetta aparece com 13,2% e Natasha registra 7% – veja os graficos
Levantamento da Percent Brasil mostra senador do PL na liderança da corrida ao Governo de Mato Grosso nos principais cenários pesquisados para 2026
A pesquisa Percent Brasil divulgada sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026 coloca o senador Wellington Fagundes (PL) na liderança dos cenários estimulados apresentados pelo instituto e aponta um cenário de forte fragmentação eleitoral na corrida ao Palácio Paiaguás.
Estimulada 1
No primeiro cenário estimulado quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados Wellington Fagundes aparece na liderança com 29% das intenções de voto.
Na sequência, o senador Jayme Campos (União Brasil) registra 20,7%. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece em terceiro, com 13,2%, enquanto a deputada estadual Natasha Slhessarenko (PSD) soma 7%.
Os demais nomes apresentados no levantamento aparecem abaixo de dois dígitos, enquanto indecisos, brancos e nulos ainda representam parcela significativa do eleitorado consultado.
Estimulada 2
No segundo cenário estimulado, Wellington Fagundes amplia a vantagem e alcança 30,8% das intenções de voto.
Jayme Campos aparece novamente na segunda colocação, com 22%, seguido por Otaviano Pivetta, que registra 14%. Natasha Slhessarenko soma 8,4%.
O cenário demonstra manutenção da dianteira de Wellington nos dois principais quadros testados pela Percent Brasil, mas também reforça a pulverização das intenções de voto entre os principais grupos políticos do Estado.
Espontânea
Na modalidade espontânea quando os nomes não são apresentados aos entrevistados Wellington Fagundes também lidera, com 9% das intenções de voto.
Jayme Campos aparece em segundo, com 7%, seguido por Otaviano Pivetta, com 4,7%. Natasha Slhessarenko registra 1,3%.
O levantamento aponta ainda elevado índice de indefinição do eleitorado: 70,8% disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder.
Rejeição
A Percent Brasil também mediu a rejeição dos possíveis candidatos ao Palácio Paiaguás.
Jayme Campos lidera o índice de rejeição com 8,2%. Wellington Fagundes aparece com 5,6%, enquanto Otaviano Pivetta registra 4,9%.
Natasha Slhessarenko soma 4,2% de rejeição no levantamento.
Dados da pesquisa
A pesquisa foi realizada de forma presencial em todas as regiões do Estado de Mato Grosso. Foram aplicadas 1.200 entrevistas entre os dias 30 de abril e 3 de maio de 2026.
A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento está registrado sob os números BR-00726/2026 e MT-06232/2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os números indicam que, apesar da liderança consolidada de Wellington Fagundes nos cenários testados, a disputa ao Governo de Mato Grosso segue aberta para 2026 e ainda permanece em fase de construção política, principalmente em razão do elevado percentual de eleitores indecisos ou que não opinaram.
Na avaliação de bastidores, o cenário apresentado pela Percent Brasil também passa a indicar a possibilidade concreta de segundo turno na disputa pelo Governo de Mato Grosso fato inédito na política estadual desde o advento da reeleição.
A fragmentação dos votos entre os principais candidatos e a ausência de um nome com ampla vantagem consolidada reforçam a tendência de uma eleição mais competitiva e polarizada em 2026.
Veja graficos

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