ELEIÇÕES 2026 | DEBATE NA VILA REAL

Pivetta parte para cima de Wellington, relembra delação de Silval e dispara: “Especialista em maldades” – assistam ao vivo

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O segundo debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso elevou a temperatura da campanha eleitoral nesta terça-feira (1º). Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) protagonizaram um dos confrontos mais duros do encontro, com troca de acusações envolvendo servidores públicos, a antiga administração estadual, Silval Barbosa e até o período em que o senador esteve à frente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O debate da TV Vila Real reuniu os seis postulantes ao Palácio Paiaguás: Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes, Natasha Slhessarenko, Rafaell Milas, Maurício Coelho e Sargento Laudicério.

O momento de maior tensão ocorreu no segundo bloco, reservado às perguntas entre os próprios candidatos.

Wellington direcionou uma pergunta a Pivetta sobre o funcionalismo público e mencionou o fechamento do Samu, além de cobrar as perdas relacionadas à Revisão Geral Anual (RGA). O candidato do PL argumentou que o governo dispõe de bilhões para investimentos, mas, segundo ele, não teria adotado a mesma postura na valorização dos servidores.

Pivetta reagiu imediatamente.

O governador classificou Wellington como “especialista em maldades” e contrapôs as críticas lembrando sua experiência de três mandatos como prefeito de Lucas do Rio Verde.

Na sequência, Pivetta levou o embate para o histórico político do adversário e para a situação encontrada pelo atual grupo político quando assumiu o comando do Estado.

Segundo Pivetta, ele e o ex-governador Mauro Mendes assumiram Mato Grosso em uma situação financeira difícil, inclusive com salários atrasados.

“O povo lembra como era Mato Grosso do governo que você participava”, disparou Pivetta.

O ataque ficou ainda mais pesado quando o governador citou o ex-governador Silval Barbosa.

“O senhor fazia grandes negócios com o Silval, tanto é que foi delatado por ele”, afirmou Pivetta durante o confronto.

Pivetta ainda acrescentou outra provocação ao adversário: “O senhor também foi expulso do Dnit por Bolsonaro”, disse.

As declarações transformaram o confronto entre os dois candidatos em um dos momentos mais ásperos do debate e colocaram novamente episódios do passado político no centro da disputa eleitoral.

WELLINGTON REBATE E ATACA EDUCAÇÃO

O embate entre Pivetta e Wellington já havia ganhado força quando o governador questionou o senador sobre educação.

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Pivetta afirmou que a administração estadual promoveu uma transformação no setor durante a gestão iniciada com Mauro Mendes.

Wellington respondeu dizendo que ajudou a aproximar Mauro Mendes do então ministro da Economia Paulo Guedes para viabilizar financiamento destinado a investimentos na educação.

Na sequência, porém, o candidato do PL passou ao ataque e levantou suspeitas sobre supostos desvios no setor durante a passagem do ex-secretário Alan Porto.

Wellington afirmou que existem denúncias relacionadas à merenda e a livros e disse que a Polícia Federal estaria acompanhando o assunto. As declarações foram apresentadas pelo candidato durante o debate, sem que, naquele momento, houvesse julgamento ou comprovação das acusações citadas.

OUTROS CANDIDATOS TAMBÉM PRESSIONAM WELLINGTON

Wellington também enfrentou questionamentos de outros adversários.

Rafaell Milas citou as operações Sanguessuga, Ararath e Atlântida e afirmou que o senador teria sido mencionado em investigações. Durante a provocação, Milas utilizou o termo “melancia” e chegou a ironizar a gravata verde usada pelo candidato do PL.

Wellington reagiu chamando o adversário de “candidato de aluguel” e afirmou que jamais sofreu condenação judicial. Segundo o senador, os ataques teriam como objetivo desgastar sua imagem durante a disputa eleitoral.

Outro confronto ocorreu quando Wellington questionou Maurício Coelho sobre episódio relacionado à violência doméstica. Coelho defendeu o direito ao contraditório e afirmou que qualquer pessoa que tenha o nome envolvido em um caso dessa natureza precisa apresentar explicações públicas.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER ENTRA NO CENTRO DO DEBATE

O enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio também ocupou espaço importante.

Natasha questionou Pivetta sobre a proposta de criar uma espécie de “ficha suja” para agressores de mulheres, impedindo que pessoas enquadradas nesses casos ocupem cargos públicos.

Pivetta respondeu que incorporaria a proposta ao seu programa de governo.

“Tenho 67 anos e quatro filhas e nunca cometi violência contra nenhuma mulher”, declarou.

O governador também citou ações desenvolvidas pelo Estado voltadas às vítimas de violência doméstica, entre elas botão do pânico, acompanhamento, auxílio financeiro e aluguel, além de iniciativas habitacionais destinadas a mulheres em situação de vulnerabilidade.

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Sargento Laudicério também questionou Pivetta sobre o tema, enquanto Rafaell Milas defendeu a criação de protocolos para retirar mulheres vítimas de violência do contato com seus agressores e ampliar o acolhimento das famílias atingidas pelo feminicídio.

SEGURANÇA, SERVIDORES E ECONOMIA

O debate ainda passou por segurança pública, endividamento dos servidores, incentivos fiscais, agroindustrialização, emendas parlamentares e política tributária.

Natasha defendeu aumento do contingente policial e do número de presídios, utilização de câmeras de segurança e integração com instituições federais para combater organizações criminosas. A candidata também defendeu medidas destinadas a atingir financeiramente as facções e combater a lavagem de dinheiro.

Questionado sobre o superendividamento de servidores estaduais, Pivetta afirmou que encaminhou medida à Assembleia Legislativa estabelecendo limite de comprometimento salarial e disse que abusos cometidos na concessão de empréstimos seriam corrigidos.

Na área econômica, Pivetta questionou Natasha sobre a industrialização da produção mato-grossense. A candidata defendeu ampliar o processamento de matérias-primas produzidas no Estado, citando setores como couro, mineração e algodão.

Maurício Coelho, por sua vez, defendeu auditoria na política de incentivos fiscais, enquanto Sargento Laudicério abordou reestruturação tributária e valorização das forças de segurança.

PRIMEIRO GRANDE CONFRONTO DA CAMPANHA

Com cinco blocos previstos, o debate abriu oficialmente uma nova etapa da corrida pelo Palácio Paiaguás, colocando os candidatos frente a frente e permitindo confrontos diretos.

Mas foi o duelo entre Pivetta e Wellington que concentrou alguns dos momentos de maior temperatura política, com os dois principais adversários levando para o palco do debate acusações sobre gestão, servidores, educação e episódios do passado.

Ao mencionar Silval Barbosa e a passagem de Wellington pelo Dnit, Pivetta procurou deslocar a discussão da cobrança sobre sua atual administração para o histórico político do adversário. Wellington, por sua vez, respondeu atacando áreas da atual gestão e levantando suspeitas sobre a educação.

O tom apresentado neste primeiro encontro sinaliza que a campanha pelo Governo de Mato Grosso deverá entrar em uma fase ainda mais dura, marcada pelo confronto direto, cobranças sobre o passado e questionamentos sobre a capacidade de cada candidato para comandar o Estado.

Veja o debate 

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Justiça Eleitoral suspende propaganda de Taques por acusações falsas contra Mauro

Juiz afirma que peça transformou investigação sobre o caso da Oi em acusação de crime e proíbe nova veiculação

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso determinou a suspensão imediata da propaganda eleitoral do advogado Pedro Taques que associa o candidato ao Senado Mauro Mendes a criminosos e afirma que ele teria “panhado” recursos relacionados ao caso da Oi. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (31) pelo juiz auxiliar da propaganda do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Flávio Fraga e Silva.

Na propaganda, Taques cita criminosos que afirma ter prendido e, na sequência, inclui Mauro na mesma narrativa ao dizer que ele “panhou, sim” recursos do caso da Oi. Mais uma vez, Taques é condenado por ataques falsos contra Mauro.

“Apresenta-se o ‘caso da Oi’ como item subsequente do mesmo rol, enquanto o desfecho da frase converte o que era investigação em fato consumado e quem era investigado em criminoso”, afirmou o juiz.

A decisão aponta ainda que não se trata da primeira vez que a mesma acusação é levada à Justiça Eleitoral. O magistrado cita decisão anterior do TRE-MT, tomada por unanimidade, que já havia considerado ilícitas imputações de “roubo” e “corrupção” contra Mauro, além de mencionar outro processo no qual foi determinada a proibição de republicação de conteúdo com a mesma acusação relacionada ao caso da Oi.

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No entendimento do juiz, Taques voltou a utilizar justamente a fórmula que já havia sido barrada.

“Ao afirmar que o requerente ‘panhou, sim’ os recursos do ‘caso da Oi’, evidencia-se a reprodução, com a mera substituição do verbo por seu equivalente coloquial, de imputação categórica cuja veiculação foi vedada mais de uma vez”, diz a decisão.

O magistrado também considerou que a pergunta exibida ao final da propaganda — “Ele panhou ou não panhou?” — não descaracteriza a acusação. Segundo ele, trata-se de “mero reforço retórico da imputação e não convite ao livre escrutínio do eleitor”.

Na decisão, o magistrado avaliou que a propaganda ultrapassou os limites da crítica política ao atribuir a Mauro uma prática criminosa sem condenação judicial. Para ele, a afirmação “extravasa os limites do legítimo debate político-eleitoral e da crítica à gestão pública, para converter-se em afirmação inequívoca de prática criminosa”.

Com a liminar, Taques fica proibido de reapresentar a propaganda, integral ou parcialmente, e de veicular outra peça que reproduza a imputação de que Mauro “panhou” os recursos do caso da Oi ou o apresente como autor de crime não reconhecido por decisão judicial condenatória.

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