DÍVIDAS DE CAMPANHA

Após gastar R$ 321 mil na eleição, vereador de VG anuncia venda de bens para pagar dívidas

Caio Cordeiro recebeu R$ 230 mil de recursos partidários, mas terminou a disputa por uma vaga na Câmara Federal com déficit de R$ 88,6 mil

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O vereador de Várzea Grande Caio Cordeiro (Novo), conhecido como “Varão do Pop”, anunciou que pretende vender objetos pessoais e itens de sua residência para quitar dívidas acumuladas durante a campanha para deputado federal nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada pelo parlamentar nas redes sociais, na quarta-feira (7).

Apesar de ter recebido R$ 230 mil em recursos partidários para financiar sua candidatura, Caio encerrou a disputa eleitoral com despesas superiores ao valor arrecadado. Segundo os dados apresentados na plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha registrou gastos de R$ 321.620,83, enquanto as receitas totalizaram R$ 233 mil.

A diferença resultou em um déficit de R$ 88.620,83.

Na eleição de domingo (4), o vereador conquistou 16.720 votos e terminou como o segundo candidato mais votado do Novo em Mato Grosso. Ele ficou atrás do também apresentador Professor Haroldo, que recebeu 17.531 votos. Apesar do desempenho, Caio não conseguiu uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar agradeceu aos eleitores e afirmou que pretende apresentar publicamente os detalhes financeiros da campanha.

“Eu vou vender algumas coisas minhas e quero explicar o motivo. Primeiro eu quero agradecer a Deus, a cada pessoa que acreditou em nós. A cada família, foi uma campanha que começou praticamente de última hora. Foram mais de 16 mil votos alcançados. Nos próximos dias, eu vou fazer inclusive uma live para falar com transparência sobre tudo isso”, declarou.

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Campanha teve R$ 138 mil em despesas com pessoal

De acordo com os valores informados à Justiça Eleitoral, Caio recebeu R$ 150 mil da direção nacional do Novo, R$ 60 mil do Partido Liberal (PL) e outros R$ 20 mil do diretório estadual do Novo. O vereador também investiu R$ 3 mil de recursos próprios.

A maior parte das despesas foi destinada à contratação de pessoal, que consumiu aproximadamente R$ 138,3 mil, equivalente a 43% do total gasto.

Os serviços contábeis representaram outros R$ 40 mil. A campanha também registrou R$ 32,4 mil em adesivos, R$ 24,5 mil em atividades de militância de rua e mais de R$ 23,3 mil em impulsionamento de conteúdos nas redes sociais.

Caio afirmou que parte das dificuldades financeiras ocorreu porque alguns apoiadores não conseguiram cumprir os compromissos assumidos durante a campanha.

“Durante esse caminho infelizmente algumas pessoas que tinham assumido os compromissos conosco, inclusive alguns apoiadores que por algum motivo ou outro não conseguiram honrar aquilo que haviam combinado. E não vou citar nomes nem transformar isso em reclamação, pelo contrário, eu só tenho a agradecer”, afirmou.

Vereador diz que pretende honrar compromissos

Mesmo diante das dificuldades, Caio declarou que decidiu assumir pessoalmente a responsabilidade pelas pendências financeiras com fornecedores, parceiros e pessoas que trabalharam em sua candidatura.

“Existe uma coisa que eu levo muito a sério, é a minha palavra e os compromissos que eu assumo. Então ficaram algumas pendências com fornecedores, parceiros, amigos que caminharam conosco. Independente do que aconteceu no caminho, eu quero honrar cada uma delas”, disse.

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Segundo o vereador, a venda dos bens foi uma decisão tomada para transformar objetos que não serão mais utilizados em recursos destinados ao pagamento das obrigações.

“Por isso eu vou abrir mão de algumas coisas. Também colocar à venda alguns itens que não vamos utilizar. É uma decisão nossa para organizar tudo e fechar esse ciclo de maneira correta”, explicou.

Caio informou que os produtos serão anunciados por meio dos stories de suas redes sociais. Os interessados poderão entrar em contato diretamente pelo Instagram ou WhatsApp para negociar valores e combinar a retirada.

“É a forma que encontramos de transformar algumas coisas que temos em recurso para colocar tudo em ordem, e honrar quem caminhou conosco”, afirmou.

Sem conquistar a vaga de deputado federal, Caio Cordeiro permanece no mandato de vereador em Várzea Grande. Conforme os valores apresentados na reportagem, o cargo possui remuneração mensal de R$ 18 mil, além de verba indenizatória de R$ 9 mil, destinada às despesas relacionadas ao exercício parlamentar.

O vereador também prometeu realizar uma transmissão ao vivo nos próximos dias para detalhar os gastos eleitorais e esclarecer as circunstâncias que levaram ao saldo negativo da campanha.

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POLÍTICA MT

Coronel Fernanda rebate Cattani e defende manutenção da Lei do Feminicídio

Deputada federal critica declarações do colega de partido, defende a legislação de proteção às mulheres e cobra mais rapidez da Justiça na punição de autores de crimes.

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) rebateu as declarações do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) sobre a Lei do Feminicídio e afirmou que não aceitará retrocessos nos direitos das mulheres. A parlamentar, que também é advogada, defendeu a manutenção da legislação e cobrou medidas mais efetivas para garantir a proteção das vítimas e a responsabilização dos agressores.

“Não concordo com o que o Cattani falou sobre feminicídio. Ele não deve conhecer a lei, não deve saber o porquê disso. Ele não é jurista”, declarou Fernanda. Na sequência, ela reforçou que considera essencial preservar os mecanismos legais de combate à violência contra as mulheres.

A manifestação ocorreu após Cattani endossar declarações da deputada federal eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que questionou a existência do feminicídio como classificação penal específica. Ao defender seu posicionamento, o deputado estadual citou o assassinato da própria filha, Raquel Cattani, ocorrido em julho de 2024, em Nova Mutum.

Em resposta, Coronel Fernanda afirmou que a legislação deve ser mantida e defendeu a mobilização de mulheres para impedir mudanças que, em sua avaliação, representem perda de direitos. “Todas nós precisamos lutar juntas para continuar defendendo a Lei do Feminicídio”, afirmou.

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A deputada também reconheceu que a existência da lei não garante, por si só, a proteção necessária. Ela criticou a demora nos processos judiciais e cobrou do governo federal ações mais efetivas para assegurar a aplicação das medidas previstas e a responsabilização dos autores de feminicídio.

“Apesar de a lei existir, ainda há poucas ações do governo federal para colocar essa lei em prática, para condenar com mais celeridade os homens que cometem o feminicídio, para que esses homens tenham penas mais severas, realmente executadas”, declarou.

Fernanda afirmou ainda que continuará atuando no Congresso Nacional para impedir retrocessos na proteção dos direitos das mulheres. “Enquanto eu estiver na Câmara Federal, não permito, não vou deixar e vou lutar 24 horas para que nenhuma conquista de nenhuma mulher retroceda”, disse.

A parlamentar também informou que participou, em Brasília, de uma reunião da bancada feminina do PL para discutir pautas relacionadas às mulheres e organizar uma caravana de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. “Nós não podemos deixar que as mulheres percam seu espaço”, concluiu.

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Com informações FolhaMax

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