COBRANÇA DA ENERGIA

Abilio descarta cobrança retroativa de condomínios e diz que vai cobrar Energisa

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta sexta-feira (9) que a Prefeitura não cobrará dos condomínios fechados valores retroativos referentes à energia elétrica utilizada na iluminação de ruas e áreas comuns internas. Segundo ele, a administração municipal pretende cobrar da Energisa os valores que considera terem sido faturados indevidamente ao município.

“ A Prefeitura de Cuiabá não cobrará retroativo de condomínios fechados. A gente cobra a Energisa, que cobrou e equivaleu errado à Prefeitura de Cuiabá”, declarou o prefeito, ao explicar que a relação de cobrança da administração municipal será direcionada à concessionária, e não aos empreendimentos privados.

A decisão ocorre após a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) solicitar à Energisa a retirada dos pontos de iluminação localizados dentro de condomínios privados da conta de iluminação pública paga pela Prefeitura.

Em setembro, a concessionária comunicou aos empreendimentos que passaria a cobrar diretamente dos responsáveis pelo consumo. A mudança também abriu a possibilidade de cobranças retroativas de até 36 meses, conforme os critérios técnicos e regulatórios aplicáveis.

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Abilio afirmou que pretende responsabilizar a Energisa pelos valores que, segundo o entendimento da Prefeitura, foram incluídos incorretamente no faturamento municipal. “Nós vamos cobrar a Energisa de ter cobrado errado da Prefeitura de Cuiabá o serviço de pontos dentro de condomínio fechado. A Energisa não podia fazer isso”, disse.

DESGASTE POLÍTICO

O prefeito já havia reconhecido, em setembro, que a retirada do pagamento da iluminação interna dos condomínios poderia provocar desgaste político. Na ocasião, defendeu que a administração deveria corrigir o que considera uma irregularidade, mesmo diante da insatisfação de moradores.

Para ilustrar a decisão, Abilio comparou a situação à de um síndico que identifica um problema dentro do condomínio e precisa resolvê-lo, ainda que a medida seja impopular.

A mudança transfere aos condomínios a responsabilidade pelo consumo futuro da energia utilizada nas áreas internas abrangidas pela determinação. Já a eventual cobrança de valores anteriores aos empreendimentos poderá depender da apuração feita pela concessionária e da aplicação das regras pertinentes a cada caso.

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POLÍTICA MT

Coronel Fernanda rebate Cattani e defende manutenção da Lei do Feminicídio

Deputada federal critica declarações do colega de partido, defende a legislação de proteção às mulheres e cobra mais rapidez da Justiça na punição de autores de crimes.

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) rebateu as declarações do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) sobre a Lei do Feminicídio e afirmou que não aceitará retrocessos nos direitos das mulheres. A parlamentar, que também é advogada, defendeu a manutenção da legislação e cobrou medidas mais efetivas para garantir a proteção das vítimas e a responsabilização dos agressores.

“Não concordo com o que o Cattani falou sobre feminicídio. Ele não deve conhecer a lei, não deve saber o porquê disso. Ele não é jurista”, declarou Fernanda. Na sequência, ela reforçou que considera essencial preservar os mecanismos legais de combate à violência contra as mulheres.

A manifestação ocorreu após Cattani endossar declarações da deputada federal eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que questionou a existência do feminicídio como classificação penal específica. Ao defender seu posicionamento, o deputado estadual citou o assassinato da própria filha, Raquel Cattani, ocorrido em julho de 2024, em Nova Mutum.

Em resposta, Coronel Fernanda afirmou que a legislação deve ser mantida e defendeu a mobilização de mulheres para impedir mudanças que, em sua avaliação, representem perda de direitos. “Todas nós precisamos lutar juntas para continuar defendendo a Lei do Feminicídio”, afirmou.

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A deputada também reconheceu que a existência da lei não garante, por si só, a proteção necessária. Ela criticou a demora nos processos judiciais e cobrou do governo federal ações mais efetivas para assegurar a aplicação das medidas previstas e a responsabilização dos autores de feminicídio.

“Apesar de a lei existir, ainda há poucas ações do governo federal para colocar essa lei em prática, para condenar com mais celeridade os homens que cometem o feminicídio, para que esses homens tenham penas mais severas, realmente executadas”, declarou.

Fernanda afirmou ainda que continuará atuando no Congresso Nacional para impedir retrocessos na proteção dos direitos das mulheres. “Enquanto eu estiver na Câmara Federal, não permito, não vou deixar e vou lutar 24 horas para que nenhuma conquista de nenhuma mulher retroceda”, disse.

A parlamentar também informou que participou, em Brasília, de uma reunião da bancada feminina do PL para discutir pautas relacionadas às mulheres e organizar uma caravana de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. “Nós não podemos deixar que as mulheres percam seu espaço”, concluiu.

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Com informações FolhaMax

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