POLÍTICA

Após derrota de Wellington, Ananias busca fortalecer comando do PL em Mato Grosso

Presidente estadual se reúne com Valdemar Costa Neto em Brasília em meio a especulações sobre mudanças na direção do partido

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Em meio aos rumores sobre uma possível mudança no comando do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, esteve em Brasília nesta quarta-feira (7), onde se reuniu com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. O encontro foi registrado nas redes sociais dos dois dirigentes.

A movimentação ocorre após o resultado das eleições e em meio a especulações sobre uma eventual troca na direção estadual do PL. Ananias assumiu o comando da legenda após suceder o senador Wellington Fagundes, de quem é aliado político.

Além da reunião com a direção nacional, Ananias participou de encontros de alinhamento relacionados ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.

No primeiro turno, realizado no último domingo (4), o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou na liderança, com 47,03% dos votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%. Desde então, aliados e candidatos eleitos passaram a se reunir para discutir estratégias para a segunda etapa da disputa.

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Derrota de Wellington aumenta especulações

Em Mato Grosso, o PL lançou Wellington Fagundes na disputa pelo Governo do Estado, mas o senador acabou derrotado por Otaviano Pivetta (Republicanos), que foi reeleito ainda no primeiro turno.

O resultado, somado ao crescimento político de Odílio Balbinotti (PL), alimentou rumores sobre uma possível mudança no comando estadual da legenda.

Ananias é considerado um dos principais aliados de Wellington e chegou à presidência estadual do PL após sucedê-lo na direção partidária. A possibilidade de alteração no comando, portanto, passou a ser discutida nos bastidores políticos.

Reunião com Valdemar ganha peso político

Diante das especulações, o encontro entre Ananias e Valdemar Costa Neto ganhou repercussão. O próprio presidente nacional do PL fez questão de divulgar a reunião em suas redes sociais.

“Esta quarta-feira, estive com o presidente estadual do PL de Mato Grosso, Ananias Filho, na sede nacional do partido, em Brasília”, escreveu Valdemar, ao destacar a proximidade entre os dois.

A reunião ocorre em um momento de reorganização interna da legenda, especialmente após os resultados eleitorais e a preparação para o segundo turno da disputa presidencial.

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Cenário eleitoral também movimenta o partido

A composição política para um eventual governo de Flávio Bolsonaro também passou a gerar especulações. O deputado federal José Medeiros (PL) terminou a disputa pelo Senado em segundo lugar, atrás do ex-governador Mauro Mendes (União).

Com o resultado, surgiram discussões sobre possíveis nomes de Mato Grosso que poderiam ocupar espaços em uma eventual administração federal ligada ao campo bolsonarista.

Mauro Mendes é citado nos bastidores como possível nome para o Ministério de Minas e Energia. Já Odílio Balbinotti, suplente de Medeiros, aparece como possível opção para o Ministério da Agricultura, cenário que ganhou força após ampliar sua atuação política e seu apoio ao grupo bolsonarista.

Com informações folha Max 

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POLÍTICA MT

Deputado diz que está à disposição de Pivetta para compor governo

Diego Guimarães coloca nome à disposição do governador reeleito e mira espaço no Executivo estadual

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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) afirmou que colocou seu nome à disposição do governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para integrar o primeiro escalão do Governo de Mato Grosso no próximo mandato. A declaração ocorre após uma reunião entre os dois, realizada nesta semana.

Guimarães, que foi o deputado estadual mais votado do Republicanos no Estado, afirmou que conversou com Pivetta na segunda-feira (5), mas ressaltou que o encontro teve inicialmente caráter de cumprimento após a vitória eleitoral.

Segundo o parlamentar, não houve convite formal nem definição sobre eventual secretaria. Ele, porém, deixou claro que está disponível para assumir uma função no Executivo caso o governador considere que sua experiência possa contribuir com a gestão.

“Deixei o meu nome à disposição para que a gente pudesse dialogar onde ele entender que a gente pode ser escalado para trabalhar por Mato Grosso, talvez servindo não apenas como um deputado de mandato”, declarou Guimarães.

Estratégia política

A possibilidade de deputados eleitos migrarem para o Executivo faz parte de uma articulação política que pode provocar mudanças na composição da Assembleia Legislativa a partir de 2027.

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Com eventual saída de parlamentares titulares para secretarias, suplentes podem assumir as cadeiras e ampliar a presença de diferentes grupos políticos na Assembleia.

No caso do Republicanos, a movimentação também pode abrir espaço para suplentes que não conseguiram uma vaga nas urnas, fortalecendo a representação do partido no Legislativo.

Republicanos mira Mesa Diretora

Apesar da cautela em relação à composição do próximo secretariado, Guimarães foi mais incisivo ao falar sobre a participação do Republicanos na Assembleia Legislativa no biênio 2027-2028.

O parlamentar destacou que a legenda ampliou sua bancada e deverá formar a segunda maior força da Casa. Com 40.482 votos, Guimarães também saiu fortalecido das urnas.

Segundo ele, o crescimento do partido deverá ser acompanhado pela busca por espaços estratégicos na próxima Mesa Diretora e nas principais comissões da Assembleia, como a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e a Comissão de Orçamento.

“O Republicanos quer, o Republicanos merece e o Republicanos vai lutar por esse espaço dentro da Casa, seja na Mesa Diretora, seja nas comissões”, afirmou.

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Partido mantém força na base governista

Até que o novo secretariado seja definido, o foco do grupo permanece voltado à reorganização das forças políticas e ao alinhamento regional.

Guimarães avalia que o Republicanos chega fortalecido para o próximo mandato e deve continuar como uma das principais forças do arco governista em Mato Grosso.

A definição sobre uma eventual ida do deputado para o Executivo, entretanto, dependerá de uma decisão do governador Pivetta e das articulações que serão realizadas até a formação do novo governo.

 

Com informações Gazeta

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