POLÍTICA MATOGROSSENSE
Deputado diz que está à disposição de Pivetta para compor governo
Diego Guimarães coloca nome à disposição do governador reeleito e mira espaço no Executivo estadual
O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) afirmou que colocou seu nome à disposição do governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para integrar o primeiro escalão do Governo de Mato Grosso no próximo mandato. A declaração ocorre após uma reunião entre os dois, realizada nesta semana.
Guimarães, que foi o deputado estadual mais votado do Republicanos no Estado, afirmou que conversou com Pivetta na segunda-feira (5), mas ressaltou que o encontro teve inicialmente caráter de cumprimento após a vitória eleitoral.
Segundo o parlamentar, não houve convite formal nem definição sobre eventual secretaria. Ele, porém, deixou claro que está disponível para assumir uma função no Executivo caso o governador considere que sua experiência possa contribuir com a gestão.
“Deixei o meu nome à disposição para que a gente pudesse dialogar onde ele entender que a gente pode ser escalado para trabalhar por Mato Grosso, talvez servindo não apenas como um deputado de mandato”, declarou Guimarães.
Estratégia política
A possibilidade de deputados eleitos migrarem para o Executivo faz parte de uma articulação política que pode provocar mudanças na composição da Assembleia Legislativa a partir de 2027.
Com eventual saída de parlamentares titulares para secretarias, suplentes podem assumir as cadeiras e ampliar a presença de diferentes grupos políticos na Assembleia.
No caso do Republicanos, a movimentação também pode abrir espaço para suplentes que não conseguiram uma vaga nas urnas, fortalecendo a representação do partido no Legislativo.
Republicanos mira Mesa Diretora
Apesar da cautela em relação à composição do próximo secretariado, Guimarães foi mais incisivo ao falar sobre a participação do Republicanos na Assembleia Legislativa no biênio 2027-2028.
O parlamentar destacou que a legenda ampliou sua bancada e deverá formar a segunda maior força da Casa. Com 40.482 votos, Guimarães também saiu fortalecido das urnas.
Segundo ele, o crescimento do partido deverá ser acompanhado pela busca por espaços estratégicos na próxima Mesa Diretora e nas principais comissões da Assembleia, como a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e a Comissão de Orçamento.
“O Republicanos quer, o Republicanos merece e o Republicanos vai lutar por esse espaço dentro da Casa, seja na Mesa Diretora, seja nas comissões”, afirmou.
Partido mantém força na base governista
Até que o novo secretariado seja definido, o foco do grupo permanece voltado à reorganização das forças políticas e ao alinhamento regional.
Guimarães avalia que o Republicanos chega fortalecido para o próximo mandato e deve continuar como uma das principais forças do arco governista em Mato Grosso.
A definição sobre uma eventual ida do deputado para o Executivo, entretanto, dependerá de uma decisão do governador Pivetta e das articulações que serão realizadas até a formação do novo governo.
Com informações Gazeta
POLÍTICA MT
Após derrota de Wellington, Ananias busca fortalecer comando do PL em Mato Grosso
Presidente estadual se reúne com Valdemar Costa Neto em Brasília em meio a especulações sobre mudanças na direção do partido
Em meio aos rumores sobre uma possível mudança no comando do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, esteve em Brasília nesta quarta-feira (7), onde se reuniu com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. O encontro foi registrado nas redes sociais dos dois dirigentes.
A movimentação ocorre após o resultado das eleições e em meio a especulações sobre uma eventual troca na direção estadual do PL. Ananias assumiu o comando da legenda após suceder o senador Wellington Fagundes, de quem é aliado político.
Além da reunião com a direção nacional, Ananias participou de encontros de alinhamento relacionados ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
No primeiro turno, realizado no último domingo (4), o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou na liderança, com 47,03% dos votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%. Desde então, aliados e candidatos eleitos passaram a se reunir para discutir estratégias para a segunda etapa da disputa.
Derrota de Wellington aumenta especulações
Em Mato Grosso, o PL lançou Wellington Fagundes na disputa pelo Governo do Estado, mas o senador acabou derrotado por Otaviano Pivetta (Republicanos), que foi reeleito ainda no primeiro turno.
O resultado, somado ao crescimento político de Odílio Balbinotti (PL), alimentou rumores sobre uma possível mudança no comando estadual da legenda.
Ananias é considerado um dos principais aliados de Wellington e chegou à presidência estadual do PL após sucedê-lo na direção partidária. A possibilidade de alteração no comando, portanto, passou a ser discutida nos bastidores políticos.
Reunião com Valdemar ganha peso político
Diante das especulações, o encontro entre Ananias e Valdemar Costa Neto ganhou repercussão. O próprio presidente nacional do PL fez questão de divulgar a reunião em suas redes sociais.
“Esta quarta-feira, estive com o presidente estadual do PL de Mato Grosso, Ananias Filho, na sede nacional do partido, em Brasília”, escreveu Valdemar, ao destacar a proximidade entre os dois.
A reunião ocorre em um momento de reorganização interna da legenda, especialmente após os resultados eleitorais e a preparação para o segundo turno da disputa presidencial.
Cenário eleitoral também movimenta o partido
A composição política para um eventual governo de Flávio Bolsonaro também passou a gerar especulações. O deputado federal José Medeiros (PL) terminou a disputa pelo Senado em segundo lugar, atrás do ex-governador Mauro Mendes (União).
Com o resultado, surgiram discussões sobre possíveis nomes de Mato Grosso que poderiam ocupar espaços em uma eventual administração federal ligada ao campo bolsonarista.
Mauro Mendes é citado nos bastidores como possível nome para o Ministério de Minas e Energia. Já Odílio Balbinotti, suplente de Medeiros, aparece como possível opção para o Ministério da Agricultura, cenário que ganhou força após ampliar sua atuação política e seu apoio ao grupo bolsonarista.
Com informações folha Max
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