POLÍTICA MT
Deputados aprovam 28 projetos de lei em sessão desta quarta-feira
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou 28 projetos de lei durante a sessão ordinária desta quarta-feira (7), a primeira realizada após o primeiro turno das Eleições 2026. As propostas abrangem diferentes áreas, como saúde, assistência social, inclusão, meio ambiente e políticas públicas. Próxima sessão está convocada para o dia 14 de outubro.
Durante a sessão, os parlamentares também mantiveram o Veto nº 116/2025, aposto ao Projeto de Lei nº 1398/2025, de autoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A matéria recebeu sete votos pela derrubada do veto, 12 pela sua manutenção e cinco ausências.
Esse projeto altera a Lei nº 8.814, de 15 de janeiro de 2008, que institui o Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR) dos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, para tratar dos valores das tabelas salariais dos cargos de provimento efetivo.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Entre as propostas aprovadas, em segunda votação, está o Projeto de Lei nº 1650/2023, de autoria do deputado Fábio Tardin (Pode), que estabelece a obrigatoriedade de atendimento odontológico para pessoas que residam em instituições como orfanatos, creches, asilos e outros locais de assistência mantidos pelo de Mato Grosso.
E o PL nº 1626/2024, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que institui a Política Estadual de Conscientização, Enfrentamento e Tratamento da Febre Oropouche em Mato Grosso.
Na área social, aprovaram o PL nº 179/2026, de autoria do deputado Dr. João (MDB), altera a legislação estadual sobre auxílio-funeral para doadores de órgãos. Em segunda votação, essa proposta amplia o benefício para contemplar o receptor de órgão que venha a óbito antes da alta hospitalar e seja comprovadamente de baixa renda.
Outro destaque, em primeira votação, é o PL nº 1411/2025, de autoria do deputado Max Russi (Pode), que prevê a capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) como critério de desempate em concursos públicos e processos seletivos em Mato Grosso.
Na área ambiental, os deputados aprovaram o PL nº 8/2026, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL), que declara de interesse público estadual a realização de estudos técnicos para a transposição de águas do Lago do Manso, com a finalidade de avaliar sua utilização para irrigação da Baixada Cuiabana.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Justiça cobra ALMT e determina comprovação de desligamento de servidor efetivado sem concurso
Assembleia terá dez dias para demonstrar se José Roberto Nunes Medeiros cumpre requisitos previdenciários previstos pelo STF ou efetivar sua saída dos quadros funcionais
A Justiça determinou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apresente, no prazo de dez dias, documentos relacionados à situação funcional do técnico legislativo José Roberto Nunes Medeiros, que integra o quadro efetivo da Casa apesar de não ter ingressado por concurso público.
A determinação é da juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas, em despacho publicado na última quinta-feira (1º). A magistrada quer saber se o servidor preenche os requisitos necessários para aposentadoria pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), conforme os parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso os requisitos não sejam atendidos, a decisão determina o imediato desligamento de Medeiros dos quadros efetivos da Assembleia e também do regime próprio de previdência. Nessa hipótese, ele ficará sujeito ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
Segundo informações do Portal da Transparência citadas no processo, o salário atual do cargo de técnico legislativo de nível fundamental é de aproximadamente R$ 13,4 mil.
“Intime-se a ALMT, para no prazo de dez (10) dias, cumpra a decisão, comprovando, por meio de documentos hábeis, se o requerido satisfaz as exigências do Tema 1.254/STF ou comprove o integral cumprimento do v. acórdão, procedendo ao imediato desligamento do servidor José Roberto Nunes Medeiros dos quadros de pessoal efetivo e do RPPS”, determinou a magistrada.
A discussão faz parte de um impasse envolvendo servidores que foram contratados diretamente pela Assembleia e, posteriormente, passaram a integrar o quadro estatutário sem aprovação prévia em concurso público.
Em 2022, um acordo envolvendo os Poderes de Mato Grosso estabeleceu a possibilidade de aposentadoria para servidores nessa situação que perderam os cargos, desde que já preenchessem os requisitos previdenciários necessários, como tempo de serviço e demais exigências legais.
Conforme relatado no processo, parte desses funcionários foi admitida diretamente pela ALMT e, ao longo dos anos, teve o vínculo transformado em efetivo. A controvérsia judicial envolve justamente a validade dessas efetivações e a permanência dos servidores nos quadros públicos sem aprovação em concurso.
Agora, caberá à Assembleia apresentar a documentação exigida pela Justiça e demonstrar se José Roberto Nunes Medeiros se enquadra nas condições estabelecidas pelo STF para a aposentadoria. Caso contrário, deverá comprovar seu desligamento dentro do prazo determinado.
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