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Suspeito de aplicar golpes em lanchonetes de Confresa é preso em flagrante

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

Um rapaz de 24 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (17.03) pela Polícia Civil em Confresa, no nordeste do estado, por golpes contra lanchonetes da cidade. A prisão foi feita em uma ação conjunta da equipe da Delegacia de Confresa e Polícia Militar da cidade.

Ele fazia pedidos de lanches e simulava os pagamentos falsificando comprovantes de transferências bancárias. O suspeito já vinha sendo investigado pela Delegacia de Confresa por aplicar golpe contra um aplicativo de entregas de Confresa.

O proprietário de uma hamburgueria da cidade procurou a Polícia Civil e informou que no dia 05 de fevereiro, o suspeito fez um pedido pelo telefone da lanchonete e enviou o comprovante de pagamento via Pix. No dia 28 do mesmo mês, o suspeito pediu um novo lanche, com o mesmo valor do anterior, e também enviou o comprovante.

Ao conferir os comprovantes enviados, a vítima percebeu que o segundo valor não havia sido creditado na conta da lanchonete. Em 07 de março, o suspeito novamente pediu um hamburguer e mandou o comprovante, seguida por outra solicitação de um lanche no dia 10 deste mês. O dono da lanchonete desconfiou da veracidade dos comprovantes, cujos valores não foram creditados em sua conta.

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Nesta quinta-feira, o rapaz fez outro pedido, no mesmo valor dos anteriores. O dono da lanchonete comunicou a delegacia da Polícia Civil e foi solicitado o apoio da PM para acompanhar o entregador até a casa do suspeito, que foi abordado no momento em que recebeu o lanche.

Em entrevista, o rapaz confessou que estava falsificando os comprovantes de Pix, editando as datas e horários, pois os valores eram sempre os mesmos. Ele disse ainda que fazia a adulteração dos comprovantes pelo próprio telefone celular.

Na casa, os policiais encontraram a embalagem lacrada de outra lanchonete da cidade e o suspeito informou que praticou o mesmo golpe com o estabelecimento.

O suspeito foi preso e autuado em flagrante na Delegacia de Confresa pelos crimes de estelionato e falsificação de documento particular. Ele foi encaminhado à unidade prisional de Porto Alegre do Norte, onde aguardará manifestação da Justiça.

Fonte: PJC MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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