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Polícias Civis de MT e do AM deflagram operação contra investigados por fraude eletrônica

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A Polícia Civil de Mato Grosso desencadeou, nesta quarta-feira (12.11), a Operação Dardanário, visando desarticular uma associação criminosa envolvida em crimes de estelionato praticados pela internet. A ação foi executada pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.

O trabalho operacional foi deflagrado em parceria com a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos, da Polícia Civil do Amazonas.

Foram cumpridos 18 mandados, sendo seis de busca e apreensão, seis quebra de sigilo telefônico e seis bloqueio bancário. As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e na cidade de Manaus.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Nesta fase da Operação Dardanário foram apreendidos diversos cartões bancários, cerca de R$ 1,9 mil em dinheiro e cinco celulares, que serão periciados em razão do robusto acervo de elementos informativos sobre a prática dos golpes.

Conforme o delegado responsável pelas investigações, Ruy Guilherme Peral da Silva, uma das vítimas foi um idoso de 69 anos, morador de Várzea Grande e que caiu no “golpe do intermediário” no ano de 2023.

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Na época dos fatos, o idoso acessou uma rede social para adquirir um veículo tipo utilitário esportivo, e ao encontrar o veículo de seu interesse, fez contato com o suposto vendedor que se apresentou com o nome de “Rafael”.

Na negociação de compra e venda via aplicativo de mensagem, o golpista alegou que o veículo estava na cidade de Tangará da Serra com seu sobrinho. As diligências apontaram que o suposto sobrinho era a segunda vítima pelo fato de também estar negociando uma casa com o golpista.

Após as tratativas, o idoso foi até Tangará da Serra, olhou o veículo e fechou o negócio com o golpista, e realizou duas transferências de R$ 30 mil e R$ 3 mil, respectivamente. Os valores foram creditados na conta bancária indicada pelo golpista sendo a titular uma mulher.

“No entanto, quando a segunda vítima não recebeu o repasse do valor da venda do veículo, este fez contato com o golpista e acabou descobrindo que se tratava de um golpe”, relatou o delegado Ruy Guilherme Peral da Silva.

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Investigação

Durante as diligências a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande apurou que o golpista que atuou como intermediador era um jovem, de 20 anos, residente no bairro Sol Nascente, em Cuiabá.

Já a mulher que recebeu os valores fez a pulverização do dinheiro para outras cinco contas bancárias para indivíduos residentes na cidade de Manaus (AM).

A Polícia Civil de Mato Grosso destaca que as investigações continuam para apurar a existência de outros envolvidos e não descarta o pleito por medidas cautelares de prisão a qualquer momento, bem como ressalta o apoio fundamental da Polícia Civil do Estado do Amazonas para o êxito da operação policial.

Denúncia

Os cidadãos que foram vítimas de golpes é importante registrar o boletim de ocorrência e/ou fazer a denúncia para que outras operações como esta continuem sendo realizadas e infratores sejam responsabilizados.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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