POLICIAL
Polícia Civil prende suspeito de fraudes envolvendo venda de celulares em Cuiabá
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá, prendeu, na manhã desta quarta-feira (12.3), um homem, de 38 anos, suspeito de praticar diversos crimes de estelionato na Capital mato-grossense.
O investigado utilizava redes sociais e aplicativos de compra e venda para enganar vítimas, especialmente através de um perfil comercial no Instagram, onde anunciava a venda de aparelhos celulares e serviços de manutenção.
A prisão do suspeito foi realizada em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pelo Juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), da Comarca de Cuiabá, após representação da Polícia Civil.
As investigações apontaram que o suspeito oferecia aparelhos a preços atrativos e, após receber os pagamentos, deixava de entregá-los e interrompia o contato com os compradores. Além disso, há registros de vítimas que confiaram seus aparelhos ao investigado para manutenção, mas nunca os receberam de volta.
No momento da prisão, o suspeito estava na posse de dois aparelhos celulares e um veículo, que foram apreendidos para análise. A Polícia Civil segue investigando o caso e busca identificar outras vítimas que possam ter sido lesadas pelo esquema criminoso.
Diante disso, a Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá solicita que qualquer pessoa que tenha realizado transações com o suspeito, comprado aparelhos por meio do Instagram da loja (https://www.instagram.com/manocellcuiaba/) e não tenha recebido o produto, entre em contato com a unidade policial.
Além disso, conforme representado pela Polícia Civil, o Juízo competente determinou que o Instagram remova a página “Mano Cell Assistência Técninca” do ar no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 mil.
As denúncias podem ser feitas presencialmente na Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes, localizada na Av. Governador Dante Martins de Oliveira, Bairro Planalto, Cuiabá, ou através do telefone (65) 3901-4220, ou pelo e-mail [email protected].
A Polícia Civil reforça seu compromisso no combate a fraudes e estelionatos, garantindo a segurança e proteção da sociedade.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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