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Polícia Civil prende membro de facção que aliciava jovens a emprestarem contas bancárias para prática de crimes

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Um homem de 31 anos, apontado como integrante de facção criminosa, responsável por recebimento de Pix relacionados a crimes praticados pelo grupo criminoso teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (1º.10), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças. Na operação, foram cumpridas nove ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão.

O suspeito é apontado como responsável pelo recrutamento de jovens para o uso de contas bancárias em um esquema de repasse de valores obtidos por meio de roubos e estelionatos, com movimentações realizadas via Pix.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Tangará da Serra tiveram início após um casal ser mantido refém no município. Na ocasião, criminosos invadiram uma residência e obrigaram as vítimas a realizar transferências bancárias.

O rastreamento das transações revelou que os beneficiários estavam ligados a moradores de Barra do Garças. Com o avanço das investigações, foi possível identificar que o suspeito preso era o responsável por aliciar jovens para disponibilizar suas contas bancárias, muitas vezes recém-abertas em bancos digitais.

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Em troca, eles recebiam quantias pequenas, enquanto os valores expressivos eram imediatamente redirecionados a contas controladas pela facção. Parte desses jovens já havia recebido depósitos provenientes de golpes e assaltos anteriores, reforçando o uso do esquema como ferramenta para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Com base nas provas levantadas, a Justiça autorizou nove medidas cautelares, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. Durante a operação, objetos usados na prática criminosa foram apreendidos e serão periciados.

Após ter a ordem de prisão cumprida, o suspeito foi encaminhado para a cadeia pública de Barra do Garças, à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar todos receptadores dos valores desviados pelo grupo criminoso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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