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Polícia Civil prende casal que comercializava cocaína batizada em casa no centro de Cuiabá

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Um casal que atuava com o comércio de entorpecentes em uma residência localizada no centro de Cuiabá foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na noite de quarta-feira (11.6), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

A ação foi desencadeada após diversas denúncias sobre a atividade do tráfico no local resultando na apreensão de porções de entorpecentes, material para mistura da droga, máquinas de cartão de crédito e outros apetrechos relacionados ao comércio de entorpecentes.

Com base nas informações sobre a grande movimentação de usuários no endereço, os policiais da Denarc passaram a monitorar o local, flagrando o momento em que uma usuária entra e sai da casa rapidamente.

Diante das evidências, os policiais abordaram a mulher, sendo encontrado com ela uma porção de cocaína, a qual ela confessou ter acabado de comprar pelo valor de R$ 50.

Confirmada a situação de flagrante, a equipe foi até a residência, onde realizou a abordagem do casal. Durante buscas no local, foi encontrada uma caixa de papelão com uma porção grande de cocaína e dez porções pequenas da mesma substância, já embaladas para venda, além de balança de precisão e material utilizado para embalo da droga.

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Também foram encontrados na residência, cadernos com anotações do tráfico, R$ 200 em dinheiro, máquinas de cartão, comprovantes de pagamentos, além de lata com ácido bórico, ampolas de sulfato de morfina e de cloridrato de tramol e um comprimido de quitiapina, frasco de éter líquido, utilizados para preparo da droga.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, a droga vendida pelo casal era batizada com a medicação apreendida, que possivelmente era desviada de hospitais. As substâncias foram apreendidas e encaminhadas para perícia.

Os suspeitos conduzidos à Denarc, onde após serem interrogados, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, sendo posteriormente encaminhados para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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